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Quem doa sangue pode faltar ao trabalho?

Além de desfrutar da alegria de ajudar o próximo, quem doa sangue tem outra vantagem. Descubra o que diz a lei e como agir.

Marcos CostaPor Marcos Costa3 min de leitura
Doador de sangue com braço na cadeira de coleta

Alguns clichês, embora batidos, revelam verdades concretas. Por exemplo, dizer que quem doa sangue salva vidas, afinal, o que corre nas veias e artérias de todos pode fazer a diferença para pessoas submetidas a transfusões, transplantes, cirurgias ou procedimentos oncológicos.

De acordo com informações do ministério da Saúde, uma só doação pode ajudar até quatro pessoas. Em síntese, indivíduos entre 16 e 69 anos que pesam mais de 50 kg podem colaborar simplesmente oferecendo o braço a uma agulha. Porém, há contraindicação para doentes, puérperas e gestante.

Pessoas com febre, gripe, resfriado, diarreia, gestando uma vida ou no pós-parto devem aguardar a superação dessas condições. Eventualmente, elas poderão vivenciar a alegria em ajudar o próximo que quem doa sangue desfruta. Além disso, poderão ainda ter uma folga do trabalho.

Quem doa sangue pode sim faltar ao trabalho, mas há limites

De acordo com o artigo 473, inciso IV, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quem doa sangue realmente pode faltar ao trabalho. Contudo, não é um “liberou geral”. Conforme a lei, a ausência, “sem prejuízo do salário”, pode ser desfrutada uma vez a cada 12 meses.

Do mesmo modo o trabalhador de carteira assinada deverá devidamente comprovar a realização da doação voluntária de sangue. Por fim, o ordenamento não especifica se o funcionário é obrigado a avisar ou não com antecedência seus superiores ou o RH de onde trabalha.

Apesar disso, pode ser considerado de bom tom fazê-lo, como sinal de boa-fé e consideração para com o bom funcionamento do local de trabalho durante o expediente. Afinal, a ausência de quem doa sangue pode acabar, por outro lado, prejudicando a rotina da empresa a depender do dia.

Deseja doar? Atente-se às orientações complementares

Primordialmente, quem doa sague precisa apresentar um documento de identificação com foto – como RG, CNH etc. Enquanto menores de 18 anos precisam da autorização do responsável, quem tem entre 60 e 69 anos só poderá fazê-lo se já tiver doado até os 59 anos.

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Por último, vale destacar que homens podem doar a cada dois meses, enquanto mulheres a cada três. Todavia, a cada procedimento, sempre é retirado, não importa o gênero, no máximo 450 ml de sangue.

Em conclusão, quem doa também tem de ter dormido ao menos seis horas nas 24 horas anteriores ao procedimento e estar bem alimentado. Simultaneamente é importante evitar alimentos gordurosos nas três horas anteriores e aguardar duas horas caso tenha almoçado.

Imagem: SeventyFour / Shutterstock

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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