O preço do querosene de aviação (QAV) voltou a subir no Brasil e já acumula uma forte alta em 2026, acendendo um alerta no setor aéreo. Executivos e especialistas apontam que o combustível pode registrar aumento próximo de 90% no ano, chegando a valores próximos de R$ 10 por litro.
Querosene de aviação sobe em 1º de maio e acumula alta em 2026
Preço do querosene de aviação dispara em 2026 e pressiona aéreas. Veja impactos nas passagens e o que pode mudar.
O cenário pressiona diretamente as companhias aéreas, que já enfrentam margens apertadas e dependem fortemente do custo do combustível para manter suas operações.
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O que esperar do aumento
- Reajuste estimado em cerca de 20%
- Continuidade de uma sequência de altas em 2026
- Impacto acumulado ainda mais relevante para o setor
Mesmo sendo menor que o aumento registrado em abril, o novo reajuste mantém o cenário de pressão para as companhias.
Por que o querosene está subindo tanto
A alta do QAV não acontece isoladamente. Ela está diretamente ligada ao cenário global.
Fatores que explicam a elevação
- Tensões geopolíticas internacionais
- Oscilação do preço do petróleo
- Custos logísticos e de importação
- Valorização do dólar frente ao real
O fechamento de rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, também contribui para a instabilidade no mercado internacional de energia.
Combustível representa até 45% dos custos das aéreas
O impacto da alta é significativo porque o querosene é o principal custo operacional das companhias aéreas.
Segundo entidades do setor, o combustível pode representar até:
- 45% dos custos totais das operações
Isso significa que qualquer aumento tem efeito direto na saúde financeira das empresas.
Impacto direto nas passagens aéreas
O aumento do combustível já começa a chegar ao consumidor.
Dados da Agência Nacional de Aviação Civil mostram que:
- As passagens subiram cerca de 17,8% entre fevereiro e março
- O preço médio passou de R$ 617 para mais de R$ 700
A tendência é de novos aumentos, caso o custo do combustível continue subindo.
Redução de voos já é realidade
Além do impacto nos preços, o setor já começa a reduzir operações.
Cancelamento de rotas
- Mais de 2 mil voos foram suspensos
- Rotas menos lucrativas são as mais afetadas
- Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste sofrem maior impacto
Essas mudanças afetam diretamente a conectividade do país.
Medidas do governo para conter a crise
Diante do cenário, o governo federal adotou medidas emergenciais para tentar aliviar a pressão sobre o setor.
Principais ações
- Zeragem de PIS/Cofins sobre o combustível
- Linha de crédito de até R$ 8 bilhões
- Financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil
- Adiamento de tarifas de navegação aérea
Essas iniciativas buscam evitar um colapso no setor e garantir a manutenção das operações.
Críticas e desafios das medidas
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Apesar das ações, o setor ainda enfrenta dificuldades.
Pontos de atenção
- Custos financeiros elevados (como cobrança atrelada ao CDI)
- Medidas consideradas temporárias
- Falta de previsibilidade no preço do combustível
Empresas defendem soluções estruturais para enfrentar o problema.
O que pode acontecer nos próximos meses
O cenário ainda é incerto e depende de fatores externos.
Possíveis desdobramentos
- Novos reajustes no preço do QAV
- Aumento contínuo das passagens
- Redução de oferta de voos
- Reestruturação de rotas
Tudo isso pode impactar diretamente o consumidor e o turismo no Brasil.
Exemplo prático: como isso afeta o passageiro
Imagine um viajante que paga R$ 700 em uma passagem hoje.
Com novos aumentos:
- O valor pode subir ainda mais nos próximos meses
- Promoções podem se tornar mais raras
- Viagens podem exigir maior planejamento financeiro
Considerações finais
A alta do querosene de aviação em 2026 representa um dos maiores desafios recentes para o setor aéreo brasileiro. Com custos elevados e cenário global instável, as companhias enfrentam dificuldades para manter preços competitivos e rotas ativas.
Para o consumidor, o impacto já é visível no bolso. Para o setor, o desafio será equilibrar custos e manter a operação.
A tendência, no curto prazo, é de cautela: tanto para quem opera quanto para quem pretende viajar.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
