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Bolsa Família: cidade brasileira promete R$ 300 para quem sair do programa

Projeto de lei em Criciúma prevê auxílio municipal de até R$ 300 por seis meses para famílias que deixarem o Bolsa Família.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Bolsa Família

A Prefeitura de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que propõe o pagamento de um auxílio mensal de até R$ 300 para beneficiários do Bolsa Família que consigam aumentar a renda familiar por meio do emprego formal e deixem o programa federal. A iniciativa busca funcionar como uma política de transição, oferecendo suporte financeiro temporário enquanto a família se adapta à nova realidade de renda.

A proposta surge em um contexto em que municípios brasileiros discutem alternativas para fortalecer a autonomia financeira das famílias de baixa renda, sem romper de forma abrupta com a rede de proteção social garantida pelo governo federal.

Como funcionaria o auxílio municipal de Criciúma?

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O projeto estabelece regras claras para o pagamento do subsídio temporário, que seria custeado pelo município e limitado a um período específico.

Valor e duração do benefício

O auxílio previsto é de até R$ 300 por mês, pago por um prazo máximo de seis meses. O pagamento teria início após a família concluir a transição e deixar de receber o Bolsa Família, funcionando como um complemento de renda no início do vínculo empregatício formal.

Quem poderá receber o auxílio?

Para ter acesso ao benefício municipal, a família deverá atender a critérios definidos no projeto de lei.

Requisitos principais

  • Estar inscrita no CadÚnico
  • Ser beneficiária do Bolsa Família na regra de transição
  • Comprovar vínculo de emprego formal, com carteira assinada
  • Residir no município de Criciúma
  • Estar inscrita ou participando de ações de qualificação profissional reconhecidas pelo município

Segundo dados da Secretaria de Assistência Social de Criciúma, atualmente 4.588 famílias recebem o Bolsa Família no município. O programa municipal pretende atender até mil famílias nessa primeira etapa.

Bolsa Família e trabalho formal: o que diz a regra atual?

Ao contrário do que muitos beneficiários acreditam, ter carteira assinada não impede automaticamente o recebimento do Bolsa Família. Pelas regras do programa federal, famílias com renda mensal per capita de até R$ 218 continuam elegíveis ao benefício.

Além disso, existe a chamada regra de proteção, que permite a permanência parcial no programa por um período determinado quando a renda familiar aumenta. A proposta da Prefeitura de Criciúma atua justamente após esse processo, quando o repasse federal é encerrado.

Objetivo do projeto: criar uma porta de saída do programa federal

A proposta municipal tem como foco incentivar a inserção no mercado de trabalho formal e reduzir a dependência de transferências de renda no médio prazo. A estratégia envolve a articulação entre políticas de assistência social, qualificação profissional e intermediação de mão de obra.

Atuação dos CRAS e da central de empregos

O município pretende utilizar a estrutura dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para aproximar beneficiários de oportunidades de emprego. Empresas locais participariam das ações, facilitando processos de contratação e adesão ao programa.

Durante os atendimentos, as famílias interessadas poderiam formalizar a saída do Bolsa Família e assinar termos de adesão ao auxílio municipal, desde que comprovem o início do vínculo empregatício e a participação em processos de capacitação.

Debate sobre autonomia financeira e políticas de transição

Especialistas em políticas públicas apontam que iniciativas de transição podem reduzir o receio de perda abrupta de renda, um dos fatores que dificultam a saída voluntária de programas sociais. Ao garantir um valor temporário, o município tenta minimizar riscos financeiros nos primeiros meses de trabalho formal, período em que despesas como transporte, alimentação e adaptação ao novo emprego costumam aumentar.

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No entanto, a proposta ainda precisa ser analisada e votada pela Câmara de Vereadores. Caso aprovada, Criciúma se juntará a um grupo ainda pequeno de municípios que adotam políticas locais complementares ao Bolsa Família com foco na emancipação econômica.

Situação atual do projeto de lei

O projeto foi encaminhado pelo Executivo municipal e aguarda tramitação no Legislativo local. A aprovação dependerá da análise das comissões e da votação em plenário. Somente após esse processo será possível definir data de início, regulamentação e forma de pagamento do auxílio.

Enquanto isso, o Bolsa Família continua sendo pago normalmente às famílias que atendem aos critérios federais, conforme regras estabelecidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

FAQ

Por quanto tempo o auxílio municipal será pago?
O auxílio será pago por um período máximo de seis meses após a família deixar de receber o Bolsa Família.

O projeto já está valendo?
Não. O projeto de lei foi encaminhado à Câmara de Vereadores e ainda precisa ser analisado e aprovado para entrar em vigor.

Considerações finais

A proposta da Prefeitura de Criciúma de pagar até R$ 300 por mês para famílias que deixarem o Bolsa Família representa uma tentativa de fortalecer políticas de transição para o mercado de trabalho formal. Ao combinar auxílio temporário, qualificação profissional e intermediação de empregos, o município busca incentivar a autonomia financeira sem retirar de forma abrupta a proteção social. A efetividade da medida dependerá da aprovação do projeto e da capacidade de execução das ações previstas.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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