A Prefeitura de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que propõe o pagamento de um auxílio mensal de até R$ 300 para beneficiários do Bolsa Família que consigam aumentar a renda familiar por meio do emprego formal e deixem o programa federal. A iniciativa busca funcionar como uma política de transição, oferecendo suporte financeiro temporário enquanto a família se adapta à nova realidade de renda.
Bolsa Família: cidade brasileira promete R$ 300 para quem sair do programa
Projeto de lei em Criciúma prevê auxílio municipal de até R$ 300 por seis meses para famílias que deixarem o Bolsa Família.
A proposta surge em um contexto em que municípios brasileiros discutem alternativas para fortalecer a autonomia financeira das famílias de baixa renda, sem romper de forma abrupta com a rede de proteção social garantida pelo governo federal.
Como funcionaria o auxílio municipal de Criciúma?
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O projeto estabelece regras claras para o pagamento do subsídio temporário, que seria custeado pelo município e limitado a um período específico.
Valor e duração do benefício
O auxílio previsto é de até R$ 300 por mês, pago por um prazo máximo de seis meses. O pagamento teria início após a família concluir a transição e deixar de receber o Bolsa Família, funcionando como um complemento de renda no início do vínculo empregatício formal.
Quem poderá receber o auxílio?
Para ter acesso ao benefício municipal, a família deverá atender a critérios definidos no projeto de lei.
Requisitos principais
- Estar inscrita no CadÚnico
- Ser beneficiária do Bolsa Família na regra de transição
- Comprovar vínculo de emprego formal, com carteira assinada
- Residir no município de Criciúma
- Estar inscrita ou participando de ações de qualificação profissional reconhecidas pelo município
Segundo dados da Secretaria de Assistência Social de Criciúma, atualmente 4.588 famílias recebem o Bolsa Família no município. O programa municipal pretende atender até mil famílias nessa primeira etapa.
Bolsa Família e trabalho formal: o que diz a regra atual?
Ao contrário do que muitos beneficiários acreditam, ter carteira assinada não impede automaticamente o recebimento do Bolsa Família. Pelas regras do programa federal, famílias com renda mensal per capita de até R$ 218 continuam elegíveis ao benefício.
Além disso, existe a chamada regra de proteção, que permite a permanência parcial no programa por um período determinado quando a renda familiar aumenta. A proposta da Prefeitura de Criciúma atua justamente após esse processo, quando o repasse federal é encerrado.
Objetivo do projeto: criar uma porta de saída do programa federal
A proposta municipal tem como foco incentivar a inserção no mercado de trabalho formal e reduzir a dependência de transferências de renda no médio prazo. A estratégia envolve a articulação entre políticas de assistência social, qualificação profissional e intermediação de mão de obra.
Atuação dos CRAS e da central de empregos
O município pretende utilizar a estrutura dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) para aproximar beneficiários de oportunidades de emprego. Empresas locais participariam das ações, facilitando processos de contratação e adesão ao programa.
Durante os atendimentos, as famílias interessadas poderiam formalizar a saída do Bolsa Família e assinar termos de adesão ao auxílio municipal, desde que comprovem o início do vínculo empregatício e a participação em processos de capacitação.
Debate sobre autonomia financeira e políticas de transição
Especialistas em políticas públicas apontam que iniciativas de transição podem reduzir o receio de perda abrupta de renda, um dos fatores que dificultam a saída voluntária de programas sociais. Ao garantir um valor temporário, o município tenta minimizar riscos financeiros nos primeiros meses de trabalho formal, período em que despesas como transporte, alimentação e adaptação ao novo emprego costumam aumentar.
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No entanto, a proposta ainda precisa ser analisada e votada pela Câmara de Vereadores. Caso aprovada, Criciúma se juntará a um grupo ainda pequeno de municípios que adotam políticas locais complementares ao Bolsa Família com foco na emancipação econômica.
Situação atual do projeto de lei
O projeto foi encaminhado pelo Executivo municipal e aguarda tramitação no Legislativo local. A aprovação dependerá da análise das comissões e da votação em plenário. Somente após esse processo será possível definir data de início, regulamentação e forma de pagamento do auxílio.
Enquanto isso, o Bolsa Família continua sendo pago normalmente às famílias que atendem aos critérios federais, conforme regras estabelecidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
FAQ
Por quanto tempo o auxílio municipal será pago?
O auxílio será pago por um período máximo de seis meses após a família deixar de receber o Bolsa Família.
O projeto já está valendo?
Não. O projeto de lei foi encaminhado à Câmara de Vereadores e ainda precisa ser analisado e aprovado para entrar em vigor.
Considerações finais
A proposta da Prefeitura de Criciúma de pagar até R$ 300 por mês para famílias que deixarem o Bolsa Família representa uma tentativa de fortalecer políticas de transição para o mercado de trabalho formal. Ao combinar auxílio temporário, qualificação profissional e intermediação de empregos, o município busca incentivar a autonomia financeira sem retirar de forma abrupta a proteção social. A efetividade da medida dependerá da aprovação do projeto e da capacidade de execução das ações previstas.
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