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Auxílio-alimentação dos servidores sobe 17,5% e chega a R$ 1.175; veja quem tem direito

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
Alimentação saudável canva

O Governo Federal confirmou na quarta-feira (22) que o auxílio-alimentação dos servidores públicos federais será reajustado em 17,5%, passando dos atuais R$1.000 para R$1.175 a partir de dezembro de 2025. A medida foi anunciada durante reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, fórum de diálogo entre representantes do Executivo e entidades que compõem o funcionalismo público.

O reajuste beneficiará tanto servidores ativos quanto os futuros aprovados em concursos públicos federais, como os participantes do Concurso Nacional Unificado (CNU), cuja próxima edição já tem edital publicado com mais de 3 mil vagas.

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Vale-alimentação
Imagem: Viktoriia Hnatiuk / shutterstock.com

Aumento tem impacto imediato e nova correção prevista para 2026

Correção já em dezembro de 2025

O aumento no valor do auxílio-alimentação começa a valer nos contracheques de dezembro, devendo ser incorporado automaticamente na folha de pagamento dos servidores ativos do Executivo federal. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a previsão orçamentária já contempla o novo valor.

Nova correção em abril de 2026

A proposta do governo prevê ainda nova atualização em abril de 2026, com base na inflação acumulada, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa correção futura seguirá a política de manutenção do poder de compra dos benefícios, segundo a pasta comandada pela ministra Esther Dweck.

Histórico de reajustes recentes

A decisão representa mais uma etapa da política de valorização dos benefícios dos servidores iniciada em 2023. Desde então, o governo já promoveu dois reajustes consecutivos no auxílio-alimentação:

  • Abril de 2023: aumento de 43,6%, de R$458 para R$658
  • Abril de 2024: aumento de 52%, de R$658 para R$1.000
  • Dezembro de 2025: novo aumento de 17,5%, elevando o valor para R$1.175

Esse histórico representa, no acumulado, uma elevação de mais de 156% no valor do benefício em apenas três anos.

Benefícios atualizados também incluem auxílio-saúde e creche

Reajuste previsto para 2026

Além do auxílio-alimentação, os servidores terão atualizações no auxílio-saúde e no auxílio-creche em 2026, com base no IPCA desde o último reajuste. O objetivo, segundo o MGI, é garantir que os valores acompanhem a inflação e o custo real desses serviços para os servidores e suas famílias.

Os últimos reajustes nesses benefícios ocorreram em abril de 2024:

  • Auxílio-saúde: de R$144,38 para R$215, dependendo da faixa salarial
  • Auxílio-creche (assistência pré-escolar): de R$321 para R$484,90

Ambos os valores começaram a ser pagos nos salários de junho de 2024, com retroativos a maio.

Fonacate critica falta de equiparação entre os Poderes

A proposta apresentada pelo governo, apesar de bem recebida em parte, não contempla a equiparação dos valores dos auxílios entre os três Poderes da República, uma das principais reivindicações das entidades representativas dos servidores.

Poder Judiciário paga valores mais altos

Atualmente, o Poder Judiciário paga R$1.784,42 de auxílio-alimentação aos seus servidores — um valor significativamente maior do que os R$1.175 propostos para o Executivo a partir de dezembro. A defasagem nos benefícios é apontada como uma das causas de perda de atratividade das carreiras do Executivo federal.

Reação do Fonacate

Para o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, a Mesa de Negociação tem funcionado como um instrumento de comunicação unilateral, e não como um canal efetivo de negociação.

“A Mesa de Negociação não foi criada para ser uma instância de comunicação unilateral do governo para as entidades de classe. Precisa haver negociação real, o que não aconteceu nesse caso dos benefícios. Seguiremos na luta”, declarou Marques.

Estudo aponta impacto positivo para mais de 200 mil servidores

Imagem de uma mesa cheia de legumes e verduras
Imagem: Pexels

De acordo com estudo do MGI, o aumento anterior no auxílio-alimentação — de R$658 para R$1.000, implementado em abril de 2024 — resultou em ganho real de renda de mais de 4,5% para cerca de 200 mil servidores ativos, especialmente aqueles com salários de até R$9 mil mensais.

A expectativa é que o novo reajuste tenha efeito semelhante e ajude a reduzir pressões inflacionárias sobre o orçamento doméstico de milhares de servidores, além de aumentar a competitividade das carreiras públicas.

Concursos públicos: aprovados já receberão com o novo valor

Concurso Nacional Unificado (CNU) 2025

Os candidatos aprovados nas duas primeiras edições do Concurso Nacional Unificado, lançado como modelo centralizado de seleção para órgãos federais, já ingressarão no serviço público com o auxílio-alimentação de R$1.175, caso tomem posse a partir de dezembro.

A edição de 2025 do CNU oferece 3.652 vagas para cargos de nível médio, técnico e superior, com remunerações que chegam a R$18,7 mil. As nomeações estão previstas para 2026.

Não haverá novo CNU em 2026

Em coletiva realizada no início de outubro, a ministra Esther Dweck confirmou que não haverá novo Concurso Nacional Unificado em 2026, já que o foco do orçamento será a convocação de aprovados e excedentes das edições anteriores.

“A gente já encaminhou a peça orçamentária com a previsão de autorização para a chamada de excedentes e poucas autorizações de concursos. Então, não vai ter uma autorização que justifique um novo CPNU”, afirmou a ministra.

Comparativo dos auxílios nos três Poderes

BenefícioExecutivo FederalJudiciário FederalDiferença (%)
Auxílio-alimentaçãoR$1.175 (dez/25)R$1.784,42+51,9%
Auxílio-saúde (média)R$215Até R$658+206%
Auxílio-crecheR$484,90R$951,00 (CNJ)+96%

Fonte: Fonacate, CNJ, MGI

Expectativa das entidades para novas negociações

cestas básicas
Imagem: Stokkete/Shutterstock.com

Apesar da frustração com a não equiparação entre os Poderes, representantes sindicais indicam que continuarão pressionando o governo para melhorar os benefícios em etapas futuras.

O Fonacate e outras entidades defendem a criação de uma política permanente de valorização dos benefícios, com regras claras e previsibilidade orçamentária.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

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