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Receita intensifica fiscalização contra fraudes em combustíveis

Receita Federal: Nova fase da Operação Inflamável mira fraudes bilionárias e irregularidades no setor de combustíveis.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Receita Federal

A Receita Federal deu início a uma nova fase da Operação Inflamável, voltada a empresas revendedoras de combustíveis que não corrigiram irregularidades em pedidos de ressarcimento de PIS e Cofins. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (11) e reforça o compromisso do órgão em coibir fraudes tributárias no setor.

A medida ocorre poucas semanas após a megaoperação Carbono Oculto, considerada a maior ação do Brasil contra o crime organizado no setor de combustíveis, que identificou envolvimento de algumas empresas com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Resultados da primeira fase da Operação Inflamável

Combustíveis
Imagem: Studio4dich / shutterstock.com

Na etapa anterior da Operação Inflamável, aproximadamente 6,3 mil empresas regularizaram espontaneamente suas Escriturações Fiscais Digitais, permitindo a recuperação de R$ 5,2 bilhões em créditos indevidos — equivalente a 73% do total identificado.

Segundo a Receita Federal, a ação contribuiu para:

  • Reduzir a concorrência desleal;
  • Garantir maior justiça fiscal;
  • Assegurar que os créditos tributários sejam utilizados dentro da lei.

Nova fase: análise de pedidos ainda irregulares

Atualmente, mais de 87 mil pedidos de ressarcimento ainda estão sob análise. O primeiro lote já foi concluído, e os demais serão avaliados de forma escalonada nos próximos meses.

O valor total em investigação ultrapassa R$ 1,7 bilhões, com previsão de cobrança superior a R$ 1 bilhão, incluindo multas e juros.

“Com essa nova fase, a Receita Federal reforça seu compromisso em assegurar que os créditos tributários sejam utilizados conforme a legislação vigente, preservando a arrecadação e a equidade no cumprimento das obrigações fiscais”, informou o órgão. (Fonte: Extra)

Carbono Oculto: a megaoperação contra o crime organizado

A operação Carbono Oculto, realizada no final de agosto, mobilizou cerca de 1.400 agentes federais em oito estados, desarticulando um esquema bilionário de adulteração de combustíveis e sonegação de impostos. Mais de 350 pessoas físicas e jurídicas foram investigadas.

As investigações apontaram que o PCC estava envolvido em:

  • Importação irregular de produtos químicos;
  • Adulteração de gasolina e etanol;
  • Criação de fundos de investimento para ocultar patrimônio e financiar terminais portuários e usinas de álcool.

Segundo a Receita, mais de 300 postos de combustíveis participaram diretamente das fraudes, impactando até 30% dos postos no estado de São Paulo.

Impactos econômicos e tributários

O setor de combustíveis é estratégico para a economia brasileira, e as fraudes identificadas afetam tanto a arrecadação quanto a concorrência no mercado. Segundo especialistas, ações como a Operação Inflamável e a Carbono Oculto são essenciais para:

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  • Recuperar valores devidos ao fisco;
  • Reduzir perdas de arrecadação;
  • Garantir condições justas para empresas que atuam de forma regular;
  • Conter a infiltração do crime organizado no setor.

O ressarcimento indevido de PIS e Cofins prejudica empresas e consumidores, uma vez que reduz a arrecadação e cria distorções de mercado.

Procedimentos adotados pela Receita

Na prática, a Receita está realizando uma análise detalhada dos pedidos irregulares, verificando a conformidade das Escriturações Fiscais Digitais. Os procedimentos incluem:

  1. Conferência dos créditos declarados;
  2. Identificação de inconsistências e irregularidades;
  3. Cobrança de valores devidos com aplicação de multas e juros;
  4. Adoção de medidas preventivas para evitar novas fraudes.

O trabalho exige coordenação entre unidades da Receita Federal, auditorias e sistemas de fiscalização eletrônica, garantindo maior eficiência e transparência.

Reforço na fiscalização e combate ao crime organizado

Imposto de Renda
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com

O governo enfatiza que a fiscalização no setor de combustíveis é prioridade, dado o alto risco de sonegação e a presença de organizações criminosas. A Receita Federal atua não apenas na recuperação de créditos, mas também na prevenção de fraudes, fortalecendo a equidade fiscal e protegendo a concorrência leal.

A integração entre operações como Inflamável e Carbono Oculto permite cruzar informações e identificar padrões de fraude, dificultando a atuação de empresas irregulares e do crime organizado.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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