O Minha Casa Minha Vida (MCMV) tem registrado números impressionantes este ano, com a previsão de fechar 2023 com quase 600 mil financiamentos, estabelecendo um novo recorde.
Recorde do Minha Casa Minha Vida faz governo cogitar mudanças no programa
Com um recorde de financiamentos no Minha Casa Minha Vida, o governo estuda mudanças para equilibrar o orçamento do FGTS e incentivar a compra de imóveis novos.
No entanto, esse crescimento exponencial está colocando pressão sobre o orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que financia o programa.
Em resposta a esse cenário, o governo federal está considerando mudanças significativas nas regras do programa para equilibrar os recursos e promover a construção de imóveis novos, que geram mais empregos.
Pressão no orçamento do FGTS

O aumento no número de contratos do Minha Casa Minha Vida, que inclui tanto imóveis novos quanto usados, está elevando o custo do programa para cerca de 1% do PIB do Brasil.
Isso representa um aumento significativo nos gastos do FGTS, o principal financiador do programa. Em abril, o governo já havia ajustado as regras para a entrada em imóveis usados, mas novas medidas estão sendo discutidas para controlar ainda mais os gastos.
Novas medidas para o Minha Casa Minha Vida em avaliação
Entre as medidas em consideração, está a elevação do valor da entrada exigida para a Faixa 3 do programa — destinada a famílias com renda entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil — que desejam adquirir imóveis usados.
Atualmente, as famílias da Faixa 3 precisam pagar pelo menos 20% do valor do imóvel como entrada, com um teto de R$ 350 mil. O governo estuda aumentar essa exigência, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde a entrada foi elevada para até 30% em abril.
Impacto das mudanças
Benefícios e desafios
O aumento na entrada pode ajudar a equilibrar o orçamento do FGTS e direcionar mais recursos para a compra de imóveis novos, que são mais caros, mas também geram mais empregos.
O governo está tentando encontrar um equilíbrio entre a necessidade de apoiar a compra de imóveis usados — que são mais acessíveis para famílias de baixa renda — e a necessidade de estimular a construção de novos imóveis.
“Precisamos atender tanto aos imóveis usados quanto aos novos. Ambos têm vantagens e são importantes para a economia e para as famílias”, afirmou Jader Filho, Ministro das Cidades.
Crescimento dos imóveis usados
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O número de financiamentos para imóveis usados saltou de 6,25% em 2021 para mais de 30% dos contratos de 2023. Essa mudança reflete um aumento substancial na demanda por imóveis usados, que eram anteriormente menos procurados.
Minha Casa Minha Vida: Perspectivas futuras
A meta do governo é contratar 2 milhões de unidades habitacionais pelo programa nos quatro anos de mandato. Com mais de 860 mil novos contratos já assinados até o primeiro semestre de 2024, é provável que essa meta seja superada antes do prazo.
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O governo também está avaliando o uso de casas modulares como uma solução potencial para o aumento da demanda e o controle de custos. Essas casas pré-fabricadas poderiam oferecer uma alternativa mais econômica e eficiente para expandir o programa habitacional.
Imagem: Ricardo Stuckert (PR)/ Reprodução Governo Federal
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