A produção de petróleo e gás natural no Brasil atingiu um novo recorde em junho de 2025, consolidando a tendência de crescimento acelerado no setor energético nacional.
Produção de petróleo e gás dispara no Brasil e atinge novo patamar
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De acordo com o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural divulgado nesta sexta-feira (1º), pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os números englobam resultados expressivos tanto nas camadas do pré-sal quanto do pós-sal e da produção em terra.
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Panorama da produção nacional em junho de 2025

Avanço expressivo nos volumes diários
O Brasil produziu em junho:
- Petróleo: 3,757 milhões de barris por dia (bbl/d);
- Gás natural: 181,636 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d);
- Total combinado (óleo equivalente): 4,900 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).
Esse desempenho representa um aumento de 2,1% na produção de petróleo em relação a maio, e 10,1% comparado a junho de 2024. Já o gás natural cresceu 5,4% frente ao mês anterior e 20,9% em comparação anual.
Protagonismo do pré-sal
Contribuição majoritária e com crescimento sustentável
A produção oriunda do pré-sal também alcançou recorde histórico em junho, atingindo 3,860 milhões de boe/d, o que corresponde a 78,8% do total nacional.
Detalhamento por tipo:
- Petróleo no pré-sal: 2,981 milhões de bbl/d;
- Gás natural no pré-sal: 139,79 milhões de m³/d.
A produção do pré-sal foi realizada por meio de 162 poços ativos, com destaque para a estabilidade operacional e o avanço de novas plataformas, como a FPSO Alexandre de Gusmão.
Aproveitamento do gás natural
Eficiência energética e redução de desperdício
Em junho, o aproveitamento do gás natural atingiu a marca de 96,7%, o que reforça o esforço das operadoras para maximizar o uso desse recurso.
- Gás disponibilizado ao mercado: 61,76 milhões de m³/d;
- Queima de gás: 6,02 milhões de m³/d.
Houve um aumento de 40,3% na queima comparado a maio, e 97,1% em relação a junho de 2024, atribuído ao comissionamento da FPSO Alexandre de Gusmão no campo de Mero. Mesmo assim, os níveis de aproveitamento permanecem elevados, com tendência de melhora após o início completo das operações.
Origem e estrutura da produção
Predominância da produção offshore e liderança da Petrobras
A maior parte da produção nacional continua concentrada no mar, com os campos marítimos respondendo por 97,6% do petróleo e 85,3% do gás natural.
Distribuição da produção por operadores:
- Petrobras (sozinha ou em consórcio): 89,35% da produção total.
No total, a produção foi realizada por 6.555 poços, sendo 536 marítimos e 6.019 terrestres, reforçando a predominância do offshore na matriz energética brasileira.
Destaques por campo e instalação
Campo de Tupi e FPSO Guanabara lideram a produção
Entre os campos e instalações de destaque no mês de junho:
- Maior campo produtor: Tupi (pré-sal da Bacia de Santos):
- Petróleo: 794,60 mil bbl/d;
- Gás: 40,19 milhões de m³/d.
- Instalação de maior produção: FPSO Guanabara (jazida compartilhada de Mero):
- Petróleo: 183.787 bbl/d;
- Gás: 12,08 milhões de m³/d.
Estes dados confirmam o potencial da Bacia de Santos como o principal polo produtor do país, com infraestrutura robusta e tecnologia de ponta.
Tecnologia a serviço da transparência
Boletim com dados interativos via BI
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Além do formato tradicional em PDF, o Boletim Mensal da ANP está disponível de forma interativa por meio de tecnologia de Business Intelligence (BI). O usuário pode:
- Escolher o mês de referência;
- Filtrar por campos, estados e bacias;
- Comparar períodos e avaliar tendências.
Essa ferramenta aumenta a transparência do setor e permite análises mais aprofundadas por agentes de mercado, jornalistas e formuladores de políticas públicas.
Fatores que influenciam a produção
Oscilações naturais e estratégias operacionais
As variações mensais na produção podem ser atribuídas a diversos fatores operacionais, como:
- Paradas programadas para manutenção;
- Comissionamento de novas unidades;
- Entrada ou interrupção de poços;
- Condições climáticas no mar.
Apesar dessas flutuações, a trajetória do setor tem sido de crescimento contínuo, com investimentos em infraestrutura, novos leilões de blocos e inovação tecnológica.
Perspectivas para o setor de petróleo e gás

O que esperar para o segundo semestre de 2025
Com base no desempenho do primeiro semestre e nos projetos em curso, o setor de petróleo e gás do Brasil caminha para consolidar um novo patamar de produção, com impacto direto:
- Na balança comercial brasileira;
- Na arrecadação de royalties para estados e municípios;
- Na segurança energética nacional.
O pré-sal segue como o principal vetor de crescimento, especialmente com a entrada de novas FPSOs e o amadurecimento dos projetos em áreas já licitadas.
Considerações finais
O mês de junho de 2025 representa um marco importante na história da produção energética brasileira. Com recordes em petróleo, gás natural e na performance do pré-sal, o país se consolida como um dos principais players globais do setor.
A predominância da Petrobras, aliada ao crescimento da produção offshore e ao uso de tecnologia de monitoramento avançado, mostra que o Brasil está preparado para ampliar ainda mais sua relevância no mercado internacional.
Imagem: Kirill Gorshkov / shutterstock.com
