Nesta semana, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) aprovou a redução das taxas de juros cobradas nos empréstimos concedidos aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Redução da taxa de juros do consignado do INSS pode ser revertida
Decisão da redução da taxa de juros para o consignado do INSS foi contrária a alguns ministérios do governo. Saiba mais!
O movimento fez com que vários bancos suspendessem o serviço em decorrência da impossibilidade de arcar com os custos diante das novas alíquotas mais baixas. Além da desaprovação das instituições financeiras, o Governo Federal também parece contrariado.
De acordo com informações apuradas pelos portais Metropoles e g1, há a possibilidade da gestão buscar reverter a alteração das taxas. Há poucos dias, o presidente Lula (PT) pediu para que nenhuma decisão fosse encaminhada sem passar pelo aval da Casa Civil.
Embate entre os ministérios
A decisão de reduzir a taxa de juros foi aprovada pelo Conselho com o parecer favorável do Ministério da Previdência Social, comandada por Carlos Lupi. Acontece que a pasta econômica tentou barrar as mudanças nas alíquotas, mas não teve sucesso.
Para membros da equipe econômica, a medida pode reduzir drasticamente a oferta do empréstimo consignado até mesmo pelos bancos públicos, uma vez que, com os valores fixados, é inviável manter o serviço em funcionamento.
Além do Ministério da Fazenda, a Casa Civil e o Ministério de Relações Institucionais também foram contrariados com a decisão.
Redução na taxa de juros do consignado do INSS
A taxa de juros para o empréstimo consignado convencional caiu de 2,14% para 1,70% ao mês, válida para os novos contratos. Em modalidades desse tipo, as alíquotas cobradas costumam ser mais baixas justamente pelo menor risco de inadimplência.
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Isso porque, com o consignado, o valor da parcela do empréstimo é descontado automaticamente da conta do contratante. No caso do INSS, os valores são retidos diretamente da quantia do benefício do segurado.
A preocupação de membros da equipe econômica do governo é que a linha seja canelada, o que faria com que os aposentados e pensionistas precisassem contratar outras modalidades com juros mais caros.
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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