Seu Crédito Digital
O Seu Crédito Digital é um portal de conteúdo em finanças, com atualizações sobre crédito, cartões de crédito, bancos e fintechs.

Reforma do MEI: aumento do teto de faturamento pode trazer vantagens para empresários

Proposta de reforma do MEI pode elevar o teto de faturamento, permitindo que empresas com gastos dedutíveis se enquadrem na categoria.

O cenário dos pequenos negócios no Brasil está prestes a passar por uma transformação significativa que poderá beneficiar muitos empreendedores. O governo federal, por meio de especialistas, está avaliando alterações nas regras para o enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI).

O objetivo? Ampliar o limite de faturamento permitido e fazer com que mais empresários se beneficiem das vantagens deste regime tributário simplificado. Saiba mais!

O que está mudando nas regras do MEI?

Calculadora com a palavra 'MEI' escrita em seu visor e cédulas de 100 e 50 reais atrás. governo MEIs
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Atualmente, o teto de faturamento anual para que uma empresa possa se enquadrar como MEI é de R$ 81 mil. No entanto, uma proposta em discussão sugere permitir que os empresários abatam da receita bruta os valores pagos em relação à folha de pagamento dos funcionários.

Essa medida pode facilitar que negócios com faturamento superior ao limite atual possam usufruir dos benefícios tributários e burocráticos oferecidos pelo MEI.

Como isso afetaria os pequenos empresários?

Imagine uma empresa que tenha um faturamento bruto de R$ 100 mil e gastos com salários no valor de R$ 20 mil.

Com a nova regra, esse negócio poderia, portanto, deduzir essas despesas da receita, alcançando, assim, um faturamento ajustado de R$ 80 mil.

Consequentemente, esse valor ajustado a enquadraria como MEI, tudo isso em conformidade com as novas diretrizes propostas.

A dinâmica da mudança de teto para MEI

Desde 2018, não houve alterações no teto de faturamento, apesar das várias propostas legislativas sugeridas.

A mudança desse limite é vista como uma maneira de estimular o empreendedorismo e a formalização de negócios no país, criando um ambiente fiscal mais acessível e menos oneroso para os pequenos empresários.

Além disso, um ajuste para um teto superior, como o discutido R$ 144 mil, implicaria em um sistema progressivo de tributação, onde, ao atingir esse novo limite, o empreendedor contribuiria com uma alíquota maior.

Quais são os desafios e as expectativas?

A implementação dessa mudança levanta desafios, sobretudo no que concerne à renúncia fiscal que o governo teria que assumir. Segundo o Ministro do Empreendedorismo, Márcio França, a proposta de deduzir a folha de pagamento da receita bruta foi apresentada ao Ministério da Fazenda.

Contudo, ainda estão em andamento debates e análises pelas instâncias internas do governo antes de uma decisão final.

Veja também:

Caixa abre inscrições para estágio; confira como se candidatar

As expectativas são de que essas discussões conduzam a um consenso que favoreça os micro e pequenos empresários, proporcionando-lhes maior capacidade de crescimento e geração de empregos. Isso fortaleceria a economia do país de maneira sustentável e inclusiva.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com