O relatório das Forças Armadas sobre o processo de fiscalização das eleições foi divulgado na noite da última quarta-feira (09). O documento era muito esperado por apoiadores de Bolsonaro (PL), que desconfiaram do resultado das urnas. Contudo, no decorrer das 63 páginas, nenhuma irregularidade foi encontrada.
O Ministério da Defesa afirma que o número de votos confere com os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Relatório das urnas
Nesse sentido, o relatório das urnas não localizou nenhum tipo de ação duvidosa no processo eleitoral. No entanto, o documento foi usado para sugerir melhorias e ainda fez críticas à fiscalização do sistema utilizado atualmente.
As críticas foram feitas em relação a seis etapas do processo eleitoral, sendo elas:
- Abertura dos códigos-fonte das urnas eletrônicas;
- Cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas usados nas urnas;
- Cerimônia de verificação dos sistemas;
- Teste de integridade;
- Projeto-piloto com biometria;
- Verificação da correção e totalização dos votos.
Apesar das colocações dos militares, nenhuma irregularidade ou fraude foi constatada em nenhuma das etapas citadas acima.
Resposta do TSE
Ao receber o documento, o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, fez a seguinte colocação.
“O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu com satisfação o relatório final do Ministério da Defesa, que, assim como todas as demais entidades fiscalizadoras, não apontou a existência de nenhuma fraude ou inconsistência nas urnas eletrônicas e no processo eleitoral de 2022”.
Ressaltou, ainda:
“O TSE reafirma que as urnas eletrônicas são motivo de orgulho nacional e que as Eleições de 2022 comprovam a eficácia, a lisura e a total transparência da apuração e da totalização dos votos”.
A nota ainda fala que as críticas e sugestões do Ministério da Defesa serão analisadas “oportunamente”.
Dúvidas sobre o processo o eleitoral
As dúvidas sobre a segurança do processo eleitoral foram levantadas diversas vezes por Bolsonaro (PL) e seus apoiadores. O presidente chegou a solicitar o voto impresso a fim de diminuir as possibilidades de fraude. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelo Congresso Nacional.
Imagem: Reprodução / TSE
