O Ministério da Saúde fez parceria com farmacêutica para que o remédio mais caro do mundo seja distribuído pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O anúncio foi feito no último dia 14.
O Onasemnogeno Abeparvoveque – também conhecido como Zolgensma – é utilizado para o tratamento de Atrofia Muscular Espinhal (AME) do tipo I, uma doença genética rara.
A AME afeta o neurônio motor espinhal. Consequentemente, impede que os músculos do corpo se desenvolvam da maneira correta. Atualmente, o SUS trata quase 400 pessoas com a doença. Além disso, mais de 200 recebem tratamento por ordem judicial.
Remédio de valor milionário
O Zolgensma já chegou a custar R$ 12 milhões. Entretanto, o governo conseguiu que ele fosse repassado para o SUS por R$ 5,7 milhões a dose e, agora, o Sistema Único de Saúde inclui mais um medicamento na sua lista.
Agora, doses de Onasemnogeno Abeparvoveque serão distribuídas para pacientes que sofram com a AME tipo I. Entretanto, nem todos os pacientes poderão receber o medicamento.
Isso porque a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec) determinou que apenas crianças de até 6 meses e que estejam fora da ventilação mecânica invasiva por mais de 16 horas por dia podem receber o medicamento.
Dessa forma, o SUS será o primeiro dos sistemas de saúde universais a oferecer aos seus pacientes uma terapia gênica. Ou seja, aqueles medicamentos que são capazes de alterar, introduzir ou inativar genes celulares.
Acordo de risco
Para poder oferecer o remédio mais caro do mundo, o Ministério da Saúde fez um acordo de risco com a Novartis – farmacêutica que produz o medicamento. Assim, ficou definido que o pagamento será feito em cinco parcelas anuais.
Entretanto, o pagamento pode ser cancelado caso o quadro do paciente não mostre evolução depois de 1 ano ou em caso de morte.
Imagem: Nudphon Phuengsuwan / shutterstock.com
