Você sabia que um dos remédios mais utilizados pelo brasileiros para tratar dor e febre é proibido em outros países? Por não precisar de receita média, ele é acessado facilmente, e está disponível em diversas farmácias do Brasil. No entanto, agências reguladoras do exterior não permitem a sua circulação.
Remédio muito utilizado no Brasil é PROIBIDO em outros países; veja se você tem ele em casa
Medicamento tem seu uso restrito nos Estados Unidos. Veja agora a razão para a proibição do uso do remédio.
Após uma série de estudos realizados em 1970, o remédio foi proibido nos Estados Unidos e em alguns países da União Europeia. Mesmo assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não impôs qualquer restrição ao medicamento, que teve 215 milhões de doses vendidas em 2022.
Uso da dipirona
A dipirona foi criada na Alemanha, em 1922. Na época, ela era vendida com a marca “Novalgina”, pelo laboratório Hoechst AG. O metamizol, como é conhecido na Europa, combate a dor e a febre e eu uso foi liberado durante anos, em todo o mundo, mas esse cenário começou a mudar na década de 60.
A partir desse momento, trabalhos científicos foram publicados, alertando para os riscos de agranulocitose causada pelo medicamento. Trata-se de uma alteração no sangue que reduz a quantidade de células do indivíduo, diminuindo a imunidade dos usuários da dipirona. Nos Estados Unidos, um estudo também apontou que em sua composição há fatores químicos prejudiciais à saúde.

Proibição do remédio
O levantamento, feito em 1964, fez a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, proibir a circulação do medicamento no país. A agência tomou a decisão após a observação de agranulocitose em um a cada 127 consumidores de aminopirina, substância semelhante à dipirona. Desde 1977, farmácias do país não comercializam mais o remédio.
Veja também:
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Só para estudantes? Saiba quem tem direito à meia-entrada no cinema
Assim, países como Austrália, Japão e territórios da União Europeia seguiram o mesmo caminho. De acordo com a farmacêutica bioquímica, Laura Marise, os países que restringiram o uso da dipirona são os que mais fazem estudos referentes à segurança e eficácia de remédios.
Imagem: i viewfinder/ Shutterstock.com
