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Renda passiva: descubra como ganhar dinheiro dormindo

Entenda o que é a renda passiva e como é possível ganhar dinheiro dormindo com este recurso; veja como conseguir isso

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi3 min de leitura
Imagem mostra fundo verde de arvóres e moedas empilhadas em sentido de escada.

Você já sonhou em ganhar dinheiro sem trabalhar? Pense no cenário: acordar tarde todos os dias, mexer apenas com o que ama e ter tempo para fazer o que quiser com a família e os amigos. Parece um sonho, não é?

No entanto, essa é uma possibilidade mais do que real no universo dos investimentos com a renda passiva. Através dos juros compostos, é possível fazer o dinheiro trabalhar por você.

Desta forma, a ideia é que, ao aportar em ativo geradores de renda — como as ações, Fundos Imobiliários ou até mesmo a renda fixa, que rende juros — este montante gere um novo valor para o investidor. Isso é feito sem que o você tenha de trabalhar ativamente por aquela quantia.

Quais são os investimentos que geram renda passiva?

Existem algumas opções de investimento que são geradores de renda, como os dividendos provenientes das ações, os dividendos dos Fundos Imobiliários, popularmente chamados de FIIs, e os juros da renda fixa.

As ações são ativos do mercado de capitais. Na bolsa de valores do Brasil, a B3, é possível encontrar frações de grandes empresas a venda — as chamadas blue chips. Nesse sentido, por serem companhias mais estáveis, elas costumam distribuir proventos aos acionistas com mais frequência e reinvestir menos em suas companhias. Desta forma, são excelentes opções para os que desejam ganhar renda passiva. 

Um exemplo prático: supondo que um investidor queira receber R$2.000 mil. Considerando juros anuais de 5% ao ano, a conta a ser feita é multiplicar o valor desejado por 12 (meses). Depois, basta dividir o valor pelos 5%, o que resultará em R$480.000 mil em patrimônio. Desta forma, o investidor precisará desta quantia para receber o valor desejado em renda passiva.

A importância da reserva de emergência

Vale ressaltar que, antes de realizar qualquer investimento, é de extrema importância que você construa uma reserva de emergência. Ela é considerada como um “seguro” para os investidores, visando as possíveis emergências do dia a dia, como a quebra de um carro ou um eventual imprevisto familiar.

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Desta forma, tendo um dinheiro poupado, você não precisará pegar empréstimos bancários com altos juros — o que pode levar ao endividamento. Para isso, a ideia da reserva é ter investido ao menos seis vezes o seu custo de vida.

Ou seja, uma pessoa que ganha R$2.000 deveria multiplicar o valor por seis, o que resultaria em 12 mil reais — valor que deveria ser poupado. Assim, caso ela perca o emprego, por exemplo, conseguiria se sustentar por seis meses e buscar por outra colocação com mais tranquilidade.

Vale ressaltar que a reserva deve ser alocada em um investimento com liquidez diária, seguro, como o Tesouro Selic, por exemplo, e que renda, no mínimo, 100% do CDI. Isso a fim de não “perder” para a inflação e manter o seu poder de compra.

Imagem: William Potter/shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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