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Programa de renegociação de dívidas pode ter até 90% de desconto e uso do FGTS, diz ministro da Fazenda

Novo programa do governo pode dar até 90% de desconto em dívidas e permitir uso do FGTS. Veja quem pode participar e como funciona.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
renegociação de dividas

O governo federal está finalizando um novo programa de renegociação de dívidas que promete aliviar o bolso de milhões de brasileiros. A proposta, em discussão com bancos e instituições financeiras, prevê descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor total das dívidas, além da possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

A medida surge em um momento em que o endividamento das famílias brasileiras segue elevado, impulsionado principalmente por dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais — modalidades conhecidas pelas altas taxas de juros.

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Como vai funcionar o novo programa de renegociação de dívidas

De acordo com o Ministério da Fazenda, o modelo em construção busca facilitar a troca de dívidas caras por condições mais acessíveis. A ideia é permitir que o consumidor substitua débitos com juros elevados por novas linhas de crédito com taxas reduzidas.

Descontos de até 90%

Um dos principais atrativos do programa será a possibilidade de abatimento expressivo no valor total da dívida. Na prática, um débito de R$ 10 mil, por exemplo, pode ser renegociado por cerca de R$ 1 mil, dependendo do perfil do consumidor e da negociação com os credores.

Esse tipo de desconto é mais comum em dívidas consideradas de difícil recuperação, nas quais os bancos preferem receber uma parte do valor do que manter o débito em aberto.

Juros mais baixos e crédito facilitado

Outro ponto central é a oferta de novas linhas de crédito com juros reduzidos. Isso deve ser viabilizado por meio do Fundo de Garantia de Operações (FGO), que contará com aporte do Tesouro Nacional para garantir parte dos empréstimos.

Na prática, isso reduz o risco para os bancos e permite oferecer condições mais vantajosas aos consumidores.

Uso do FGTS para quitar dívidas

Uma das novidades mais aguardadas é a possibilidade de utilizar parte do saldo do FGTS para pagar dívidas. Embora os detalhes ainda não tenham sido totalmente definidos, a proposta pode beneficiar trabalhadores com carteira assinada que possuem saldo disponível no fundo.

Quem deve ser beneficiado

O foco do programa são consumidores com dívidas em atraso, especialmente em produtos com juros elevados. Entre os principais públicos estão:

Pessoas com dívidas no cartão de crédito

O rotativo do cartão é uma das linhas mais caras do mercado, com juros que podem ultrapassar 300% ao ano.

Usuários de cheque especial

Apesar de limites regulatórios, o cheque especial ainda representa um risco significativo para quem entra no crédito automático.

Consumidores com empréstimos sem garantia

Empréstimos pessoais sem garantia costumam ter taxas mais altas, o que dificulta a quitação em caso de inadimplência.

Por que o governo decidiu lançar o programa

A iniciativa ocorre em um cenário de aumento do endividamento das famílias brasileiras. Dados recentes do mercado apontam que uma parcela significativa da população está com contas em atraso, o que impacta diretamente o consumo e a economia.

Além disso, programas anteriores mostraram resultados relevantes. O Desenrola Brasil, implementado entre 2023 e 2024, renegociou cerca de R$ 53 bilhões em dívidas, beneficiando aproximadamente 15 milhões de pessoas.

No entanto, mesmo com o sucesso inicial, o endividamento voltou a crescer, impulsionado por fatores como juros elevados e maior acesso ao crédito.

O programa será permanente?

Segundo o Ministério da Fazenda, a resposta é não. A proposta é que o programa tenha duração limitada, funcionando como uma medida emergencial para reorganizar a situação financeira das famílias.

Isso significa que consumidores interessados devem ficar atentos aos prazos, já que não há garantia de que a iniciativa será repetida no futuro.

Quais cuidados tomar antes de renegociar dívidas

Apesar das condições atrativas, especialistas recomendam cautela antes de aderir a programas desse tipo.

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Avalie sua capacidade de pagamento

Mesmo com descontos, é importante garantir que as novas parcelas cabem no orçamento.

Evite novas dívidas

Renegociar e voltar a se endividar pode agravar ainda mais a situação financeira.

Priorize dívidas mais caras

Dívidas com juros elevados devem ser priorizadas, já que crescem mais rapidamente ao longo do tempo.

Exemplo prático: como a renegociação pode ajudar

Imagine um trabalhador que possui uma dívida de R$ 8 mil no cartão de crédito, com juros mensais de 9%. Em poucos meses, esse valor pode ultrapassar R$ 12 mil.

Com o novo programa, essa dívida poderia ser reduzida significativamente, além de ser convertida em um parcelamento com juros menores. Isso facilita o pagamento e evita o crescimento descontrolado do débito.

Impactos esperados para a economia

A expectativa do governo é que o programa ajude a reduzir a inadimplência e impulsione o consumo. Com menos dívidas em atraso, as famílias tendem a ter mais espaço no orçamento para gastos, o que movimenta a economia.

Além disso, a medida pode melhorar o acesso ao crédito no médio prazo, já que consumidores com nome limpo têm mais facilidade para obter financiamentos.

O que esperar dos próximos dias

O anúncio oficial do programa deve ocorrer em breve, após a conclusão das negociações entre governo e instituições financeiras. Ainda serão definidos detalhes como limites de uso do FGTS, critérios de participação e prazo de adesão.

Para quem está endividado, o momento é de atenção. A nova iniciativa pode representar uma oportunidade única para reorganizar a vida financeira e sair do vermelho com condições mais favoráveis.

Ficar atento aos canais oficiais, como o site do Ministério da Fazenda e da Caixa Econômica Federal, será essencial para não perder os prazos e entender como participar.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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