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Falha após pré-seleção pode barrar contrato do Fies

Veja o que fazer após o resultado do Fies 2026 e evite perder o financiamento estudantil. Confira todos os detalhes aqui!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
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A divulgação do resultado do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) pelo Ministério da Educação (MEC), nesta quinta-feira (19), marca uma etapa decisiva para milhares de estudantes brasileiros que sonham com o ensino superior. A pré-seleção, no entanto, não significa contrato assinado nem vaga garantida. Ela representa o início de uma fase técnica, com prazos curtos e exigências formais.

Criado pela Lei nº 10.260, o Fies é um programa federal que financia cursos superiores em instituições privadas com avaliação positiva no MEC. Segundo dados oficiais, o programa atende estudantes com renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos, priorizando faixas de menor renda.

Antes de comemorar, é essencial entender: o Fies é um financiamento, não uma bolsa. Isso significa assumir uma dívida que será paga após a conclusão do curso, conforme regras estabelecidas em contrato.

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Entenda as modalidades: Fies e P-Fies

Um dos pontos mais importantes após a pré-seleção é verificar em qual modalidade o estudante foi contemplado.

Modalidade I (Fies tradicional)

A Modalidade I é voltada a estudantes com renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo. Nessa categoria:

Após a conclusão do curso, as parcelas são descontadas diretamente da renda, respeitando um limite percentual, modelo que busca reduzir inadimplência e tornar o pagamento mais sustentável.

P-Fies

O P-Fies é operado por bancos privados e segue condições de mercado. As taxas de juros e prazos variam conforme a instituição financeira. Na prática, isso pode significar:

  • Juros maiores
  • Menor flexibilidade no pagamento
  • Custo final mais elevado

Antes de assinar, é indispensável comparar o Custo Efetivo Total (CET) do contrato.

A importância do fiador

Na maioria dos casos, o contrato exige fiador. Ele funciona como garantia de pagamento caso o estudante não consiga cumprir a obrigação.

A exigência pode ser dispensada para:

  • Estudantes com renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo
  • Bolsistas parciais do Programa Universidade para Todos (ProUni)

Caso seja necessário apresentar fiador, ele deverá comprovar renda compatível e não pode ter restrições de crédito. A escolha deve ser feita com cautela, pois trata-se de responsabilidade solidária.

Custos que continuam existindo

Um erro comum é acreditar que o Fies cobre todas as despesas. Mesmo com o financiamento aprovado, o estudante terá:

Seguro obrigatório

A contratação de seguro prestamista é obrigatória durante todo o contrato. Ele garante a quitação da dívida em caso de morte ou invalidez permanente.

Copagamento

Se o financiamento não cobrir 100% da mensalidade, o aluno deverá pagar a diferença diretamente à faculdade.

Taxas bancárias

Dependendo do banco, pode haver cobrança de taxa de manutenção de conta.

Organizar o orçamento é essencial para evitar inadimplência ainda durante o curso.

Próximos passos após a pré-seleção

Os prazos são rigorosos e definidos pelo MEC. O processo envolve:

  1. Complementação da inscrição no sistema oficial
  2. Validação das informações na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição
  3. Emissão do Documento de Regularidade de Inscrição (DRI)
  4. Assinatura do contrato no banco

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Perder qualquer prazo significa exclusão automática do processo.

Como funciona o pagamento após a formatura

A fase de amortização começa após a conclusão do curso.

Se o estudante estiver empregado formalmente, o valor é descontado diretamente da folha de pagamento. Caso esteja desempregado, paga-se uma parcela mínima prevista em contrato até a regularização da renda.

Esse modelo busca equilibrar responsabilidade financeira e capacidade de pagamento.

Documentos necessários

Para formalizar o contrato, normalmente são exigidos:

  • Documento de identidade e CPF
  • Comprovante de residência
  • Comprovantes de renda do estudante e do grupo familiar
  • Documentação do fiador (quando exigido)

A organização prévia evita atrasos e perda da vaga.

Planejamento financeiro e alternativas

O Fies pode ser decisivo para viabilizar o ensino superior, mas exige planejamento de longo prazo. Antes de assinar, o estudante deve projetar:

  • Perspectivas salariais da área escolhida
  • Tempo médio para inserção no mercado
  • Capacidade futura de pagamento

Também vale lembrar que existem outras alternativas, como o Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que utiliza a nota do Exame Nacional do Ensino Médio para ingresso em universidades públicas.

Cada modalidade tem impactos diferentes na vida financeira. Informação e planejamento são as melhores ferramentas para transformar a pré-seleção em uma conquista sustentável.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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