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Anatel manda recolher todos os orelhões do Brasil em 2026 — veja por quê

Orelhões começam a ser retirados em 2026; aparelhos ficam só em áreas sem cobertura até 2028. Veja mais!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Nucel

O Brasil vive em 2026 uma mudança histórica no setor de telecomunicações com o início da retirada planejada dos orelhões das ruas. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deu início, neste mês de janeiro, ao processo de desativação dos telefones públicos, após décadas de serviço à população. A decisão ocorre após o término dos contratos de telefonia fixa em 2025 e faz parte de um esforço conjunto entre governo e operadoras para redirecionar investimentos e priorizar tecnologias mais alinhadas com os hábitos atuais dos brasileiros.

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Por que os orelhões estão sendo desativados

Os orelhões foram essenciais ao funcionamento das comunicações no país durante boa parte do século XX e início do XXI. Porém, o avanço de novas tecnologias reduziu drasticamente seu uso, tornando-os uma estrutura cara para manter e pouco eficiente diante da expansão do 4G, 5G e da internet fixa via fibra óptica.

Decisão estratégica após fim dos contratos de telefonia fixa

Com o término dos contratos de concessão da telefonia fixa em 2025, abriu-se a possibilidade de revisão do modelo. A Anatel, juntamente com as operadoras, avaliou que os recursos destinados à manutenção dos orelhões poderiam ser realocados para expansão de redes de internet, fibra óptica e sinal móvel, atendendo a uma demanda que cresce anualmente.

Mudança de comportamento dos consumidores

A transformação digital impactou diretamente o setor. Segundo dados de pesquisas setoriais, mais de 98% das residências brasileiras possuem ao menos um smartphone e cerca de 80% têm acesso à internet. Nesse contexto, os orelhões deixaram de cumprir um papel central e passaram a ser símbolos de outra época.

Mesmo assim, a transição precisa ser planejada para não deixar comunidades isoladas. Por isso, o desligamento será progressivo e com critérios definidos.

Quantos orelhões ainda existem no Brasil

Hoje existem cerca de 38 mil orelhões instalados em diferentes regiões do país. Parte dessa infraestrutura encontra-se em estado precário e sem uso regular, mas ainda cumpre função estratégica em comunidades afastadas, áreas sem cobertura celular e localidades vulneráveis.

Substituição por tecnologias modernas

Esses equipamentos serão gradualmente substituídos por:

  • Torres de telefonia para ampliar cobertura 4G e 5G
  • Expansão da fibra óptica para internet fixa
  • Ponto de Wi-Fi público em projetos municipais
  • Sinal celular de melhor alcance e estabilidade

O objetivo é que, ao final do processo, o país esteja mais conectado e com menos desigualdade digital.

Impacto nas comunidades e continuidade até 2028

Um dos pontos mais sensíveis da transição é garantir que áreas remotas não fiquem sem meios de comunicação. Por isso, a Anatel determinou que os orelhões permanecerão ativos até 2028 em regiões que ainda não contam com cobertura móvel adequada.

Redução de desigualdades digitais

Essa estratégia busca reduzir disparidades históricas entre regiões metropolitanas e zonas rurais. Municípios isolados, periferias urbanas e comunidades tradicionais — como ribeirinhos, quilombolas e indígenas — frequentemente possuem conexão limitada. Manter orelhões temporariamente é uma medida de transição justa enquanto as operadoras implantam infraestrutura moderna.

Foco na expansão da fibra óptica

As operadoras se comprometeram a ampliar a cobertura de fibra óptica, que hoje está presente majoritariamente em centros urbanos. O movimento pretende universalizar o acesso à internet de alta velocidade, considerada fundamental para atividades como comércio digital, ensino à distância e telemedicina.

Benefícios esperados da transição

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O plano prevê que, nos próximos anos, o Brasil colha benefícios como:

  • Aumento da velocidade média de navegação
  • Maior acesso à informação e serviços digitais
  • Integração de áreas remotas ao mercado global
  • Melhoria na cobertura telefônica de voz e dados
  • Estímulo ao desenvolvimento econômico local

O fim de uma era nas telecomunicações

A retirada dos orelhões também tem um forte componente simbólico. Instalados a partir de 1972 e desenhados pela arquiteta Chu Ming Silveira, os telefones públicos foram por décadas o principal meio de comunicação para milhões de brasileiros. Estiveram presentes em praças, esquinas, rodoviárias, escolas e hospitais, e marcaram a cultura popular com filas, fichas, cartões e a tradicional busca por um aparelho “funcionando”.

De símbolo nacional à obsolescência

A mudança dos orelhões para as novas redes tecnológicas reflete uma transição global. Países europeus e asiáticos passaram por processos semelhantes ao longo da última década, substituindo telefones públicos por conectividade móvel e pontos de internet.

A desativação não apaga sua relevância histórica, mas evidencia como a inovação redefine hábitos e infraestruturas de forma rápida.

Patrimônio cultural e preservação

Alguns orelhões poderão ser mantidos como parte do patrimônio histórico ou adaptados para novos usos, como mini bibliotecas urbanas, pontos de informação turística ou objetos de arte pública, dependendo de iniciativas locais.

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Imagem: Reprodução

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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