Em entrevista à Bandnews, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou o que falta para que o programa Desenrola seja liberado para a população. O projeto do novo governo visa facilitar a renegociação de dívidas entre pessoas físicas e jurídicas.
Revelado o que falta para o programa Desenrola ser liberado para os brasileiros
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou o que falta para o programa Desenrola ser liberado. Saiba mais!
A iniciativa funcionará por meio de uma plataforma própria e deve atender as demandas dos brasileiros endividados promovendo o intermédio entre cidadão e empresa.
Haddad revela o que falta para o lançamento do programa Desenrola
A expectativa do governo é de que a iniciativa possa negociar um total de R$ 50 bilhões em dívidas de mais de 37 milhões de brasileiros que recebem até R$ 5 mil.
De acordo com Haddad, o programa de renegociação está dependendo da adesão das empresas privadas. Segundo o ministro da Fazenda, o funcionamento do Desenrola é similar ao SPC e Serasa. Por essa razão, as autoridades necessitam dos “birôs de crédito”, já que eles contém os dados dos negativados.
O ministro destacou ainda que é preciso superar problemas operacionais para que a iniciativa possa começar.
“Estamos com um problema operacional, que é fazer o software para o credor encontrar o devedor. Queremos garantir a renegociação da dívida, para que o desconto que o devedor tenha seja o maior possível. Para isso, eu preciso do apoio dessas empresas que negativam os CPFs dos consumidores”, afirmou Haddad durante a entrevista.
Esforços do governo
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O funcionamento do programa também deve ser analisado de maneira conjunta pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e pela equipe econômica do governo Lula.
Ainda segundo as informações dadas pelo ministro da Fazenda, as autoridades políticas estão trabalhando para que as empresas aceitem aderir a plataforma que está sendo desenvolvida. Haddad acredita na possibilidade do Desenrola ser colocado no ar ainda neste primeiro semestre do ano.
Imagem: Oédson Alves/Agência Brasil
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