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Revisão da Vida Toda do INSS pode ter reviravolta no STF, confira

O STF dará continuidade ao julgamento da chamada “Revisão da Vida Toda” do INSS. Confira mais detalhes aqui!

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Fachada do prédio da previdência social. INSS

Na próxima quarta-feira (28), o Supremo Tribunal Federal (STF) dará continuidade ao julgamento da chamada “Revisão da Vida Toda” do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Vale lembrar que essa revisão concedeu a uma parcela de aposentados a possibilidade de recalcular seus benefícios a partir de suas contribuições mais antigas à Previdência Social.

Assim, em dezembro de 2022, a Suprema Corte entendeu que o segurado poderia optar pela regra previdenciária mais favorável. No entanto, a ação de inconstitucionalidade (ADI) 2.111, proposta em 1999 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), pode eliminar o direito conquistado pelos aposentados. Entenda!

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Revisão da Vida Toda do INSS

Portanto, essa ADI contesta dispositivos da Lei 9.876/1999, que questiona a reforma previdenciária realizada sob o governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), que criou o fator previdenciário e modificou o modo como as aposentadorias eram calculadas, gerando o impasse da revisão da vida toda. 

Em 2019, outra reforma previdenciária, sancionada durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), novamente modificou essas regras. Assim, após a sanção da nova reforma, todas as pessoas que obtêm condições de se aposentar estão sujeitas à média salarial calculada com base em todas as contribuições feitas a partir de julho de 1994.

Fachada do prédio da previdência social.
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

Sem efeito anterior

À vista disso, a Advocacia-Geral da União (AGU), representando o INSS, apresentou os embargos de declaração, argumentando que não ficou definido se as revisões estariam sujeitas a prazos de prescrição e decadências. 

Além disso, a AGU defende que os efeitos da decisão devem ser valer apenas para o futuro, excluindo a possibilidade de revisão de benefícios já extintos e o pagamento de diferenças anteriores a 13 de abril de 2023.

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Enfim, com a ida do julgamento do recurso para o plenário físico, os ministros do STF terão de se manifestar novamente e poderão revisar seus votos.

Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

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Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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