Na última sexta-feira (12), a presidente da Caixa Econômica Federal, Rita Serrano, disse que mudanças nos pagamentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) podem diminuir as aplicações públicas realizadas com o montante do fundo. Serrano ainda acrescentou que os investimentos podem ficar mais caros.
Revisão do FGTS: presidente da Caixa revela o grande problema da aprovação
Ação que pede mudanças nos cálculos de reajuste do FGTS está travada no STF e pode aumentar a quantia. Veja o que diz a Caixa!
Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a analisar uma alteração no cálculo do reajuste aplicado nos valores do fundo. O objetivo é que o fundo possa ser corrigido de forma a proporcionar um maior ganho real aos trabalhadores.
De forma geral, Rita Serrano afirmou que qualquer mudança na remuneração do FGTS pode impactar os investimentos públicos. A análise da alteração pelo STF foi suspensa após o ministro Nunes Marques pedir vista.
Revisão do FGTS
A ação para a revisão do FGTS foi aberta pelo partido Solidariedade tramita na Suprema Corte desde 2014. De acordo com a legenda, a quantia do fundo deve ser corrigida com base na inflação, de modo a oferecer um aumento no poder aquisitivo dos trabalhadores.
Hoje, o valor do FGTS é corrigido com base na Taxa Referencial, o que significaria que fica abaixo da inflação. Conforme apontam estimativas do Instituto de Fundo de Garantia, de 1999 a março de 2023, as perdas dos trabalhadores com a correção pela TR chegam a R$ 720 bilhões.
O fundo foi criado em 1996 para os trabalhadores de carteira assinada. Funciona como uma poupança para que as quantias depositadas fiquem guardadas e possam ser usadas em caso de demissões sem justa causa, por exemplo. A quantia deve ser depositada pelos empregadores em uma conta na Caixa Econômica Federal.
Crescimento do FGTS pressionado
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O crescimento do FGTS ficou pressionado nos últimos anos, uma vez que a informalidade avançou de forma expressiva no período. O ponto deve ser considerado para as mudanças do reajuste dos valores do fundo, de acordo com a presidente da Caixa.
Ainda segundo Serrano, além da pressão causada pela redução das vagas formais de trabalho que destina valores ao fundo, há ainda a distribuição do lucro aos cotistas que impactam o cenário.
Imagem: Etalbr / Shutterstock.com
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