Nesta segunda-feira, 16 de junho de 2025, a Câmara dos Deputados se reúne para decidir sobre a revogação da medida governamental que estabeleceu novas regras para o funcionamento do comércio durante feriados nacionais. A proposta tem gerado debates intensos entre parlamentares, empresários, trabalhadores e sindicatos, que apontam impactos diretos no setor comercial e nas relações trabalhistas.
Regra do governo sobre trabalho em feriado enfrenta resistência na Câmara; veja o que está em jogo
Câmara dos Deputados discute revogação da nova regra do governo que regula funcionamento do comércio em feriados nacionais a partir de 2025.
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O que diz a nova regra do governo sobre trabalho em feriados?

Em vigor desde o início de 2025, a nova regra foi implementada pelo governo federal com o objetivo de flexibilizar o funcionamento do comércio em feriados nacionais. Segundo a norma, estabelecimentos comerciais podem abrir suas portas em dias que antes eram considerados obrigatoriamente de descanso, desde que observem determinadas condições como pagamento de adicional aos empregados e controle da jornada de trabalho.
Principais pontos da medida governamental
- Liberação parcial para funcionamento: permite que lojas e centros comerciais abram em feriados, ampliando o horário de atendimento.
- Compensação de horas: estabelece que o trabalho em feriado deve ser compensado com folgas em outros dias ou remunerado com adicional.
- Negociação coletiva: determina que condições específicas devem ser acordadas entre empregadores e sindicatos da categoria.
- Garantia de descanso para setores essenciais: algumas atividades, como saúde e segurança, mantêm regime especial para garantir serviço ininterrupto.
Por que a Câmara quer revogar a nova regra?
O principal argumento de parlamentares contrários à norma é o risco de precarização das condições de trabalho e o enfraquecimento da proteção ao direito ao descanso do trabalhador. Além disso, movimentos sindicais alertam para a possibilidade de aumento da informalidade e desrespeito às negociações coletivas.
Impactos para trabalhadores
Trabalhadores do comércio afirmam que a flexibilização pode levar a jornadas excessivas e dificuldade em garantir folgas compensatórias. A pressão para abrir as lojas nos feriados, segundo representantes sindicais, pode acarretar desgaste físico e mental, além de afetar a convivência familiar e social.
Reação do setor empresarial
Por outro lado, empresários defendem a medida, alegando que a flexibilização é necessária para modernizar o comércio brasileiro e atender a demandas dos consumidores que buscam maior comodidade e opções de compra. Eles argumentam que a abertura nos feriados gera empregos e movimenta a economia local.
Como a decisão da Câmara pode afetar o comércio e a sociedade?

A possível revogação da regra pode trazer diferentes consequências para os diversos atores envolvidos. Se a Câmara decidir pela derrubada da norma, volta a valer a legislação anterior que restringe fortemente a abertura do comércio em feriados, o que pode impactar as estratégias de negócios e o comportamento do consumidor.
Para os consumidores
O retorno à regra anterior pode limitar o acesso a serviços e produtos em feriados, obrigando consumidores a planejarem suas compras em dias úteis. Isso pode causar maior concentração do movimento comercial em dias específicos, afetando o fluxo e atendimento.
Para o comércio
Com a revogação, lojas e estabelecimentos terão que ajustar suas operações para respeitar os feriados como dias de descanso obrigatório, o que pode significar menor faturamento e restrições na logística e atendimento ao cliente.
Para os trabalhadores
Os trabalhadores poderão contar com garantias reforçadas para seus direitos de descanso e compensação, evitando jornadas exaustivas e preservando a qualidade de vida.
Histórico e contexto da discussão
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O debate sobre o funcionamento do comércio em feriados é antigo no Brasil. Durante anos, a legislação foi bastante restritiva, protegendo o descanso do trabalhador, mas limitando a liberdade dos empregadores. Nos últimos anos, com o avanço do comércio eletrônico e mudanças no perfil de consumo, o governo buscou flexibilizar regras para acompanhar a evolução do mercado.
Outras tentativas legislativas
Antes da atual medida, já houve projetos de lei propondo regulamentações diferentes para o funcionamento do comércio em feriados, mas muitos deles enfrentaram resistência no Congresso e foram arquivados. A decisão atual representa um momento-chave para o equilíbrio entre flexibilização e proteção trabalhista.
O que esperar da votação nesta segunda-feira?

A sessão da Câmara deve ser marcada por intensa negociação entre os deputados. Bancadas de trabalhadores e de setores produtivos apresentam visões divergentes, e o resultado pode depender de acordos políticos e pressões da sociedade civil.
Principais posicionamentos
- Bancada trabalhista: tende a defender a revogação para garantir os direitos dos empregados.
- Bancada empresarial e liberal: defende a manutenção da regra para incentivar o crescimento econômico.
- Partidos do centro: buscam um meio-termo que concilie interesses dos dois lados.
Considerações finais
A decisão da Câmara dos Deputados sobre a revogação da nova regra para o funcionamento do comércio em feriados nacionais terá impacto direto não só no setor econômico, mas também nas condições de trabalho e no cotidiano da população brasileira. O debate reforça a importância de se buscar equilíbrio entre desenvolvimento econômico e respeito aos direitos dos trabalhadores.
Acompanhe a cobertura sobre este tema para entender as mudanças e suas consequências para o comércio e a sociedade no Brasil.
