Fintech inglesa supera Nubank em valor: Veja como a Revolut amplia presença no Brasil agora
A fintech britânica Revolut anunciou novos planos para ampliar sua presença no Brasil e em outros países da América Latina. Conhecida inicialmente por seus serviços de câmbio internacional e cartão de débito global, a empresa agora aposta no cartão de crédito como principal estratégia de crescimento no mercado brasileiro.
A movimentação ocorre em um momento de forte concorrência entre fintechs e bancos digitais no país, que se tornou um dos mercados mais disputados do mundo em serviços financeiros digitais. Com milhões de clientes e operações em cerca de 40 países, a Revolut quer ampliar sua base de usuários brasileiros e diversificar o perfil dos clientes, incluindo pessoas de diferentes faixas de renda.
Segundo executivos da empresa, o objetivo é aproximar os serviços da realidade da população brasileira, oferecendo acesso a benefícios que antes eram restritos a clientes de alta renda.
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Expansão da Revolut no Brasil e na América Latina
A Revolut possui cerca de 1,3 milhão de usuários distribuídos em aproximadamente 40 países, consolidando-se como uma das fintechs mais valiosas da Europa. Em 2024, a empresa foi avaliada em US$ 75 bilhões, reforçando sua posição entre os principais bancos digitais do mundo.
Embora a empresa não divulgue oficialmente quantos clientes possui no Brasil, o país já é considerado um mercado estratégico para a expansão da fintech. O plano inclui:
- Ampliação da oferta de cartão de crédito
- Expansão dos planos de assinatura
- Inclusão de novos serviços financeiros
- Fortalecimento da operação local
A estratégia segue uma tendência global em que fintechs buscam ampliar seu portfólio para competir diretamente com bancos tradicionais.
Cartão de crédito passa a ser prioridade da fintech
Inicialmente focada em operações de câmbio e pagamentos internacionais, a Revolut percebeu que a diversificação de produtos seria essencial para crescer no Brasil.
Agora, o cartão de crédito será disponibilizado em todos os planos de assinatura da plataforma, desde o modelo gratuito até o plano premium.
Entre os principais recursos do cartão estão:
- Programa de pontos com conversão em milhas aéreas
- Benefícios digitais e assinaturas incluídas
- Acesso a salas VIP em aeroportos
- Benefícios financeiros e tecnológicos
A empresa acredita que o modelo de assinatura, comum em serviços digitais, pode aumentar a fidelização dos clientes.
Planos de assinatura e benefícios disponíveis
A Revolut oferece atualmente cinco planos diferentes de assinatura, variando de um modelo básico até opções premium com benefícios ampliados.
Plano Standard
O plano Standard é gratuito e oferece recursos básicos da fintech, incluindo:
- Conta digital
- Pagamentos internacionais
- Transferências
- Acesso ao cartão de crédito
É a porta de entrada para novos usuários que desejam testar os serviços da plataforma.
Planos intermediários
Nos planos pagos intermediários, os clientes recebem vantagens adicionais, como:
- Limites maiores de câmbio
- Benefícios digitais
- Melhor conversão em programas de pontos
- Recursos financeiros extras
Esses planos buscam atender usuários que fazem transações internacionais com frequência.
Plano Ultra: o modelo premium
O destaque da estratégia é o plano Ultra, considerado o pacote mais completo da fintech.
O serviço possui anuidade equivalente a cerca de R$ 250 por mês e inclui um conjunto de benefícios que, se contratados separadamente, poderiam somar cerca de R$ 1.400 por mês.
Entre os serviços incluídos estão:
- Assinatura do jornal Financial Times
- Acesso premium ao aplicativo Duolingo
- Aplicativo de monitoramento de sono
- Ferramentas de inteligência artificial para desenvolvimento de software
- Benefícios de viagem
O pacote também inclui recursos tradicionais de cartões premium.
Benefícios típicos de cartões premium
Além das assinaturas digitais, o plano premium da Revolut inclui vantagens que normalmente estão associadas a cartões de alto padrão.
Entre elas:
Salas VIP em aeroportos
Clientes do plano premium têm acesso a salas VIP em aeroportos internacionais, um benefício comum em cartões voltados para viajantes frequentes.
Esse tipo de vantagem tem se tornado um diferencial importante no mercado brasileiro de cartões de crédito.
Conversão de pontos em milhas
Outro benefício relevante é a possibilidade de converter pontos em milhas aéreas, permitindo que gastos no cartão sejam transformados em passagens ou upgrades em voos.
Esse modelo é bastante popular no Brasil, onde programas de fidelidade ligados a companhias aéreas atraem muitos usuários.
Câmbio com spread zero
Os planos também oferecem cotas mensais de câmbio com spread zero, além de benefícios relacionados ao IOF em determinadas operações internacionais.
Esse recurso é especialmente relevante para clientes que fazem compras em moeda estrangeira ou realizam viagens internacionais.
Mudança no perfil dos usuários da fintech
Segundo executivos da Revolut no Brasil, o perfil dos clientes da plataforma mudou nos últimos anos.
Inicialmente, a base era formada principalmente por usuários interessados em:
- Comprar dólar
- Investir no exterior
- Fazer pagamentos internacionais
Com a chegada de novos serviços, como Pix e pagamentos em reais, o perfil ficou mais diversificado.
Atualmente, a divisão aproximada da base de usuários é:
- Um terço utiliza a fintech apenas em reais
- Um terço usa principalmente no exterior
- Um terço mistura transações nacionais e internacionais
Esse cenário mostra que a fintech deixou de ser apenas uma solução para viagens ou investimentos internacionais.
Inclusão financeira e acesso a benefícios
A empresa afirma que sua estratégia é ampliar o acesso a serviços financeiros com benefícios premium, sem exigir renda elevada para aderir aos planos.
Embora a renda seja considerada para definir o limite do cartão de crédito, a adesão aos planos não exige comprovação formal de renda.
Segundo executivos da fintech, a ideia é quebrar a lógica de que apenas clientes de alta renda podem acessar vantagens como:
- programas de fidelidade
- salas VIP
- benefícios digitais
- câmbio competitivo
Essa abordagem segue uma tendência global de democratização de serviços financeiros.
Concorrência com fintechs e bancos digitais
O mercado brasileiro de bancos digitais é considerado um dos mais competitivos do mundo.
Nos últimos anos, diversas fintechs passaram a disputar clientes com bancos tradicionais oferecendo:
- contas sem tarifas
- crédito digital
- programas de benefícios
Entre os principais concorrentes da Revolut no Brasil estão grandes bancos digitais e fintechs nacionais.
Mesmo assim, executivos da empresa afirmam que o modelo de negócio da Revolut é diferente, pois o foco está em serviços transacionais e não apenas em crédito.
Enquanto muitas fintechs dependem da receita gerada por empréstimos e cartões, a Revolut busca diversificar suas fontes de renda.
Plano de se tornar banco no Brasil
Outro objetivo de longo prazo da empresa é obter licença bancária no Brasil.
Em vários países onde opera atualmente, a Revolut já possui autorização para atuar como banco completo, oferecendo uma ampla gama de serviços financeiros.
No Brasil, a empresa pretende seguir o processo regulatório junto ao Banco Central de forma gradual.
Executivos da fintech afirmam que não há pressa para obter essa licença, pois o foco atual é consolidar a operação local e ampliar a base de clientes.
Estratégia para crescer no mercado brasileiro
A Revolut afirma que sua estratégia no Brasil não é simplesmente replicar o modelo europeu.
A empresa pretende construir uma operação local adaptada ao mercado brasileiro, com equipe nacional e estrutura própria.
Atualmente, a fintech conta com cerca de 225 profissionais brasileiros trabalhando na operação do país.
A estratégia inclui:
- investimento em tecnologia
- adaptação aos hábitos financeiros do Brasil
- integração com sistemas locais como Pix
- criação de novos produtos financeiros
Segundo executivos da empresa, o objetivo é construir uma presença duradoura no país.
Desafios para fintechs estrangeiras no Brasil
Historicamente, várias instituições financeiras estrangeiras tentaram operar no Brasil e acabaram enfrentando dificuldades.
Entre os principais desafios estão:
- regulação complexa
- forte concorrência local
- necessidade de adaptação cultural
- alto custo operacional
Mesmo assim, o Brasil continua sendo considerado um mercado estratégico devido ao tamanho da população e ao crescimento dos serviços financeiros digitais.
Nos últimos anos, o país registrou uma grande expansão de contas digitais e pagamentos eletrônicos.
Dados do Banco Central mostram que o Pix se tornou o meio de pagamento mais utilizado no país, o que abriu espaço para fintechs inovarem em novos serviços.
O futuro da Revolut no Brasil
Com a ampliação da oferta de cartão de crédito e a diversificação de serviços, a Revolut pretende fortalecer sua presença no Brasil.
O país representa uma oportunidade relevante para fintechs globais, especialmente em um cenário de crescente digitalização do sistema financeiro.
Se a estratégia for bem-sucedida, a empresa poderá ampliar sua base de clientes e consolidar sua posição no competitivo mercado brasileiro de bancos digitais.
A disputa entre fintechs e bancos tradicionais deve continuar intensa nos próximos anos, impulsionada por inovação tecnológica, novos modelos de negócio e maior demanda por serviços financeiros digitais.
Conclusão
A ampliação da oferta de cartão de crédito marca uma nova fase da Revolut no Brasil. Ao combinar benefícios premium, serviços digitais e planos de assinatura, a fintech busca ampliar sua base de clientes e competir em um dos mercados financeiros mais dinâmicos do mundo. A estratégia também reforça a tendência de transformação do setor bancário, no qual fintechs e bancos digitais disputam espaço oferecendo soluções mais flexíveis, tecnológicas e acessíveis aos consumidores brasileiros.
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