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Rússia faz alerta sobre “retórica nuclear” após Trump reposicionar submarinos

Kremlin pede cautela após Trump ordenar reposicionamento de submarinos nucleares dos EUA em resposta à Rússia.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Rússia

A Rússia emitiu um alerta nesta segunda-feira (4) pedindo extrema cautela com declarações envolvendo armas nucleares, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o reposicionamento estratégico de dois submarinos nucleares da Marinha norte-americana.

O aviso russo veio após declarações do ex-presidente Dmitry Medvedev, atual vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, que motivaram a reação de Trump. O republicano classificou o movimento como uma medida preventiva para estar “preparado”, diante do que considera um aumento nas tensões globais envolvendo Moscou.

“Todos devem ser extremamente cuidadosos com a retórica nuclear”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante coletiva de imprensa em Moscou.

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Trump envia submarinos a “regiões apropriadas”

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Imagem: Evan El-Amin / shutterstock.com

Na sexta-feira (1º), Trump declarou que havia determinado o reposicionamento de dois submarinos nucleares para áreas estratégicas, embora não tenha especificado as localizações exatas. Segundo ele, a decisão foi uma resposta direta aos comentários agressivos feitos por Medvedev, intensificando a retórica entre as duas potências nucleares.

“Estamos nos preparando. Devemos estar preparados. Precisamos de submarinos em regiões apropriadas”, declarou Trump, sem dar mais detalhes.

Kremlin evita escalar tensão, mas alerta para riscos

Apesar da movimentação norte-americana, o Kremlin adotou um tom de cautela, ressaltando que os submarinos norte-americanos já estão, rotineiramente, em posição de prontidão de combate.

“Obviamente, os submarinos americanos já estão em serviço de combate. Este é um processo contínuo”, afirmou Peskov, em resposta aos questionamentos da imprensa.

O porta-voz russo evitou escalar a tensão e deixou claro que o governo russo prefere não se envolver em retóricas incendiárias, especialmente quando o assunto envolve armamento nuclear.

“Acreditamos que todos devem ser extremamente cautelosos com a retórica nuclear. A Rússia presta muita atenção ao tema da não proliferação”, reforçou.

“Em guerra nuclear, não há vencedores”, diz Kremlin

A imprensa russa também questionou Peskov sobre a suposta preparação dos Estados Unidos para um eventual conflito nuclear. A resposta do porta-voz reafirmou a posição oficial da Rússia de que nenhuma das partes sairia vencedora em um cenário de guerra nuclear.

“Em uma guerra nuclear, não pode haver vencedor. Não acreditamos que estejamos falando atualmente de qualquer tipo de escalada”, destacou.

Com a fala, o Kremlin tenta reduzir o tom dos discursos que ganharam força nos últimos dias e sugere que ainda há espaço para manter a estabilidade nas relações internacionais.

Tensão crescente entre EUA e Rússia

rússia trump
Imagem: IGORN/Pixabay

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Os últimos episódios somam-se a um contexto global de crescente tensão entre Washington e Moscou, especialmente em meio ao prolongado conflito entre Rússia e Ucrânia, ao qual os Estados Unidos têm fornecido apoio militar e diplomático à resistência ucraniana.

Medvedev, figura-chave na retórica mais agressiva do Kremlin, tem feito declarações frequentes sobre possíveis cenários de confronto direto com o Ocidente, o que provoca reações da Casa Branca e intensifica a preocupação com o uso de armamentos estratégicos.

Rússia reforça compromisso com tratados de não proliferação

Ao mesmo tempo em que pede moderação, a Rússia reafirma seu compromisso com os tratados internacionais de não proliferação nuclear, que visam reduzir a disseminação de armas nucleares e manter o equilíbrio geopolítico.

Diplomacia será essencial nos próximos passos

Enquanto não há confirmação oficial sobre o destino dos submarinos enviados por Trump, o cenário exige ações coordenadas entre líderes globais para conter a escalada verbal e reforçar canais diplomáticos.

Nos bastidores, fontes diplomáticas indicam que organismos multilaterais estão atentos às movimentações e que devem atuar para evitar que novas provocações — verbais ou militares — agravem ainda mais o cenário de instabilidade global.

Com informações de: CNN Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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