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SAC e Price: o que muda nas parcelas

Entenda a diferença entre SAC e Price e descubra qual sistema é melhor para seu financiamento imobiliário em 2026.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
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Comprar um imóvel continua sendo o maior compromisso financeiro da maioria das famílias brasileiras. Em 2026, com o mercado imobiliário aquecido e crédito habitacional ainda concentrado nos grandes bancos, escolher entre SAC e Tabela Price pode representar uma diferença de dezenas de milhares de reais ao longo do contrato.

Segundo dados do Banco Central e das principais instituições financeiras, como a Caixa Econômica Federal, a maior parte dos financiamentos imobiliários no país é contratada pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que permite o uso do FGTS e impõe limites de valor e taxa. Dentro desse modelo, os dois sistemas de amortização mais utilizados são o SAC (Sistema de Amortização Constante) e a Tabela Price.

Embora ambos tenham a mesma finalidade — quitar a dívida ao longo do tempo — a forma como os juros e a amortização são distribuídos em cada parcela muda completamente o comportamento das prestações e o custo total do contrato.

Entender essa diferença é essencial para tomar uma decisão estratégica e evitar aperto no orçamento nos próximos anos.

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O que é o SAC (Sistema de amortização constante)?

No SAC, o valor da amortização — ou seja, a parte da parcela que efetivamente reduz o saldo devedor — é fixo do início ao fim do contrato.

Como os juros são calculados mensalmente sobre o saldo devedor, e esse saldo diminui todos os meses, o valor total da prestação começa mais alto e vai caindo gradativamente.

Como funciona na prática

Imagine um financiamento de R$ 300 mil em 30 anos. No SAC:

  • A amortização mensal é fixa.
  • Os juros incidem sobre o saldo devedor atualizado.
  • A primeira parcela é a mais alta.
  • A última parcela é a menor de todo o contrato.

Isso significa que, no início, a parcela pode comprometer mais da renda familiar. Porém, com o passar do tempo, o valor mensal diminui, aliviando o orçamento.

Vantagens do SAC

  • O saldo devedor cai mais rápido.
  • O total de juros pagos ao final é menor.
  • Ideal para quem quer reduzir a dívida de forma acelerada.
  • Mais vantajoso para quem pretende vender o imóvel ou quitar antecipadamente.

Desvantagens do SAC

  • Primeiras parcelas mais altas.
  • Pode dificultar a aprovação do crédito se a renda estiver no limite.

De acordo com regras praticadas pela Caixa Econômica Federal, o comprometimento de renda geralmente não pode ultrapassar 30% da renda bruta familiar. Como a primeira parcela do SAC é mais elevada, muitas famílias acabam não conseguindo aprovação nesse modelo.

O que é a tabela Price?

A Tabela Price, também conhecida como sistema francês de amortização, mantém o valor das prestações fixo do início ao fim do financiamento (desde que a taxa de juros seja pré-fixada ou estável).

Nesse modelo:

  • A parcela é sempre igual.
  • No início, a maior parte do valor pago corresponde a juros.
  • A amortização da dívida é pequena nos primeiros anos.
  • O saldo devedor diminui mais lentamente no começo.

Como funciona na prática

Usando o mesmo exemplo de R$ 300 mil financiados em 30 anos:

  • A parcela inicial é menor que no SAC.
  • O valor não muda ao longo do contrato.
  • A dívida demora mais para cair nos primeiros anos.

Isso significa que, embora a previsibilidade seja maior, o custo total do financiamento tende a ser mais elevado ao final.

Vantagens da tabela Price

  • Parcelas fixas facilitam o planejamento.
  • Menor exigência de renda inicial.
  • Maior chance de aprovação para quem está no limite do comprometimento.

Desvantagens da tabela Price

  • Pagamento maior de juros ao longo do contrato.
  • Saldo devedor reduz mais lentamente no início.
  • Pode ser menos vantajosa para quem pretende quitar antecipadamente.

SAC ou Price: qual escolher em 2026?

Não existe um sistema universalmente melhor. A escolha depende do perfil financeiro do comprador e da sua perspectiva de renda futura.

Quando o SAC costuma ser mais vantajoso

O SAC tende a ser indicado para quem:

  • Possui estabilidade profissional.
  • Tem renda confortável no momento da contratação.
  • Deseja pagar menos juros no total.
  • Pretende quitar antes do prazo ou usar amortizações com FGTS.

Em cenários de juros elevados, pagar menos juros ao longo do contrato faz diferença significativa no custo final do imóvel.

Quando a tabela Price pode ser a melhor opção

A Tabela Price costuma ser a alternativa viável para quem:

  • Está no limite do comprometimento de renda.
  • Precisa de parcelas menores no início.
  • Valoriza previsibilidade no orçamento.
  • Espera aumento de renda nos próximos anos.

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Para muitos compradores de primeira viagem, a parcela fixa é o que permite a aprovação do crédito.

Impacto no custo total do financiamento

Um ponto fundamental que muitos compradores ignoram é o custo efetivo total (CET). Além dos juros, o CET inclui seguros obrigatórios, taxas administrativas e outros encargos.

No SAC, como a amortização é maior no início, o saldo devedor cai mais rapidamente, reduzindo a base de cálculo dos juros futuros. Isso tende a gerar economia relevante ao longo de 20 ou 30 anos.

Na Tabela Price, o peso maior dos juros nas primeiras parcelas faz com que o saldo demore mais para diminuir, elevando o valor total pago ao final.

Em financiamentos longos, essa diferença pode representar dezenas de milhares de reais.

O que os bancos analisam na aprovação

Na prática, a decisão muitas vezes não é apenas do cliente. Os bancos avaliam:

  • Comprometimento de renda (geralmente até 30%).
  • Estabilidade profissional.
  • Histórico de crédito.
  • Valor da entrada.
  • Tipo de imóvel.

Instituições como a Caixa Econômica Federal costumam simular ambos os sistemas para verificar qual se encaixa dentro das regras internas e da capacidade financeira do comprador.

Em muitos casos, o cliente até prefere o SAC, mas só consegue aprovação na Price.

Vale a pena simular antes de fechar contrato?

Simular não é apenas recomendável — é indispensável.

Antes de assinar qualquer contrato:

  • Peça simulação detalhada dos dois sistemas.
  • Analise o valor total pago ao final.
  • Compare o impacto da primeira parcela no orçamento.
  • Verifique o CET, não apenas a taxa de juros.

Colocar os números na ponta do lápis evita arrependimentos futuros. Um financiamento imobiliário é um compromisso de longo prazo e deve ser compatível com a realidade financeira da família.

Conclusão

A escolha entre SAC e Tabela Price em 2026 deve ser estratégica. O SAC é indicado para quem pode arcar com parcelas iniciais maiores e quer pagar menos juros ao longo do tempo. Já a Tabela Price funciona como porta de entrada para quem precisa de previsibilidade e menor impacto imediato no orçamento.

O mais importante é que a parcela caiba no seu planejamento financeiro não apenas hoje, mas nos próximos anos. Simular, comparar e entender o comportamento da dívida ao longo do tempo é o que garante tranquilidade e segurança na compra da casa própria.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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