A produção agrícola brasileira para 2026 deve registrar uma leve queda em relação ao recorde de 2025, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado em dezembro, projeta uma safra total de 335,7 milhões de toneladas, representando uma redução de 3% frente às 345,9 milhões de toneladas estimadas para este ano.
Safra 2026: expectativa de queda após recorde de produção em 2025
A safra brasileira de 2026 deve atingir 335,7 milhões de toneladas, queda de 3% em relação ao recorde de 2025.
Cenário geral da produção agrícola
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A diminuição na produção de 2026 é atribuída principalmente à redução na expectativa de colheita de milho, cultura estratégica no país. A previsão aponta queda de 6,8%, equivalente a 9,6 milhões de toneladas a menos em relação a 2025.
Outras culturas também devem registrar retração, ainda que em menor escala, contribuindo para o cenário geral de queda. Entre elas estão o arroz, o trigo, o algodão e o feijão.
| Cultura | Produção 2025 | Produção 2026 | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| Soja | 168,0 | 166,0 | -1,2 |
| Milho | 151,2 | 141,6 | -6,8 |
| Arroz (em casca) | 13,6 | 12,6 | -8,0 |
| Trigo | 8,2 | 7,9 | -4,0 |
| Algodão herbáceo (em caroço) | 11,0 | 9,9 | -11,6 |
| Sorgo | 6,2 | 5,4 | -14,6 |
| Feijão 1ª safra | 0,96 | 0,93 | -3,5 |
Milho: o principal responsável pela retração
A produção de milho, dividida entre a primeira e a segunda safra, deve totalizar 141,6 milhões de toneladas em 2026. A primeira safra é estimada em 25,8 milhões de toneladas, enquanto a segunda deve chegar a 115,9 milhões de toneladas.
O declínio em relação ao ano anterior reflete a comparação com 2025, um ano excepcionalmente favorável às lavouras de milho. Condições climáticas ideais contribuíram para colheitas abundantes, cenário que dificilmente se repetirá no próximo ciclo.
Impacto na economia e exportações
O milho representa um dos principais produtos da pauta agrícola brasileira, com relevância significativa para o mercado interno e exportações. A redução na produção pode afetar o preço do grão, influenciar o mercado de ração animal e alterar a dinâmica de exportações.
Outras culturas com queda projetada
Além do milho, outras culturas importantes devem apresentar redução em 2026:
Arroz
A produção de arroz em casca deve atingir 12,6 milhões de toneladas, uma queda de 8% em relação a 2025. A diminuição ocorre devido a ajustes de área plantada e condições climáticas menos favoráveis.
Trigo
O trigo brasileiro deve registrar produção de 7,9 milhões de toneladas, representando queda de 4% frente ao ano anterior. A redução reflete fatores climáticos e o desempenho menor em algumas regiões produtoras.
Algodão
O algodão herbáceo em caroço deve totalizar 9,9 milhões de toneladas, redução de 11,6% em relação ao recorde de 2025. A retração acompanha ajustes no mercado global e a diminuição de investimentos em áreas específicas de cultivo.
Sorgo e feijão
O sorgo deve cair 14,6%, alcançando 5,4 milhões de toneladas, enquanto o feijão da primeira safra apresenta expectativa de 0,93 milhão de toneladas, queda de 3,5%.
Soja mantém posição estratégica
Apesar da queda projetada em outras culturas, a soja segue como a principal commodity agrícola do Brasil, com produção estimada em 166,0 milhões de toneladas em 2026. A estabilidade da soja reflete sua ampla área plantada e adaptação às condições climáticas brasileiras.
Produção e exportações
O Brasil continua a ser um dos maiores exportadores mundiais de soja, com destino principalmente à China e União Europeia. A produção robusta garante participação relevante no mercado internacional, mesmo em cenários de retração em outros cultivos.
Análise histórica: recorde de 2025
O ano de 2025 consolidou a maior safra da série histórica do IBGE, com 345,9 milhões de toneladas, 18,2% acima do volume de 2024. A expansão de área plantada foi de 3,1%, totalizando 81,5 milhões de hectares.
O desempenho recorde foi impulsionado por condições climáticas favoráveis, aumento da produtividade e investimentos em tecnologia agrícola.
Tabela: Comparativo 2024-2025
| Cultura | Produção 2024 | Produção 2025 | Variação (%) |
|---|---|---|---|
| Soja | 142,0 | 168,0 | +18,3 |
| Milho | 127,8 | 151,2 | +18,3 |
| Arroz | 12,5 | 13,6 | +8,8 |
| Trigo | 7,6 | 8,2 | +7,9 |
| Algodão | 9,8 | 11,0 | +12,2 |
Perspectivas para produtores e mercado
A expectativa de queda na safra de 2026 não representa, necessariamente, prejuízo generalizado para o setor. Ajustes na produção são naturais após anos de recordes e contribuem para estabilizar preços e mercados.
Produtores podem se beneficiar de políticas de incentivo agrícola, acesso a crédito rural e programas de seguros que minimizam riscos climáticos.
Estratégias de mitigação
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Entre as estratégias adotadas pelos produtores estão:
- Diversificação de culturas para reduzir impactos climáticos e de mercado.
- Investimento em tecnologia, como sementes de alta produtividade e irrigação eficiente.
- Planejamento financeiro e utilização de seguros agrícolas para proteção contra perdas.
FAQ – Perguntas frequentes
Qual a previsão de produção agrícola no Brasil para 2026?
A produção total deve atingir 335,7 milhões de toneladas, queda de 3% em relação ao recorde de 2025.
Quais culturas devem registrar maior queda?
Milho, algodão, arroz e sorgo estão entre os principais responsáveis pela redução da safra.
A soja terá produção afetada?
A soja deve manter produção estável, estimada em 166,0 milhões de toneladas.
Por que a safra de 2026 deve cair?
O declínio ocorre principalmente devido à base excepcionalmente alta de 2025 e condições climáticas menos favoráveis.
Qual o impacto da queda da safra na economia?
A redução pode influenciar preços de commodities, exportações e mercado interno, especialmente no setor de ração e alimentos processados.
Considerações finais
O cenário projetado para a safra brasileira de 2026 aponta queda em relação ao recorde histórico de 2025, especialmente em milho, arroz, trigo, algodão, sorgo e feijão. Apesar disso, a soja mantém produção robusta, garantindo a continuidade do Brasil como referência global no setor.
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