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Indicador ligado ao Bolsa Família cai para 3,9% em estado brasileiro

Santa Catarina registra menor participação no Bolsa Família no Brasil, impulsionada pela baixa desocupação e geração de empregos.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Indicador ligado ao Bolsa Família cai para 3,9% em estado brasileiro

Dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que Santa Catarina é o estado brasileiro com a menor participação no programa Bolsa Família. O levantamento aponta que apenas 3,9% da população catarinense recebe o benefício em 2025, número inferior aos 4,3% registrados no ano anterior.

O percentual fica muito abaixo da média nacional, estimada em 17,2%, evidenciando um cenário econômico diferente do observado em grande parte do país.

O estado aparece à frente de outras unidades federativas tradicionalmente associadas a indicadores econômicos positivos, como São Paulo, com 7,6% de participação no programa, e Rio Grande do Sul, que registra 7,7%.

Também figuram entre os estados com menor dependência do benefício:

  • Paraná;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Distrito Federal.

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Um dos principais fatores apontados para a baixa participação no Bolsa Família em Santa Catarina é o desempenho do mercado de trabalho.

Segundo dados do governo estadual, o estado criou aproximadamente 58,8 mil vagas formais de emprego em 2025, reforçando o crescimento da atividade econômica e da ocupação profissional.

Além disso, Santa Catarina possui atualmente a menor taxa de desocupação do Brasil: apenas 2,2%.

O índice é considerado próximo do chamado “pleno emprego”, situação em que praticamente toda a população economicamente ativa consegue encontrar trabalho.

Geração de empregos impulsiona renda

O fortalecimento do mercado de trabalho catarinense tem impacto direto na redução da dependência de programas sociais.

Com mais pessoas empregadas formalmente, aumenta a renda média das famílias e diminui o número de cidadãos enquadrados nos critérios de baixa renda exigidos pelo Bolsa Família.

Segundo o secretário estadual de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, o foco do governo segue sendo a qualificação profissional da mão de obra.

A estratégia busca ampliar oportunidades de emprego em setores industriais, tecnológicos e de serviços, áreas que vêm crescendo de forma consistente no estado.

Santa Catarina também lidera menor dependência de programas sociais

O levantamento do IBGE mostra ainda que Santa Catarina é o estado brasileiro com menor percentual de domicílios que recebem algum tipo de programa social federal.

Atualmente, apenas 6,9% dos lares catarinenses possuem renda proveniente de benefícios como:

  • Bolsa Família;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • auxílios assistenciais federais.

No restante do país, a média chega a 22,7% dos domicílios.

O dado reforça a diferença socioeconômica do estado em relação a outras regiões brasileiras, especialmente do Norte e Nordeste, onde os programas sociais possuem papel mais relevante na composição da renda familiar.

Como funciona o Bolsa Família

O Bolsa Família continua sendo o principal programa de transferência de renda do governo federal.

A principal regra para acesso ao benefício envolve a renda mensal por pessoa da família.

Critério de renda

Para receber o Bolsa Família, a renda de cada integrante da família deve ser de, no máximo, R$ 218 por mês.

O cálculo é feito somando toda a renda familiar e dividindo pelo número de moradores da residência.

Benefício básico por integrante

O programa utiliza como base o Benefício Renda de Cidadania, no valor de R$ 142 por integrante da família.

Além disso, existem adicionais destinados a públicos específicos.

Benefícios adicionais pagos pelo programa

Benefício Primeira Infância

Famílias recebem R$ 150 extras por criança de até 6 anos de idade.

O objetivo é fortalecer a alimentação, saúde e desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida.

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Benefício Variável Familiar

Também há pagamento adicional de R$ 50 para:

  • gestantes;
  • nutrizes;
  • crianças;
  • adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos.

Esses valores ampliam a proteção social para famílias com maiores demandas financeiras.

Diferenças regionais refletem desigualdade econômica do Brasil

Especialistas apontam que a diferença entre os estados em relação ao Bolsa Família reflete principalmente desigualdades históricas no mercado de trabalho, renda e desenvolvimento econômico.

Estados com maior industrialização, renda média mais elevada e menor desemprego tendem a apresentar menor dependência de programas sociais.

Por outro lado, regiões com menor dinamismo econômico e alta informalidade possuem maior número de beneficiários.

No caso de Santa Catarina, fatores como:

  • forte setor industrial;
  • crescimento logístico;
  • expansão do agronegócio;
  • turismo;
  • tecnologia;
  • baixa informalidade;

ajudam a sustentar indicadores econômicos mais favoráveis.

Bolsa Família segue essencial para milhões de brasileiros

Mesmo com a redução da participação em alguns estados, o Bolsa Família continua sendo uma ferramenta considerada fundamental no combate à pobreza e à insegurança alimentar no país.

O programa atende milhões de famílias brasileiras e possui impacto direto em áreas como:

  • alimentação;
  • educação;
  • saúde;
  • consumo básico;
  • redução da extrema pobreza.

Além disso, os repasses movimentam economias locais, principalmente em municípios menores e regiões mais vulneráveis socialmente.

Enquanto Santa Catarina apresenta menor dependência do benefício, outras regiões seguem utilizando o programa como principal fonte de apoio financeiro para milhões de famílias em situação de vulnerabilidade.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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