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Santander é condenado a pagar R$ 15 mil a cliente negro obrigado a ficar de cueca para entrar em agência

Recentemente, o banco Santander foi condenado, em segunda instância, a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um cliente, por uma situação inusitada. Acontece que o cliente em questão foi obrigado a ficar de cueca para entrar numa agência da instituição. O fato ocorreu no bairro de Piedade, na cidade de Jaboatão […]

Avatar de Bruna Valtrick Bruna Valtrick · · 2 min de leitura
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Recentemente, o banco Santander foi condenado, em segunda instância, a pagar R$ 15 mil de indenização por danos morais a um cliente, por uma situação inusitada. Acontece que o cliente em questão foi obrigado a ficar de cueca para entrar numa agência da instituição. O fato ocorreu no bairro de Piedade, na cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Recife, ainda em 2014. Contudo, a sentença teve publicação feita apenas na última terça-feira (18). Então, para saber mais, confira a seguir.

Santander condenado a pagar R$ 15 mil a cliente negro obrigado a ficar de cueca para entrar em agência

No dia em que ocorreu o caso, o cliente em questão prestou queixa por injúria racial. Entretanto, o processo em que deve receber indenização correu na vara cível, por danos morais. “Eu fui vítima de racismo. Não fui à frente com o processo porque não me atentei. O constrangimento foi grande no dia, fiquei muito chateado. Frequentava com frequência a agência e o gerente me conhecia. Ele estava na porta do banco, mas ficou de mãos atadas”, afirmou a vítima.

De acordo com matéria do G1, no dia 19 de março de 2014, o cliente foi até o Santander a pedido de uma médica com quem trabalha, para fazer pagamentos. No local, o segurança o impediu de entrar pela porta automática com detector de metais. Mesmo após retirar todos os objetos de metal, seguiu sendo impedido de entrar.

Foi então que o cliente afirmou que não tinha nada no corpo além da própria roupa. “O segurança determinou, com ar de deboche, que o autor retirasse a roupa, pois, caso contrário, não poderia entrar na agência bancária”, disse o processo judicial. Com medo de perder o emprego e constrangido, a vítima tirou as roupas e ficou somente de cueca. Outros clientes presenciaram e filmaram o fato.

Por fim, as imagens foram incluídas ao processo judicial e consideradas pelos magistrados na decisão. A juíza substituta Catarina Vila-Nova Alves de Lima foi responsável pela primeira decisão, em agosto de 2020. A confirmação em segunda instância foi unânime. Agora, o Santander pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Imagem: jax10289 / Shutterstock.com

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