A economia brasileira enfrenta sucessivas crises desde meados de 2015, gerando insegurança nas finanças nacionais. Além disso, com a entrada do governo Lula, houve muito ceticismo acerca da forma como a economia seria gerida. No entanto, ao que parece, especialistas do setor estão surpresos com os resultados positivos este ano.
Santander está surpreso com momento do Brasil; saiba motivo
Economista-chefe do Santander afirma que o crescimento do Brasil em 2023 foi “surpreendente”; entenda o posicionamento do banco.
Uma das especialista que manifestou surpresa com os números das contas nacionais foi a economista-chefe do banco Santander, Ana Paula Vescovi. De acordo com ela, o crescimento econômico representa uma recuperação da pandemia. Porém, ela também destacou um ponto que deve ser visto com mais atenção para estabilizar a dívida pública. Confira qual é na matéria a seguir!
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Santander se surpreende com números positivos da economia do Brasil
De acordo com a fala de Vescovi durante o Santander Internacional Banking Conference, em Madri, nesta terça-feira (31), os números positivos da economia brasileira este ano surpreenderam. Além disso, eles permitiram uma recuperação dos danos financeiros causados pela pandemia.
“Temos uma recuperação importante desde a pandemia e, em 2023, um crescimento surpreendente. Todos nós, o mercado e nós do banco, fomos surpreendidos [..]. O superávit comercial vai superar US$ 85 bilhões e o déficit de transações correntes deve ser de 2% do PIB, um número muito baixo historicamente”.
Ana Paula Vescosi

Resultados positivos devem continuar
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Segundo ela, deve haver uma alta de 4% na renda das famílias brasileiras, o que também pode impactar positivamente os índices de inadimplência no país. Esse movimento ocorre em paralelo a uma menor oferta de crédito. Ademais, ela também ressaltou que a queda da inflação pode reduzir o preço dos alimentos.
Outro ponto importante citado foi a melhora na resiliência do mercado, refletindo um movimento que ocorre a nível internacional. Por fim, a economista também revelou projeções do IPC para 4,6% em 2023 e 3,8% em 2024, com uma taxa Selic de aproximadamente 9,5% até dezembro de 2024.
Imagem: Manuel Esteban/shutterstock.com
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