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Decisão do Santander gera frustração entre trabalhadores

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 6 min de leitura
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A renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Santander segue sem acordo em pontos considerados relevantes pela representação dos funcionários. Em reunião realizada na terça-feira (22), em São Paulo, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) voltou a cobrar respostas para demandas relacionadas ao plano de saúde, remuneração variável, uso de celular pessoal e homologação de rescisões.

O banco apresentou algumas propostas e ajustes pontuais, mas, segundo as entidades sindicais que participaram da negociação, questões centrais da pauta continuam pendentes. Uma nova rodada está prevista para a próxima terça-feira (29).

A seguir, veja o que está em discussão e o que pode mudar para os funcionários do Santander caso as reivindicações avancem.

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O que foi discutido na negociação do Santander?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A reunião faz parte das negociações específicas para a renovação do ACT Santander 2026–2028. A pauta foi construída pelos representantes dos trabalhadores durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2026.

Entre os pontos apresentados pelo Santander nesta rodada estão a destinação de 10% das bolsas de estudo para segunda graduação ou pós-graduação, uma regra de isenção de coparticipação no plano de saúde para determinados funcionários com deficiência afastados e uma proposta relacionada à criação de banco de horas coletivo.

Para a COE, porém, ainda faltam respostas para reivindicações consideradas prioritárias.

Plano de saúde está entre os principais pontos de discussão

A representação dos trabalhadores voltou a cobrar soluções para problemas relacionados ao plano de saúde em algumas regiões, especialmente na Bahia e no Distrito Federal.

Também está em discussão a possibilidade de isenção da coparticipação para dependentes com deficiência, incluindo filhos neurodivergentes. A reivindicação busca reduzir o impacto financeiro do tratamento para funcionários que tenham dependentes nessa condição.

A proposta apresentada pelo banco nesta rodada prevê uma isenção específica para empregados com deficiência afastados que participem de programa próprio do Santander. A reivindicação da COE, contudo, é mais ampla e inclui os dependentes.

O que é o PPRS do Santander?

Outro ponto que continua em negociação é o Programa Próprio de Resultados do Santander (PPRS).

A representação dos funcionários reivindica a valorização do programa e mudanças nas condições relacionadas ao pagamento dos resultados. O tema já vinha sendo tratado em rodadas anteriores da negociação específica.

O PPRS é uma remuneração adicional vinculada aos resultados e às regras estabelecidas pelo próprio banco. Por isso, alterações em seus critérios podem ter impacto direto sobre os valores recebidos pelos trabalhadores.

Trabalhadores pedem fim do redutor do NPS

A COE também voltou a questionar o uso do redutor associado ao NPS, sigla para Net Promoter Score, indicador utilizado para medir a satisfação dos clientes.

A reivindicação é para que o resultado do indicador não reduza a remuneração variável dos funcionários. A argumentação apresentada pelos representantes dos trabalhadores é que a avaliação pode ser influenciada por fatores que não estão integralmente sob controle do empregado.

Na prática, o debate envolve até que ponto um indicador de satisfação do cliente deve interferir na remuneração dos funcionários.

Santander terá de fornecer celular para trabalho externo?

O uso de celulares pessoais também entrou na pauta.

Os representantes dos trabalhadores reivindicam que o Santander forneça aparelhos aos funcionários que precisam realizar atividades externas. Segundo a posição apresentada pela COE, não seria adequado transferir ao empregado os custos relacionados ao equipamento necessário para a execução do trabalho.

O banco informou que não exige o uso de aparelhos próprios para a realização do trabalho externo. A resposta, porém, não encerrou a discussão, e a COE manteve a reivindicação.

Homologação de rescisões pode voltar aos sindicatos

Outro pedido é o retorno da homologação das rescisões de funcionários demitidos nos sindicatos.

A medida está entre as reivindicações apresentadas pela representação dos trabalhadores durante as negociações do novo ACT. A COE também havia incluído anteriormente a retomada da Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) entre os pontos de discussão.

A homologação sindical envolve a conferência das informações relacionadas ao encerramento do contrato de trabalho, como verbas rescisórias e demais direitos previstos.

O que acontece agora com o ACT do Santander?

A negociação ainda não terminou. Uma nova rodada entre o Santander e a COE está prevista para terça-feira, 29 de setembro de 2026.

Até o momento, portanto, os pontos citados não devem ser tratados como direitos já aprovados ou mudanças definitivas. Eles continuam fazendo parte da negociação entre o banco e os representantes dos trabalhadores.

A renovação do ACT dependerá das próximas rodadas e das propostas que forem apresentadas pelas partes.

Quais são as principais reivindicações dos trabalhadores?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Entre os temas que permanecem em discussão estão:

  • melhorias nas condições do plano de saúde em determinadas bases;
  • isenção de coparticipação para dependentes com deficiência, incluindo filhos neurodivergentes;
  • valorização do PPRS;
  • fim do redutor relacionado ao NPS na remuneração variável;
  • fornecimento de celular corporativo para atividades externas;
  • retorno da homologação de rescisões nos sindicatos;
  • retomada da Comissão de Conciliação Voluntária;
  • outras cláusulas específicas da renovação do ACT.

O que o funcionário do Santander precisa saber?

Por enquanto, os funcionários devem diferenciar reivindicações em negociação de medidas efetivamente aprovadas. A rodada de 22 de setembro produziu alguns avanços pontuais, mas não encerrou as discussões sobre os principais temas da pauta.

A próxima reunião, marcada para 29 de setembro, deve definir se haverá novas propostas e avanços nas cláusulas que continuam pendentes.

Conclusão

A renovação do ACT do Santander ainda está em andamento e os principais pontos reivindicados pelos trabalhadores permanecem em negociação. Questões como plano de saúde, coparticipação para dependentes com deficiência, PPRS, redutor do NPS, uso de celular pessoal e homologação das rescisões dependem das próximas rodadas entre o banco e a representação sindical.

A expectativa agora está voltada para a próxima reunião, marcada para 29 de setembro. Até que um novo acordo seja formalizado, as propostas discutidas não devem ser consideradas mudanças definitivas nas condições de trabalho dos funcionários.

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