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Banco do Brasil (BBAS3) é cortado da carteira de dividendos do Santander em junho

Santander remove Banco do Brasil, B3 e Porto Seguro da carteira de dividendos para junho de 2025. Saiba mais!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
banco do brasil

O Santander promoveu uma reestruturação significativa em sua carteira recomendada de ações com foco em dividendos para o mês de junho de 2025. Entre os destaques, o banco retirou Banco do Brasil (BBAS3), B3 (B3SA3) e Porto Seguro (PSSA3) do portfólio, substituindo essas ações por Alupar (ALUP11), BTG Pactual (BPAC11) e OdontoPrev (ODPV3). A decisão foi justificada por uma combinação de fatores, que incluem decepção com resultados corporativos, revisões de projeções e realização de lucros.

A nova carteira reflete uma visão mais cautelosa sobre empresas que apresentaram fragilidades no último trimestre e uma aposta em nomes com maior potencial de valorização e distribuição de dividendos sustentáveis no médio prazo.

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Imagem: Freepik e Canva

Banco do Brasil (BBAS3) perde espaço após frustração com resultados

A exclusão das ações do Banco do Brasil é uma das mais significativas do mês. Segundo os analistas do Santander, o movimento foi motivado pela pressão nos papéis após a divulgação do resultado do primeiro trimestre, que ficou abaixo do esperado.

Guidance em revisão aumentou incertezas

Outro fator que pesou na decisão foi a revisão do guidance de 2025, que impactou as projeções de:

  • Custo do crédito
  • Margem financeira bruta
  • Lucro líquido ajustado

Essa sinalização de incerteza levou o Santander a rebaixar a recomendação de BBAS3 de “compra” para “manutenção”, alterando também o preço-alvo para 2025 de R$ 45 para R$ 26.

Dúvidas sobre o payout

Embora o Banco do Brasil historicamente apresente bons pagamentos de dividendos, a expectativa de uma Selic mais baixa em 2026 tende a reduzir o ganho financeiro, diminuindo a atratividade do papel em estratégias voltadas à geração de renda passiva.

“Não estamos recomendando o BB para estratégias de dividendos”, afirmou o time de análise do Santander.

B3 e Porto Seguro saem da carteira após forte valorização

As ações da B3 (B3SA3) e da Porto Seguro (PSSA3) foram excluídas não por fragilidade operacional, mas sim por razões ligadas à realização de lucros e pouco espaço para valorização adicional.

B3: preço próximo ao teto

A B3 acumulou uma valorização de 40% desde sua entrada na carteira, e atualmente negocia a um P/L de 16,3 vezes, já próxima do preço-alvo de R$ 15 estabelecido pelo banco.

Embora os analistas ainda vejam boas perspectivas de longo prazo para a empresa, decidiram substituí-la por BTG Pactual, que estaria mais bem posicionado para capturar os benefícios de um possível bull market nos mercados de capitais brasileiros.

Porto Seguro: limite atingido

No caso da Porto Seguro, a valorização recente de 42% também pesou na saída da ação da carteira. O papel superou o preço-alvo de R$ 46 e, segundo o Santander, há pouco espaço para revisões positivas de lucro no consenso para 2025.

Diante desse cenário, a escolha foi rotacionar o portfólio, priorizando ativos com potencial de valorização e dividendo ainda não totalmente precificado.

As novas apostas do Santander: Alupar, BTG e OdontoPrev

A entrada de Alupar, BTG Pactual e OdontoPrev na carteira de dividendos de junho representa uma mudança estratégica no perfil das ações escolhidas, com foco na resiliência operacional, boa governança e capacidade de remunerar os acionistas mesmo em cenários desafiadores.

Alupar (ALUP11)

A Alupar, empresa do setor de energia com forte atuação em transmissão, entra na carteira como ativo defensivo, com histórico consistente de pagamento de dividendos e geração de caixa.

Com receitas estáveis e boa previsibilidade de fluxo financeiro, a companhia costuma apresentar payouts elevados e atrativos para investidores focados em renda.

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual foi escolhido como substituto da B3 no segmento de mercado de capitais. O banco está exposto a uma possível retomada mais robusta do mercado financeiro, com aumento de IPOs, fusões e aquisições e negociações de ativos.

Com uma estrutura de custos mais enxuta e modelo de negócios diversificado, o BTG aparece como forte candidato a ganhar participação de mercado e distribuir dividendos mais generosos nos próximos trimestres.

OdontoPrev (ODPV3)

A OdontoPrev, líder no segmento de planos odontológicos, completa as novas adições. A empresa se destaca por sua alta lucratividade, baixa necessidade de capital intensivo e histórico sólido de distribuição de lucros.

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A escolha reflete a aposta do Santander em empresas com modelo recorrente e estável, capazes de manter bons dividendos mesmo em ciclos econômicos menos favoráveis.

Nova composição da carteira de dividendos para junho

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Imagem: Freepik e Canva

Com as alterações, a carteira recomendada de dividendos do Santander para junho de 2025 passa a ser composta por:

  • Alupar (ALUP11)
  • BTG Pactual (BPAC11)
  • Copel (CPLE6)
  • CPFL Energia (CPFE3)
  • Cury (CURY3)
  • Itaú Unibanco (ITUB4)
  • OdontoPrev (ODPV3)
  • Petrobras (PETR3)
  • Telefônica Brasil (VIVT3)
  • Vale (VALE3)

Setores representados

A carteira mantém diversificação setorial, com presença de:

  • Energia (Alupar, Copel, CPFL)
  • Finanças (BTG, Itaú)
  • Commodities (Petrobras, Vale)
  • Consumo e saúde (Cury, OdontoPrev)
  • Telecomunicações (Telefônica)

A distribuição busca equilibrar resiliência com potencial de valorização, em um momento de transição econômica, com inflação sob controle e expectativa de queda nos juros em 2026.

Estratégia do Santander: foco em qualidade e estabilidade

Ao fazer os ajustes na carteira, o Santander reforça sua preferência por empresas com:

  • Governança sólida
  • Geração de caixa consistente
  • Baixo endividamento
  • Histórico de dividendos sustentáveis

A movimentação também revela uma postura mais criteriosa com relação a preço e momento de mercado, realizando lucros onde o upside parece esgotado e redirecionando o portfólio para ativos com melhor relação risco-retorno.

O que isso significa para o investidor?

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A exclusão de BBAS3, B3SA3 e PSSA3 não indica necessariamente fragilidade estrutural das empresas, mas sim um ajuste tático de curto a médio prazo. Para investidores que priorizam renda passiva por meio de dividendos, a nova carteira pode representar melhores oportunidades de retorno ajustado ao risco, com ações ainda longe de seus tetos de valorização.

Além disso, a seleção do Santander pode servir como referência para montagem de carteiras pessoais, especialmente para quem busca estabilidade em tempos de transição monetária e política fiscal mais apertada.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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