Os trabalhadores que vivem em municípios atingidos por desastres naturais e que tiveram a situação de emergência ou calamidade pública reconhecida oficialmente devem ficar atentos ao calendário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em algumas cidades brasileiras, o prazo para solicitar o Saque Calamidade termina em 29 de julho de 2026, e quem perder a data poderá deixar de acessar o benefício referente ao evento reconhecido.
Prazo para pedir até R$ 6.220 do FGTS acaba nesta quarta-feira (29)
Prazo para solicitar o Saque Calamidade do FGTS termina em cidades habilitadas. Veja quem tem direito, documentos e como pedir pelo app.
A modalidade permite retirar parte do saldo disponível nas contas vinculadas do FGTS para ajudar famílias que sofreram prejuízos provocados por enchentes, deslizamentos, vendavais, tempestades, granizo, rompimento de barragens e outros desastres previstos na legislação.
O saque pode representar um importante apoio financeiro para reconstrução da residência, compra de móveis, reparos estruturais e substituição de bens perdidos durante a ocorrência.
Leia mais:
Saque calamidade do FGTS beneficia moradores de 11 cidades

O que é o Saque Calamidade do FGTS
O Saque Calamidade é uma modalidade prevista na legislação do FGTS destinada aos trabalhadores que tiveram a residência atingida por um desastre natural oficialmente reconhecido pelo poder público.
Para que o benefício seja liberado, não basta que o município tenha registrado danos. É necessário que a situação de emergência ou de calamidade pública seja reconhecida pelo Governo Federal, por meio da Defesa Civil, e que a Caixa Econômica Federal habilite oficialmente o município para realização dos pagamentos.
Somente após essa etapa os moradores podem encaminhar o pedido.
Quem pode solicitar o benefício
O trabalhador precisa cumprir alguns requisitos para receber o saque.
Entre as principais exigências estão:
- possuir saldo disponível em conta do FGTS;
- residir em imóvel localizado na área atingida pelo desastre;
- morar em município oficialmente habilitado pela Caixa;
- não ter realizado outro Saque Calamidade pelo mesmo motivo dentro do período previsto pela legislação, salvo exceções autorizadas por normas federais.
O valor máximo liberado é de R$ 6.220 por evento, respeitando o saldo existente na conta vinculada.
Caso o trabalhador tenha saldo inferior a esse limite, poderá retirar apenas o valor disponível.
Municípios com prazo até 29 de julho de 2026
Entre os municípios com prazo final para solicitação até 29 de julho de 2026 estão:
- Lago Verde (MA);
- Santo Antônio do Tauá (PA).
A Caixa Econômica Federal atualiza constantemente a relação de municípios habilitados.
Por esse motivo, trabalhadores de outras localidades devem consultar periodicamente os canais oficiais para verificar se seu município foi incluído e qual é o prazo específico para apresentação do pedido.
Quais situações permitem o Saque Calamidade
O benefício pode ser concedido quando a residência do trabalhador sofre danos em razão de eventos naturais reconhecidos pelas autoridades competentes.
Entre as situações previstas estão:
- enchentes;
- inundações;
- alagamentos;
- deslizamentos de terra;
- vendavais;
- tempestades severas;
- queda de granizo;
- rompimento de barragens;
- outros desastres previstos na regulamentação federal.
Em todos os casos, deve existir comprovação dos danos causados ao imóvel localizado na área atingida.
Quanto é possível sacar
O valor liberado depende exclusivamente do saldo existente nas contas vinculadas do FGTS.
O limite máximo autorizado por evento é de R$ 6.220.
Veja alguns exemplos:
| Saldo disponível | Valor liberado |
|---|---|
| R$ 2.800,00 | R$ 2.800,00 |
| R$ 6.220,00 | R$ 6.220,00 |
| R$ 8.500,00 | R$ 6.220,00 |
Isso significa que quem possui saldo inferior ao teto pode retirar todo o valor disponível.
Já trabalhadores com saldo superior receberão, no máximo, o limite estabelecido para cada ocorrência.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Como solicitar o Saque Calamidade
A Caixa permite que praticamente todo o procedimento seja realizado de forma digital pelo aplicativo FGTS.
Após acessar o aplicativo, o trabalhador deve selecionar a opção referente aos saques disponíveis e escolher a modalidade “Calamidade pública”.
Na sequência, será necessário informar o município afetado, conferir os dados cadastrais, anexar os documentos solicitados e indicar uma conta bancária para recebimento do crédito, caso deseje.
Depois da análise documental, a Caixa realiza o depósito do valor aprovado ou disponibiliza o saque conforme a modalidade escolhida.
Documentos necessários
Para análise do pedido, normalmente são exigidos documentos que comprovem tanto a identidade do trabalhador quanto sua residência na área atingida.
Entre eles estão:
- documento oficial de identificação com foto;
- CPF;
- comprovante de residência emitido antes do desastre, respeitando o prazo previsto nas normas;
- certidão de casamento ou documento de união estável, quando o comprovante estiver em nome do cônjuge;
- carteira de trabalho ou documento equivalente em alguns atendimentos presenciais.
Também é necessário enviar fotografia do documento de identificação e uma imagem do trabalhador segurando esse documento, procedimento utilizado para validação da identidade.
Quando o comprovante de residência tiver sido perdido em razão da calamidade, a regulamentação permite, em determinadas situações, a apresentação de declaração emitida pelo poder público local ou autodeclaração sujeita à conferência pelos sistemas governamentais.
Quanto tempo é preciso esperar para um novo saque

Em regra, existe um intervalo mínimo de 12 meses entre um Saque Calamidade e outro referente ao mesmo trabalhador.
Entretanto, o Governo Federal pode flexibilizar essa regra em situações excepcionais, especialmente quando ocorrem grandes desastres que atingem milhares de famílias.
Esse tipo de medida já foi adotado em situações de calamidade de grande impacto, permitindo novos saques antes do prazo normalmente exigido.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
