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Brasileiros atingidos por desastres podem sacar até R$ 6.220 do FGTS

Saiba quem pode pedir o saque calamidade do FGTS em 2026, quais documentos são exigidos, limite de valor e como solicitar pelo aplicativo.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Brasileiros atingidos por desastres podem sacar até R$ 6.220 do FGTS

O aumento da frequência de enchentes, deslizamentos, vendavais e outros eventos climáticos extremos tem levado milhares de brasileiros a recorrerem ao Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A modalidade foi criada para oferecer um suporte financeiro emergencial aos trabalhadores que sofreram prejuízos em razão de desastres naturais oficialmente reconhecidos.

Em 2026, o benefício continua disponível para moradores de municípios habilitados pela Caixa Econômica Federal, desde que atendam aos critérios previstos na legislação. O valor pode chegar a R$ 6.220 por conta vinculada, respeitando o saldo disponível no FGTS de cada trabalhador.

A solicitação é feita de forma totalmente digital, por meio do aplicativo oficial do FGTS, eliminando a necessidade de comparecimento a uma agência na maioria dos casos.

Neste guia, você confere quem pode solicitar o saque, quais documentos são exigidos, como funciona o processo de análise e quais cuidados devem ser observados antes de enviar o pedido.

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FGTS
Imagem gerada por IA/ Seu Crédito Digital

O que é o saque calamidade do FGTS

O saque calamidade é uma modalidade especial de retirada dos recursos do FGTS destinada aos trabalhadores residentes em áreas atingidas por desastres naturais.

A medida está prevista na legislação que regulamenta o Fundo de Garantia e busca auxiliar famílias que enfrentam perdas materiais provocadas por situações como:

  • enchentes;
  • inundações;
  • enxurradas;
  • deslizamentos de terra;
  • vendavais;
  • tempestades severas;
  • outros desastres reconhecidos pelo poder público.

Para que o benefício seja liberado, não basta que tenha ocorrido um desastre. O município precisa ter situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelos órgãos competentes e, posteriormente, autorizado pela Caixa Econômica Federal para realização dos saques.

Esse procedimento garante que os recursos sejam direcionados apenas às localidades oficialmente afetadas.

Quem pode solicitar o benefício

O saque não é liberado automaticamente para todos os moradores do município.

O trabalhador deve cumprir alguns requisitos estabelecidos pela Caixa.

Entre eles estão:

  • possuir saldo em conta vinculada do FGTS;
  • residir em município habilitado para o saque calamidade;
  • comprovar residência na área atingida;
  • não ter realizado outro saque calamidade pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses.

Cada pedido passa por análise documental antes da liberação dos valores.

Qual é o valor disponível

O limite máximo autorizado é de R$ 6.220 por conta vinculada, desde que exista saldo suficiente.

Na prática, isso significa que:

  • quem possui saldo inferior poderá sacar apenas o valor disponível;
  • quem possui saldo superior terá o saque limitado ao teto previsto para essa modalidade.

O benefício não representa um pagamento adicional do governo, mas sim uma autorização para movimentar parte do saldo já existente no FGTS.

Como saber se o município está autorizado

A Caixa divulga periodicamente a relação dos municípios habilitados para o saque calamidade.

Após o reconhecimento oficial da situação de emergência ou calamidade, o banco analisa a documentação enviada pela prefeitura e define o período em que os moradores poderão solicitar o benefício.

Por isso, mesmo quando um desastre ocorre, a liberação pode levar alguns dias até que todas as etapas administrativas sejam concluídas.

Antes de iniciar o pedido, vale consultar se sua cidade está na lista de municípios autorizados.

Como solicitar o saque calamidade pelo aplicativo

Grande parte dos trabalhadores consegue fazer todo o procedimento pelo celular.

O processo normalmente segue estas etapas.

Acesse o aplicativo FGTS

Faça login utilizando CPF e senha cadastrada na plataforma Gov.br.

Escolha a modalidade

Na tela inicial, selecione a opção referente ao saque por calamidade pública.

Informe o município

O sistema solicitará a cidade afetada para verificar se ela está habilitada.

Envie os documentos

Será necessário anexar os documentos exigidos para comprovação das informações.

Aguarde a análise

Depois do envio, a Caixa analisa os dados antes de liberar o pagamento.

Quando aprovado, o valor é depositado na conta indicada pelo trabalhador.

Quais documentos são exigidos

A documentação é uma das etapas mais importantes do processo.

Normalmente, são solicitados:

  • documento oficial de identificação;
  • CPF, quando não constar no documento de identidade;
  • selfie para validação da identidade, quando exigida pelo aplicativo;
  • comprovante de residência emitido antes da ocorrência do desastre, conforme os critérios estabelecidos pela Caixa.

O comprovante de endereço deve demonstrar que o trabalhador realmente residia na área atingida.

Quando esse documento não estiver disponível, poderá ser aceita declaração emitida pelo município ou por outro órgão público competente, desde que contenha informações suficientes para comprovar a residência.

Entre os dados normalmente exigidos estão:

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  • nome completo;
  • CPF;
  • endereço completo;
  • identificação da autoridade emissora.

Existe prazo para fazer a solicitação?

Sim.

Cada município autorizado possui um período específico para recebimento dos pedidos.

Depois que esse prazo termina, novas solicitações referentes ao mesmo evento climático deixam de ser aceitas.

Por isso, é importante acompanhar os comunicados da Caixa e da prefeitura local para evitar perder a oportunidade.

É possível fazer outro saque calamidade?

Sim, mas existem limitações.

A principal regra estabelece um intervalo mínimo de 12 meses entre dois saques calamidade para o mesmo trabalhador, considerando essa modalidade de retirada.

Além disso, um novo saque dependerá da ocorrência de outro desastre natural reconhecido oficialmente e da abertura de novo período de solicitação para o município.

Quanto tempo demora a análise

O prazo pode variar conforme o volume de solicitações recebidas.

Quando toda a documentação está correta e legível, a análise costuma ocorrer de forma mais rápida.

Caso sejam identificadas inconsistências, documentos ilegíveis ou ausência de informações, o trabalhador poderá ser solicitado a complementar o pedido.

Isso pode aumentar o tempo até a liberação dos recursos.

Quais situações podem levar à negativa do pedido

Alguns fatores costumam gerar indeferimento da solicitação.

Os principais são:

  • município ainda não autorizado pela Caixa;
  • comprovante de residência incompatível;
  • documentação incompleta;
  • informações divergentes;
  • trabalhador fora do prazo para solicitação;
  • inexistência de saldo disponível no FGTS;
  • intervalo mínimo de 12 meses ainda não cumprido.

Antes de enviar o pedido, vale conferir atentamente todos os documentos anexados.

Como acompanhar o andamento da solicitação

FGTS
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Após concluir o envio, o próprio aplicativo do FGTS permite acompanhar o status do processo.

Caso haja necessidade de apresentar novos documentos, a informação também costuma aparecer no sistema.

O trabalhador pode ainda consultar os canais oficiais da Caixa para verificar a situação da análise.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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