Em meio ao cenário de avanço do sarampo, São Paulo intensifica as ações para reforçar a imunização. A Secretaria de Saúde destaca que a adoção de medidas preventivas é crucial para barrar o retorno da enfermidade que já foi dominada.
Sarampo volta a preocupar em SP; governo reforça importância da imunização
Sarampo ressurge em São Paulo com casos confirmados e alerta epidemiológico. Governo reforça a vacinação como medida eficaz para prevenir.
A vacina tríplice viral como principal defesa

A tríplice viral é a vacina que oferece proteção contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, e é considerada a medida preventiva mais eficaz contra essas doenças.
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Contexto epidemiológico atual
Aumento global e nacional dos casos
Desde 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem registrado um crescimento expressivo no número de casos de sarampo em todas as suas regiões, fato que acende o alerta para o Brasil. Até o momento, em 2025, o país contabiliza cinco casos confirmados, sendo um deles no estado de São Paulo. Este caso específico ainda tem fonte de infecção desconhecida, o que evidencia a necessidade de vigilância rigorosa.
Como o sarampo é transmitido
Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES-SP, Tatiana Lang, o vírus do sarampo é transmitido de pessoa para pessoa por meio do contato com secreções respiratórias, como ao tossir, espirrar ou falar. O período de incubação varia de 7 a 21 dias, e o paciente infectado pode transmitir o vírus desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas características na pele.
Cuidados para viajantes
A Secretaria recomenda que todas as pessoas que planejam viajar atualizem sua caderneta de vacinação pelo menos 15 dias antes do embarque.
Outras vacinas com crescimento significativo
Além da tríplice viral, outras vacinas do calendário básico infantil também apresentaram crescimento, como:
- Vacina contra febre amarela: de 64,40% para 81,16%
- Vacina pentavalente: de 76,74% para 91,77%
- Vacina contra poliomielite: de 77,13% para 91,73%
- Vacina contra rotavírus: de 77,21% para 90,13%
- Vacina meningocócica C: de 78,19% para 90,15%
- Vacina BCG: de 82,13% para 90,25%, atingindo a meta nacional
Quem deve se vacinar contra o sarampo

| Faixa etária / grupo | Vacinação recomendada |
|---|---|
| Crianças 6 a 11 meses | Dose Zero (D0) em risco aumentado |
| Crianças 12 meses a < 5 anos | 1ª dose tríplice viral + 2ª dose tetraviral |
| Pessoas 5 a 29 anos | Duas doses tríplice viral (completas) |
FAQ
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O que é a doença?
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa transmitida pelo contato com secreções respiratórias de pessoas infectadas, como tosse e espirro.
Quem deve se vacinar contra o sarampo?
Crianças a partir dos 6 meses em situação de risco, todas as pessoas de 12 meses a 29 anos, adultos de 30 a 59 anos sem comprovação vacinal e profissionais expostos em setores de alto contato social.
A vacinação contra o sarampo tem efeitos colaterais?
Como qualquer vacina, pode haver efeitos leves como febre ou dor no local da aplicação, mas são raros os efeitos graves.
O sarampo pode causar complicações graves?
Sim. Embora a maioria dos casos se recupere sem problemas, o sarampo pode provocar complicações sérias como pneumonia, infecções no ouvido, encefalite e até a morte, especialmente em crianças pequenas e pessoas com sistema imunológico debilitado.
Considerações finais
O retorno dos casos de sarampo em São Paulo alerta para a importância contínua da vacinação como principal medida de proteção individual e coletiva. A ampla cobertura vacinal conquistada nos últimos anos é um avanço fundamental para evitar surtos e controlar a disseminação do vírus. No entanto, a circulação internacional do sarampo e a mobilidade crescente da população reforçam a necessidade de manter o esquema vacinal atualizado, especialmente para grupos mais vulneráveis e profissionais de setores com maior risco de exposição.
