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Se os super-ricos fossem taxados, 2 bilhões de pessoas sairiam da pobreza

Entenda como aumentar a taxação de impostos dos super-ricos impactaria positivamente na população mais pobre!

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Bolsa Família imposto super-ricos

O Fórum Econômico Mundial está acontecendo desde segunda-feira (16), em Davos, na Suíça. A reunião conta com líderes políticos que vão discutir o tema “Cooperação em mundo fragmentado”. 

Assim, durante o evento foi divulgado que nos dois últimos anos, 1% da população mais rica do planeta acumulou duas vezes mais riquezas do que o resto das pessoas. 

Esse dado está presente no relatório anual da Oxfam sobre desigualdade. É preciso mencionar que essa edição do evento visa propor um aumento na taxação de pessoas super-ricas. O objetivo da iniciativa é arrecadar os recursos necessários para tirar 2 bilhões de pessoas da situação de pobreza. 

Como aumentar a taxação dos super-ricos?

Primeiramente, a intenção é criar um imposto que cobre até 5%, por ano, sobre as riquezas de quem é super-rico. De acordo com a Oxfam essa porcentagem poderia arrecadar US$ 1,7 trilhão, que seria usado em ações sociais como:

  • criar um plano para acabar com a fome no mundo em dez anos;
  • dar suporte a países mais pobres e devastados por eventos climáticos;
  • financiar os apelos humanitários;
  • garantir a saúde pública no mundo todo. 

Além disso, segundo Jefferson Nascimento, Coordenador de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil, o tema ganhou força diante do avanço das desigualdades pós-pandemia de Covid-19. Ele destaca:

“A gente tem visto diversos países, inclusive com troca de governo por conta do debate sobre a reforma tributária, como o caso da Colômbia, o tema sendo pautado também no Chile, o próprio governo Biden falando da necessidade de ter taxação de mais ricos. É um debate que está espraiando pelo mudo”. 

Oxfam 

A Oxfam Brasil é uma organização da sociedade civil que não visa lucro. Assim, a iniciativa surgiu em 2014 com objetivo de construir um país mais justo e com menos desigualdade. Desse modo, as áreas de atuação da Oxfam são:

  • desenvolvimento;
  • justiça social e econômica;
  • justiça climática e Amazônia;
  • justiça rural;
  • justiça racial e de gênero.

Vale destacar que a organização existe em outros 87 países do mundo, que atuam por meio de campanhas, ajuda humanitária e programas sociais

Impactos climáticos em discussão 

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Os impactos climáticos como maneira de desigualdade também são pauta do relatório. Isso porque segundo o documento os super-ricos emitem muito mais carbono do que os mais pobres.

Dessa forma, o documento destaca que um bilionário emite um milhão de vezes mais carbono do que as demais pessoas e ainda tem duas vezes mais chances de investir em indústrias poluidoras, que danificam o meio ambiente. 

Como exemplo, é citado o próprio evento em Davos, que conta com um trânsito de jatos particulares a todo momento.

Assim, quem sofre com os impactos dessas emissões de carbono são as populações mais pobres, que cada vez mais têm de enfrentar eventos climáticos extremos, como enchentes e secas intensas. 

Imagem: Khongtham | shutterstock

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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