O Fórum Econômico Mundial está acontecendo desde segunda-feira (16), em Davos, na Suíça. A reunião conta com líderes políticos que vão discutir o tema “Cooperação em mundo fragmentado”.
Se os super-ricos fossem taxados, 2 bilhões de pessoas sairiam da pobreza
Entenda como aumentar a taxação de impostos dos super-ricos impactaria positivamente na população mais pobre!
Assim, durante o evento foi divulgado que nos dois últimos anos, 1% da população mais rica do planeta acumulou duas vezes mais riquezas do que o resto das pessoas.
Esse dado está presente no relatório anual da Oxfam sobre desigualdade. É preciso mencionar que essa edição do evento visa propor um aumento na taxação de pessoas super-ricas. O objetivo da iniciativa é arrecadar os recursos necessários para tirar 2 bilhões de pessoas da situação de pobreza.
Como aumentar a taxação dos super-ricos?
Primeiramente, a intenção é criar um imposto que cobre até 5%, por ano, sobre as riquezas de quem é super-rico. De acordo com a Oxfam essa porcentagem poderia arrecadar US$ 1,7 trilhão, que seria usado em ações sociais como:
- criar um plano para acabar com a fome no mundo em dez anos;
- dar suporte a países mais pobres e devastados por eventos climáticos;
- financiar os apelos humanitários;
- garantir a saúde pública no mundo todo.
Além disso, segundo Jefferson Nascimento, Coordenador de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil, o tema ganhou força diante do avanço das desigualdades pós-pandemia de Covid-19. Ele destaca:
“A gente tem visto diversos países, inclusive com troca de governo por conta do debate sobre a reforma tributária, como o caso da Colômbia, o tema sendo pautado também no Chile, o próprio governo Biden falando da necessidade de ter taxação de mais ricos. É um debate que está espraiando pelo mudo”.
Oxfam
A Oxfam Brasil é uma organização da sociedade civil que não visa lucro. Assim, a iniciativa surgiu em 2014 com objetivo de construir um país mais justo e com menos desigualdade. Desse modo, as áreas de atuação da Oxfam são:
- desenvolvimento;
- justiça social e econômica;
- justiça climática e Amazônia;
- justiça rural;
- justiça racial e de gênero.
Vale destacar que a organização existe em outros 87 países do mundo, que atuam por meio de campanhas, ajuda humanitária e programas sociais.
Impactos climáticos em discussão
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Os impactos climáticos como maneira de desigualdade também são pauta do relatório. Isso porque segundo o documento os super-ricos emitem muito mais carbono do que os mais pobres.
Dessa forma, o documento destaca que um bilionário emite um milhão de vezes mais carbono do que as demais pessoas e ainda tem duas vezes mais chances de investir em indústrias poluidoras, que danificam o meio ambiente.
Como exemplo, é citado o próprio evento em Davos, que conta com um trânsito de jatos particulares a todo momento.
Assim, quem sofre com os impactos dessas emissões de carbono são as populações mais pobres, que cada vez mais têm de enfrentar eventos climáticos extremos, como enchentes e secas intensas.
Imagem: Khongtham | shutterstock
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