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Citi revisa Selic para 13,75% e cita piora nas expectativas de inflação

Citi projeta Selic a 13,75% e inflação acima da meta. Veja impactos, cenário econômico e previsões para juros no Brasil até 2027.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Selic

O cenário econômico brasileiro voltou a ganhar atenção no mercado financeiro após uma revisão nas projeções da taxa básica de juros. O Citi elevou sua estimativa para a Selic ao fim de 2026, agora projetada em 13,75%, acima dos 13,25% previstos anteriormente.

A revisão reforça a expectativa de que o ciclo de cortes de juros será mais curto e conservador, diante da persistência de pressões inflacionárias e da desancoragem das expectativas de preços.

Segundo o relatório, o Banco Central deve encerrar o ciclo de flexibilização monetária ainda em 2026, com possibilidade de novos cortes apenas a partir de 2027.

Leia mais:

Selic 2026: como a redução dos juros impacta seus investimentos

O que é a Selic e por que ela importa

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e funciona como referência para todas as outras taxas do mercado.

Ela é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e influencia diretamente:

  • empréstimos e financiamentos;
  • cartões de crédito;
  • rendimento da poupança e investimentos;
  • consumo das famílias;
  • atividade econômica.

Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro e a economia tende a desacelerar. Quando cai, ocorre o efeito contrário.

Projeção do Citi: juros mais altos por mais tempo

O banco Citi revisou suas expectativas com base em um cenário de inflação mais persistente.

Selic deve encerrar 2026 em 13,75%

Segundo o relatório divulgado, o Banco Central deve adotar uma postura mais conservadora no controle da inflação, o que limita cortes adicionais.

A instituição avalia que:

  • o ciclo de cortes será mais curto;
  • a política monetária seguirá “hawkish” (mais dura);
  • a Selic deve encerrar 2026 em 13,75%.

Novos cortes só em 2027

O Citi projeta que a retomada dos cortes de juros deve ocorrer apenas no segundo semestre de 2027.

Para esse período, a estimativa é que a Selic feche 2027 em 11,75%.

Inflação segue no radar do Banco Central

A inflação continua sendo o principal fator de decisão para o Copom.

Projeções para o IPCA

O Citi manteve a projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,5% para 2026, mas elevou a estimativa para 2027 para 3,9%.

O IPCA é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e mede a inflação oficial do país.

Pressão inflacionária ainda elevada

O relatório destaca que a desancoragem das expectativas de inflação continua sendo um problema relevante.

Mesmo com medidas de controle de preços, como subsídios em combustíveis, o banco avalia que essas ações:

  • ajudam no curto prazo;
  • mas não resolvem a tendência estrutural de inflação acima da meta.

Expectativas do mercado ficam mais cautelosas

As projeções do mercado financeiro também seguem alinhadas a um cenário de juros mais altos por mais tempo.

Boletim Focus reforça cenário conservador

De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, economistas projetam:

  • Selic em 13,25% no fim de 2026;
  • queda para 11,25% até o fim de 2027.

Esse movimento mostra que, apesar das diferenças entre instituições, há consenso sobre uma redução gradual e lenta dos juros.

Impactos da Selic alta na economia brasileira

Uma Selic elevada tem efeitos diretos no dia a dia da população e no desempenho da economia.

Crédito mais caro para famílias

Com juros altos:

  • financiamentos imobiliários ficam mais caros;
  • crédito pessoal se torna mais restrito;
  • compras parceladas aumentam o custo total.

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Um exemplo prático é o financiamento de veículos, onde pequenas variações na Selic podem representar milhares de reais a mais ao longo do contrato.

Consumo tende a desacelerar

O encarecimento do crédito reduz o consumo das famílias, o que impacta setores como:

  • varejo;
  • construção civil;
  • indústria de bens duráveis.

Investimentos de renda fixa ganham força

Por outro lado, uma Selic elevada favorece aplicações como:

  • Tesouro Selic;
  • CDBs;
  • fundos de renda fixa.

Isso ocorre porque esses investimentos acompanham a taxa básica de juros.

O que o Banco Central observa para decidir os juros

As decisões do Copom são baseadas em uma combinação de fatores econômicos.

Principais variáveis analisadas

  • inflação corrente e expectativas futuras;
  • atividade econômica e crescimento do PIB;
  • mercado de trabalho;
  • cenário internacional;
  • câmbio.

A prioridade do Banco Central é manter a inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

Cenário até 2027: juros ainda elevados

As projeções indicam que o Brasil pode conviver com juros elevados por um período mais longo do que o esperado anteriormente.

Esse cenário reflete:

  • persistência inflacionária;
  • cautela do Banco Central;
  • necessidade de manter credibilidade na política monetária.

Para o consumidor, isso significa crédito mais caro por mais tempo. Para investidores, um ambiente ainda favorável à renda fixa.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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