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R$ 1 mil investidos com Selic a 13,75%: qual aplicação pode render mais?

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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A manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, muda as perspectivas para quem pretende investir ou já possui dinheiro aplicado. Com a interrupção do ciclo de cinco reduções consecutivas dos juros, a renda fixa continua entre as alternativas que despertam o interesse dos brasileiros, especialmente pela possibilidade de obter retornos previsíveis sem assumir grandes riscos.

Para mostrar como diferentes aplicações podem se comportar nesse cenário, uma simulação elaborada por Michael Viriato, da Casa do Investidor, comparou o rendimento de R$ 1 mil em modalidades de renda fixa e renda variável. Os resultados consideram períodos de seis a 30 meses e apresentam valores líquidos, ou seja, com desconto do Imposto de Renda sobre os rendimentos, quando aplicável.

Entre as alternativas avaliadas, os fundos de ações apresentaram o maior retorno projetado no período mais longo. Na renda fixa, os CDBs de bancos médios com remuneração de até 105% do CDI também tiveram desempenho expressivo. A poupança, por sua vez, ficou na última posição do levantamento.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A rentabilidade de um investimento depende de fatores como taxa contratada, prazo de aplicação, tributação, custos e comportamento do mercado. Por isso, mesmo quando duas aplicações pertencem à mesma categoria, os resultados podem ser diferentes.

Na simulação apresentada, um investimento inicial de R$ 1 mil teria os seguintes valores:

InvestimentoApós 6 mesesApós 30 meses
CDB de banco médio (105% do CDI)R$ 1.054,08R$ 1.332,95
Fundos de açõesR$ 1.064,44R$ 1.366,47
PoupançaR$ 1.038,60R$ 1.208,51

Os valores representam projeções da simulação, não garantias de rentabilidade futura. No caso dos fundos de ações, especialmente, os resultados podem variar significativamente conforme o desempenho da Bolsa.

CDB de banco médio pode render R$ 332,95 em 30 meses

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos por instituições financeiras para captar recursos. Em troca, o banco remunera o investidor de acordo com as condições estabelecidas no momento da contratação.

Na modalidade analisada, o CDB oferece rendimento equivalente a 105% do CDI, indicador que acompanha de perto a taxa Selic. Com R$ 1 mil aplicados, o saldo projetado alcançaria R$ 1.054,08 em seis meses e R$ 1.332,95 em 30 meses.

Isso representa um ganho líquido de R$ 332,95 no período mais longo.

Os CDBs podem contar com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitados os limites de cobertura de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado financeiro, e o teto global de R$ 1 milhão a cada período de quatro anos.

Antes de investir, é importante conferir o prazo de vencimento, a possibilidade de resgate antecipado e a saúde financeira da instituição emissora.

Fundos de ações lideram a simulação, mas oferecem mais riscos

Entre todas as modalidades comparadas, os fundos de ações apresentaram o maior valor projetado. Uma aplicação de R$ 1 mil poderia chegar a R$ 1.064,44 em seis meses e R$ 1.366,47 em 30 meses.

Apesar do resultado superior, essa alternativa exige atenção. Diferentemente de um CDB com remuneração previamente estabelecida, os fundos de ações investem em ativos negociados na Bolsa e estão sujeitos às oscilações do mercado.

Isso significa que o patrimônio do investidor pode aumentar ou diminuir, dependendo do desempenho das empresas, das condições econômicas e das decisões de gestão do fundo.

Além disso, rentabilidades projetadas não representam retornos assegurados. Em períodos de instabilidade, o investidor pode registrar perdas, inclusive sobre o valor inicialmente aplicado.

Por isso, fundos de ações costumam fazer mais sentido para quem possui maior tolerância ao risco e consegue manter o dinheiro investido por períodos mais longos.

Poupança rende menos, mas continua isenta de Imposto de Renda

A caderneta de poupança apresentou o menor retorno entre as alternativas analisadas. Pelos cálculos, os R$ 1 mil iniciais chegariam a R$ 1.038,60 depois de seis meses e R$ 1.208,51 após 30 meses.

Embora tenha a vantagem da simplicidade e da isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, a poupança pode perder competitividade quando comparada a investimentos de renda fixa atrelados ao CDI.

Sua remuneração segue uma regra definida pelo Banco Central: quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).

Outro detalhe importante é a data de aniversário da aplicação. O rendimento é creditado mensalmente, e retirar o dinheiro antes dessa data pode significar perder a remuneração daquele período sobre o valor sacado.

Tesouro Selic também merece atenção com os juros elevados

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Outra alternativa para quem busca segurança e acompanha a taxa básica de juros é o Tesouro Selic, título público federal negociado pelo programa Tesouro Direto.

Sua rentabilidade acompanha a Selic, descontados os custos e impostos aplicáveis. O investimento costuma ser utilizado por pessoas que desejam formar uma reserva de emergência ou manter recursos em uma aplicação de renda fixa.

Na simulação considerada, foi incluída uma taxa de custódia de 0,2%, relacionada aos custos de manutenção dos títulos. Entretanto, as despesas efetivas podem variar conforme as condições da instituição financeira e as regras vigentes.

O Tesouro Selic também possui tributação regressiva do Imposto de Renda sobre os ganhos, com alíquotas que diminuem conforme o prazo da aplicação. Para resgates em menos de 30 dias, pode haver cobrança de IOF sobre os rendimentos.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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