Desde que comprou o Twitter no ano passado, Elon Musk tem feito alterações controversas na rede social. Na última sexta-feira (10), o bilionário anunciou que vai remover os selos de verificação obtidos pelos usuários antes do início de sua gestão como CEO.
Selos de verificado obtidos antes da venda do Twitter a Musk serão excluídos
Desde que comprou o Twitter, Elon Musk modifica a rede social. Agora, o bilionário quer remover a verificação de usuários antigos. Entenda
Segundo Musk, a decisão valerá para perfis que obtiveram o selo gratuitamente. Isso porque, agora, qualquer pessoa pode conseguir a marca, que antes indicava notoriedade. Para isso, basta assinar o plano premium do site, chamado de Twitter Blue.
Musk chama selos da gestão anterior de corruptos
O posicionamento do empresário foi revelado em resposta a um tuíte de uma influenciadora indiana. Em seu post, ela escreveu diretamente a Musk que o novo sistema de verificação da rede, sem distinção entre figuras públicas e usuários comuns, se tornou uma piada.
O bilionário, então, disse que os selos de reconhecimento pré-existentes serão removidos em breve. “Esses são os verdadeiramente corruptos”, opinou.
Depois que o plano mensal do site passou a oferecer a verificação a assinantes, a separação entre pessoas notórias e anônimas ocorre por meio de avisos. Assim, quando alguém clica sobre o selo, uma das seguintes mensagens é exibida:
- “Esta é uma conta verificada pré-existente. Pode ou não ser de uma pessoa com notoriedade”;
- “Esta conta foi verificada porque está inscrita no Twitter Blue”.
Entretanto, o que chamou a atenção dos internautas é que o perfil do próprio Elon Musk é classificado como uma conta verificada pré-existente. Em outras palavras, o empresário faz parte do grupo cujo selo pretende extinguir.
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Mudanças no Twitter
Elon Musk comprou o Twitter por US$ 44 bilhões em outubro de 2022. Assim que assumiu o comando da rede social, deu início a uma série de modificações profundas no funcionamento da plataforma.
Uma das primeiras medidas do bilionário foi a demissão em massa de funcionários, que atingiu, inclusive, o Brasil. Segundo o jornal The Washington Post, a empresa dispensou quase todos os 150 colaboradores do escritório de São Paulo.
Imagem: FellowNeko / Shutterstock
