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Serasa alerta: insatisfação com o salário atinge a maioria dos trabalhadores

Estudo da Serasa revela que 68% dos trabalhadores estão insatisfeitos com o salário e têm preocupações com o futuro. Saiba mais detalhes aqui!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes6 min de leitura
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Um novo levantamento realizado pela Serasa revelou dados preocupantes sobre a realidade profissional dos brasileiros. Embora uma parte significativa dos trabalhadores se declare satisfeita com seu cargo atual, a insatisfação com o salário domina o cenário.

Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados afirmaram não estarem satisfeitos com a remuneração que recebem. Mesmo assim, 63% disseram estar contentes com suas funções. Essa dualidade reflete o dilema vivido por muitos: gostar do que fazem, mas sentirem-se desvalorizados financeiramente.

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Imagem: Nattakorn_Maneerat / Shutterstock.com

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A pesquisa ouviu milhares de profissionais de diferentes setores, faixas etárias e regiões do país. O estudo revela um sentimento generalizado de frustração em relação ao retorno financeiro do trabalho desempenhado.

Além disso, a preocupação com o futuro profissional é um fator comum. Muitos manifestaram receio diante de possíveis transformações no mercado, como automação de tarefas, crise econômica e mudanças na legislação trabalhista.

Dados principais do estudo

  • 68% dos trabalhadores estão insatisfeitos com o salário
  • 63% estão felizes com o cargo que ocupam
  • 32% buscam salário melhor como motivação para trocar de emprego
  • 27% desejam melhor qualidade de vida
  • 21% apontam falta de oportunidade de crescimento
  • 59% se dizem otimistas quanto ao futuro profissional
  • 32% acreditam que conseguirão se aposentar com tranquilidade
  • 33% consideram difícil alcançar estabilidade financeira na aposentadoria

A difícil equação entre prazer e remuneração

O número elevado de pessoas satisfeitas com o cargo, mas insatisfeitas com a remuneração, mostra que o problema não está na função em si, mas no retorno financeiro.

Profissionais relatam que, mesmo sentindo-se realizados com o trabalho que fazem, não conseguem acompanhar o custo de vida crescente, o que gera frustração, ansiedade e desejo de mudança.

Salário como fator principal de insatisfação

O dado mais expressivo da pesquisa aponta que 68% dos brasileiros não se sentem bem remunerados. Esse número reflete o impacto da inflação acumulada, da falta de reajustes salariais e do crescimento desigual da economia.

Para muitos, a renda atual não cobre nem os gastos essenciais, o que pressiona famílias e compromete o bem-estar. Isso tem levado uma parcela significativa dos profissionais a procurar por novos cargos — mesmo fora de sua área de atuação.

Busca por novas oportunidades

O levantamento aponta que os principais fatores para mudança de emprego são:

  • Salário melhor (32%)
  • Qualidade de vida (27%)
  • Crescimento profissional (21%)
  • Ambiente de trabalho tóxico (11%)
  • Insegurança no cargo atual (9%)

Preocupações com o futuro e com a aposentadoria

Um dos aspectos mais discutidos na pesquisa foi a perspectiva dos brasileiros quanto ao futuro profissional e à aposentadoria.

Apesar de 59% afirmarem que se sentem otimistas em relação aos próximos cinco anos, muitos ainda expressam dúvidas quanto à possibilidade de estabilidade a longo prazo.

Medo de não se aposentar com dignidade

Mais de um terço dos entrevistados disseram que não acreditam que conseguirão se aposentar com tranquilidade. Dentre os principais receios estão:

  • Instabilidade econômica
  • Alterações nas regras previdenciárias
  • Falta de poupança ou investimento
  • Perda de poder aquisitivo com o tempo

A insegurança financeira também é agravada pelo medo de desemprego e pelo risco de substituição por tecnologia — uma ameaça real em diversas áreas, especialmente aquelas que envolvem tarefas repetitivas ou operacionais.

Sobrecarga, pressão e falta de reconhecimento

Outro ponto que afeta a satisfação no ambiente de trabalho é a sobrecarga de tarefas. Muitos trabalhadores relataram estar sobrecarregados e sob constante pressão por resultados, sem o devido reconhecimento.

Essa situação gera um ambiente estressante, diminui a produtividade e aumenta o número de afastamentos por questões emocionais ou burnout.

Obstáculos enfrentados no emprego atual

Entre os principais desafios apontados pelos trabalhadores estão:

  • Salário insuficiente
  • Alta carga de trabalho
  • Pouca chance de crescimento
  • Pressão por metas e entregas
  • Falta de incentivo à capacitação

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Além disso, muitos colaboradores se sentem invisíveis nas empresas, sem retorno positivo ou plano de carreira claro.

Qualidade de vida: uma demanda crescente

A qualidade de vida no trabalho deixou de ser um luxo e passou a ser um dos principais critérios na busca por oportunidades. Horários flexíveis, possibilidade de home office, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e respeito à saúde mental são hoje prioridades.

Os profissionais querem ser ouvidos, respeitados e valorizados — e não apenas explorados. Empresas que não se adaptarem a esse novo cenário tendem a perder talentos, especialmente os mais jovens.

Tecnologias, riscos e o futuro das profissões

A transformação digital traz benefícios, mas também ameaças para algumas profissões. A substituição de postos por inteligência artificial e automação está no radar de milhares de brasileiros.

Segundo o estudo da Serasa, muitos trabalhadores sentem-se inseguros diante dessas mudanças e não sabem como se preparar.

Medo da obsolescência profissional

Setores como atendimento ao cliente, logística, contabilidade e até áreas jurídicas já enfrentam mudanças profundas. Sem investimento em qualificação e adaptação, há o risco de desemprego estrutural.

Por isso, cresce a importância de programas de recapacitação e políticas públicas que garantam a transição dos trabalhadores para áreas com maior demanda.

O que os trabalhadores esperam das empresas

A mensagem é clara: os trabalhadores desejam respeito, remuneração justa e oportunidades reais de crescimento. O vínculo empregatício não se sustenta apenas com salário — é preciso oferecer propósito, segurança e escuta ativa.

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Imagem: Pormezz / shutterstock.com

Empresas que investem em bem-estar, plano de carreira e reconhecimento costumam ter equipes mais engajadas e produtivas, com menor rotatividade e melhores resultados.

O estudo da Serasa expõe uma realidade complexa: apesar da satisfação com o cargo, a maioria dos brasileiros está frustrada com o salário e teme pelo futuro profissional.

Esse cenário exige respostas concretas do setor produtivo, do governo e da sociedade. Sem valorização, não há motivação. Sem salário digno, não há progresso. E sem segurança, não há futuro. O desafio agora é transformar essa insatisfação em mudança estrutural, promovendo mais justiça, equilíbrio e esperança para o trabalhador brasileiro.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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