Um novo levantamento realizado pela Serasa revelou dados preocupantes sobre a realidade profissional dos brasileiros. Embora uma parte significativa dos trabalhadores se declare satisfeita com seu cargo atual, a insatisfação com o salário domina o cenário.
Serasa alerta: insatisfação com o salário atinge a maioria dos trabalhadores
Estudo da Serasa revela que 68% dos trabalhadores estão insatisfeitos com o salário e têm preocupações com o futuro. Saiba mais detalhes aqui!
Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados afirmaram não estarem satisfeitos com a remuneração que recebem. Mesmo assim, 63% disseram estar contentes com suas funções. Essa dualidade reflete o dilema vivido por muitos: gostar do que fazem, mas sentirem-se desvalorizados financeiramente.

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A pesquisa ouviu milhares de profissionais de diferentes setores, faixas etárias e regiões do país. O estudo revela um sentimento generalizado de frustração em relação ao retorno financeiro do trabalho desempenhado.
Além disso, a preocupação com o futuro profissional é um fator comum. Muitos manifestaram receio diante de possíveis transformações no mercado, como automação de tarefas, crise econômica e mudanças na legislação trabalhista.
Dados principais do estudo
- 68% dos trabalhadores estão insatisfeitos com o salário
- 63% estão felizes com o cargo que ocupam
- 32% buscam salário melhor como motivação para trocar de emprego
- 27% desejam melhor qualidade de vida
- 21% apontam falta de oportunidade de crescimento
- 59% se dizem otimistas quanto ao futuro profissional
- 32% acreditam que conseguirão se aposentar com tranquilidade
- 33% consideram difícil alcançar estabilidade financeira na aposentadoria
A difícil equação entre prazer e remuneração
O número elevado de pessoas satisfeitas com o cargo, mas insatisfeitas com a remuneração, mostra que o problema não está na função em si, mas no retorno financeiro.
Profissionais relatam que, mesmo sentindo-se realizados com o trabalho que fazem, não conseguem acompanhar o custo de vida crescente, o que gera frustração, ansiedade e desejo de mudança.
Salário como fator principal de insatisfação
O dado mais expressivo da pesquisa aponta que 68% dos brasileiros não se sentem bem remunerados. Esse número reflete o impacto da inflação acumulada, da falta de reajustes salariais e do crescimento desigual da economia.
Para muitos, a renda atual não cobre nem os gastos essenciais, o que pressiona famílias e compromete o bem-estar. Isso tem levado uma parcela significativa dos profissionais a procurar por novos cargos — mesmo fora de sua área de atuação.
Busca por novas oportunidades
O levantamento aponta que os principais fatores para mudança de emprego são:
- Salário melhor (32%)
- Qualidade de vida (27%)
- Crescimento profissional (21%)
- Ambiente de trabalho tóxico (11%)
- Insegurança no cargo atual (9%)
Preocupações com o futuro e com a aposentadoria
Um dos aspectos mais discutidos na pesquisa foi a perspectiva dos brasileiros quanto ao futuro profissional e à aposentadoria.
Apesar de 59% afirmarem que se sentem otimistas em relação aos próximos cinco anos, muitos ainda expressam dúvidas quanto à possibilidade de estabilidade a longo prazo.
Medo de não se aposentar com dignidade
Mais de um terço dos entrevistados disseram que não acreditam que conseguirão se aposentar com tranquilidade. Dentre os principais receios estão:
- Instabilidade econômica
- Alterações nas regras previdenciárias
- Falta de poupança ou investimento
- Perda de poder aquisitivo com o tempo
A insegurança financeira também é agravada pelo medo de desemprego e pelo risco de substituição por tecnologia — uma ameaça real em diversas áreas, especialmente aquelas que envolvem tarefas repetitivas ou operacionais.
Sobrecarga, pressão e falta de reconhecimento
Outro ponto que afeta a satisfação no ambiente de trabalho é a sobrecarga de tarefas. Muitos trabalhadores relataram estar sobrecarregados e sob constante pressão por resultados, sem o devido reconhecimento.
Essa situação gera um ambiente estressante, diminui a produtividade e aumenta o número de afastamentos por questões emocionais ou burnout.
Obstáculos enfrentados no emprego atual
Entre os principais desafios apontados pelos trabalhadores estão:
- Salário insuficiente
- Alta carga de trabalho
- Pouca chance de crescimento
- Pressão por metas e entregas
- Falta de incentivo à capacitação
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Além disso, muitos colaboradores se sentem invisíveis nas empresas, sem retorno positivo ou plano de carreira claro.
Qualidade de vida: uma demanda crescente
A qualidade de vida no trabalho deixou de ser um luxo e passou a ser um dos principais critérios na busca por oportunidades. Horários flexíveis, possibilidade de home office, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e respeito à saúde mental são hoje prioridades.
Os profissionais querem ser ouvidos, respeitados e valorizados — e não apenas explorados. Empresas que não se adaptarem a esse novo cenário tendem a perder talentos, especialmente os mais jovens.
Tecnologias, riscos e o futuro das profissões
A transformação digital traz benefícios, mas também ameaças para algumas profissões. A substituição de postos por inteligência artificial e automação está no radar de milhares de brasileiros.
Segundo o estudo da Serasa, muitos trabalhadores sentem-se inseguros diante dessas mudanças e não sabem como se preparar.
Medo da obsolescência profissional
Setores como atendimento ao cliente, logística, contabilidade e até áreas jurídicas já enfrentam mudanças profundas. Sem investimento em qualificação e adaptação, há o risco de desemprego estrutural.
Por isso, cresce a importância de programas de recapacitação e políticas públicas que garantam a transição dos trabalhadores para áreas com maior demanda.
O que os trabalhadores esperam das empresas
A mensagem é clara: os trabalhadores desejam respeito, remuneração justa e oportunidades reais de crescimento. O vínculo empregatício não se sustenta apenas com salário — é preciso oferecer propósito, segurança e escuta ativa.

Empresas que investem em bem-estar, plano de carreira e reconhecimento costumam ter equipes mais engajadas e produtivas, com menor rotatividade e melhores resultados.
O estudo da Serasa expõe uma realidade complexa: apesar da satisfação com o cargo, a maioria dos brasileiros está frustrada com o salário e teme pelo futuro profissional.
Esse cenário exige respostas concretas do setor produtivo, do governo e da sociedade. Sem valorização, não há motivação. Sem salário digno, não há progresso. E sem segurança, não há futuro. O desafio agora é transformar essa insatisfação em mudança estrutural, promovendo mais justiça, equilíbrio e esperança para o trabalhador brasileiro.
