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Serasa diz que pedidos de recuperação judicial cresceram 48,4% em maio

Saiba mais sobre o cenário econômico atual.

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De acordo com um levantamento feito pela Serasa Experian, a quantidade de pedidos de recuperação judicial por parte de empresas chegou a 92 solicitações em maio deste ano. Isso representa um aumento de 48,4% na comparação com abril. Desses, a maioria é de micro e pequenas empresas. Além disso, quando analisados os segmentos, o de serviços se destacou com 62 pedidos em maio de 2021, seguindo por comércio, com 15, e indústria, com 12.

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Pedidos de recuperação judicial cresceram 48,4% em maio, diz Serasa

Já no caso das falências, os dados da Serasa mostram que, no comparativo com maio de 2020, houve uma queda de 2,1% nos pedidos. Por outro lado, as companhias de menor porte apresentaram crescimento no período, de 54 em maio do ano passado, para 60 em maio deste ano.

De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, em entrevista à Agência Brasil, os números acompanham o aumento da inadimplência das empresas, que se torna maior entre as micro ou pequenas empresas. Com isso, o levantamento mostra que as empresas desses portes são 92,4% do total de pessoas jurídicas com contas negativadas.

“Os abre e fecha impacta diretamente as companhias menores, que não contam com reservas e enfrentam a redução das linhas de crédito especiais. Por isso, elas ainda patinam na recuperação e são maioria nesses indicadores”, explicou.

Empresas de menor porte foram as mais afetadas

Por fim, apesar dos pedidos de recuperação terem subido quase 50% em maio na comparação com abril, não há motivo para preocupação, dizem os economistas. Isso porque, analisando os dados da Serasa dos meses anteriores, os números estavam alinhados com maio. Assim, se compararmos com os meses mais fortes da pandemia de covid-19 no ano passado, os números atuais são inferiores.

Dessa forma, a Serasa afirma que o aumento observado entre as micro e pequenas empresas se deve ao fato de que as empresas desses portes foram as que tiveram menos condições de proteção e falta de capital de giro, levando ao aumento dos pedidos de recuperação judicial. Hoje, empresas de grande porte tem mais acesso as ferramentas de capital de giro, por exemplo, e condições que impedem a perda da liquidez.

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Imagem: ByEmo / Shutterstock.com

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