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Shein e Shopee revoltam brasileiros e medidas drásticas podem ser tomadas

Para garantir maior fiscalização, é possível que e-commerces, como a Shein e a Shopee, passem por mudanças significativas. Entenda o contexto.

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
mini carrinho de compras em cima de um teclado de computador, representando o e-commerce, como Shein e Shopee

Com a pandemia do coronavírus, os e-commerces tiveram um crescimento considerável, principalmente marketplaces internacionais, como Aliexpress, Shein e Shopee. Nestes, os compradores pagam tributos quando as compras ultrapassam o valor de U$ 50, tal como previsto na legislação brasileira.

No entanto, os preços competitivos praticados por essas empresas somados ao baixo custo com a importação preocupam os empresários do país. Ademais, estes também sinalizam a pouca fiscalização destas gigantes em relação à pirataria.

Fornecedores da Shein e Shopee seguem leis brasileiras

De acordo com a Folha de São Paulo, especialistas acreditam que não tributar valores até U$ 50 reduz a arrecadação em cerca de R$ 14 bilhões por ano. Contudo, os fornecedores da Shein e da Shopee buscaram mostrar bastante transparência em suas operações, inclusive sobre o recolhimento de tributos.

Para o presidente da Associação Brasileira de Lojistas Satélites, Mauro Francis, em entrevista para a Folha de São Paulo, o maior problema é a concorrência injusta. “Gera concorrência desleal com os e-commerces situados aqui no Brasil, que estão regulados, que têm estoque e têm de cumprir com a legislação tributária e trabalhista”, esclarece.

Produtos falsificados também fazem parte da pauta

Por outro lado, o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo, Jorge Gonçalves Filho, explica para a Folha de São Paulo que, sem contar os tributos, outro problema é a possibilidade de falsificação.

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Para Jorge, essa relação com os marketplaces, como a Shein e Shopee, são uma “evolução tecnológica do que a gente tinha antigamente com o camelô”. “Agora, o consumidor consegue comprar diretamente da China. Ficou muito mais fácil”, reforça.

Em notas oficiais, tanto a Shopee quanto a Shein se posicionaram. A primeira informou que toma “medidas proativas para impedir que tais produtos sejam listados nos marketplaces”. Por sua vez, a segunda afirma exigir que os fornecedores do marketplace “cumpram todos os parâmetros legais”.

Imagem: Maxx-Studio / Shutterstock.com

Liliana Luísa

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Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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