Com a pandemia do coronavírus, os e-commerces tiveram um crescimento considerável, principalmente marketplaces internacionais, como Aliexpress, Shein e Shopee. Nestes, os compradores pagam tributos quando as compras ultrapassam o valor de U$ 50, tal como previsto na legislação brasileira.
Shein e Shopee revoltam brasileiros e medidas drásticas podem ser tomadas
Para garantir maior fiscalização, é possível que e-commerces, como a Shein e a Shopee, passem por mudanças significativas. Entenda o contexto.
No entanto, os preços competitivos praticados por essas empresas somados ao baixo custo com a importação preocupam os empresários do país. Ademais, estes também sinalizam a pouca fiscalização destas gigantes em relação à pirataria.
Fornecedores da Shein e Shopee seguem leis brasileiras
De acordo com a Folha de São Paulo, especialistas acreditam que não tributar valores até U$ 50 reduz a arrecadação em cerca de R$ 14 bilhões por ano. Contudo, os fornecedores da Shein e da Shopee buscaram mostrar bastante transparência em suas operações, inclusive sobre o recolhimento de tributos.
Para o presidente da Associação Brasileira de Lojistas Satélites, Mauro Francis, em entrevista para a Folha de São Paulo, o maior problema é a concorrência injusta. “Gera concorrência desleal com os e-commerces situados aqui no Brasil, que estão regulados, que têm estoque e têm de cumprir com a legislação tributária e trabalhista”, esclarece.
Produtos falsificados também fazem parte da pauta
Por outro lado, o presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo, Jorge Gonçalves Filho, explica para a Folha de São Paulo que, sem contar os tributos, outro problema é a possibilidade de falsificação.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Para Jorge, essa relação com os marketplaces, como a Shein e Shopee, são uma “evolução tecnológica do que a gente tinha antigamente com o camelô”. “Agora, o consumidor consegue comprar diretamente da China. Ficou muito mais fácil”, reforça.
Em notas oficiais, tanto a Shopee quanto a Shein se posicionaram. A primeira informou que toma “medidas proativas para impedir que tais produtos sejam listados nos marketplaces”. Por sua vez, a segunda afirma exigir que os fornecedores do marketplace “cumpram todos os parâmetros legais”.
Imagem: Maxx-Studio / Shutterstock.com
