Tem circulado pelas redes sociais uma imagem com o símbolo da Shein, simulando uma “Declaração oficial” da empresa chinesa. No entanto, trata-se de uma fake news, que anuncia o fim das exportações do e-commerce para o Brasil.
Shein vai encerrar as atividades no Brasil?
Tem circulado pelas redes sociais um suposto comunicado oficial da Shein anunciando o fim de suas atividades no Brasil. Confira
Assim, a falsa mensagem atribui a saída da Shein do país a um suposto aumento de tributação por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Contudo, a empresa nega que tenha emitido o comunicado.
O que diz o falso comunicado
Portanto, comunicado que circula na internet em nome da Shein afirma que diante do aumento nos impostos dos produtos vendidos comercialmente no Brasil, a companhia estaria encerrando suas atividades de exportação de produtos para o país.
Além disso, a falsa mensagem ressalta que a empresa chinesa nunca se renderá a governos que não pensam em sua população e que “abusam do poder com mais impostos”, prejudicando a população que não terá mais acesso aos produtos da Shein e também a milhares de empregos.
O que diz a Shein
Vale ressaltar que embora haja pressão de varejistas brasileiros da da mobilização da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo, não há qualquer projeto ou intenção do governo Lula, nem mesmo do Congresso Nacional acerca da tributação dos e-commerces estrangeiros.
Além disso, a empresa chinesa Shein, que possui sede em Singapura, ao contrário do boato, afirmou que tem intenção de expandir a equipe no Brasil e disse por meio de nota ao UOL Confere que o comunicado é falso e também ressaltou que busca “cumprir as leis e regulamentos locais”.
Na mira do governo
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Em março de 2022, um grupo de empresários brasileiros foram até Brasília (DF) para reclamar junto ao governo das compras feitas por consumidores direto da China por meio de lojas online como Shoppe, AliExpress e Shein, já que estes não pagam os devidos impostos. Entre os empresários que participaram da comitiva estavam Luciano Hang, dono da Havan, e Alexandre Ostrowiecki, CEO da Multilaser.
Dessa forma, o Ministério da Economia, à época chefiado por Paulo Guedes, afirmou que preparava uma medida provisória que iria regulamentar a atividade dessas empresas no Brasil, mas até agora não foi tomada nenhuma providência quanto à reivindicação dos empresários.
*Com informações da UOL.
Imagem: Wirestock Creators/shutterstock.com
