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Shopee, Shein e AliExpress estão ameaçando o varejo brasileiro; entenda

Embora a Shopee, Aliexpress e Shein ofereçam diversidade de produtos a preços baixos trazem diversas ameaças ao varejo nacional. Entenda!

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
mini carrinho de compras em cima de um teclado de computador, representando o e-commerce, como Shein e Shopee

Os marketplaces chineses conquistaram os brasileiros. Até aqueles mais conservadores, que enxergam na China uma ameaça ao Brasil, já se arriscaram a fazer uma compra em uma dessas plataformas.

O motivo de tanta popularidade está no fato de essas lojas oferecem uma alta diversidade de produtos a preços baixos.

Contudo, essa popularidade do comércio chinês no Brasil traz impactos financeiros, como o fato de que o varejo local tem sido impactado por essas empresas, como Shopee, Aliexpress e Shein. Embora operem no Brasil, elas não são obrigadas a seguir as mesmas regras das empresas brasileiras.

Concorrência desleal

À vista disso, um dos principais problemas é que não são cobrados os impostos que geralmente incidem sobre produtos ao entrarem no Brasil.

Portanto, os preços oferecidos por esses marketplaces chineses são bem menores do que os praticados pelos e-commerces brasileiros, ainda que vendam os mesmos produtos importados da China.

Dessa forma, por ser uma concorrência desleal, pode ocorrer risco de aumentar o desemprego no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em 2021, 25,8% dos empregos com carteira assinada eram gerados pelo varejo.

Então, embora os preços mais baixos oferecidos por essas plataformas possam facilitar o acesso ao consumo das pessoas mais carentes, essas mesmas pessoas podem ser prejudicadas, pois podem ficar sem seus empregos.

Ademais, com a expansão desses marketplaces chineses, o governo deixa de arrecadar impostos que poderiam ser direcionados à população.

Alternativas para combater a ameaça

Há duas alternativas para combater a ameaça desses marketplaces:

  • Aumentar a competitividade do varejo brasileiro por meio da redução dos impostos e realizar mais investimentos no setor;
  • Passar a cobrar impostos das importações por pessoa física no país, colocando os produtos chineses no mesmo nível de preços que os produtos importados por empresas nacionais.

Imagem: Maxx-Studio / Shutterstock.com

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