Cerca de 8 mil empresas do Rio Grande do Sul optantes pelo Simples Nacional estão sob risco de exclusão do regime tributário simplificado. A situação atinge microempresas e empresas de pequeno porte que acumularam débitos exigíveis junto à Receita Estadual, sem suspensão de exigibilidade.
Simples Nacional: cerca de 8 mil empresas no RS correm risco de exclusão
Descubra como 8 mil empresas do RS podem ser excluídas do Simples Nacional. Saiba prazos e como evitar perdas. Leia agora.
Segundo a Secretaria da Fazenda (Sefaz-RS), os débitos somam aproximadamente R$ 110 milhões. Caso não haja pagamento ou parcelamento dentro do prazo, as empresas serão retiradas do programa já a partir de 1º de janeiro de 2026.
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Entenda o que é o Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado criado para facilitar o pagamento de impostos por microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).
Principais benefícios do Simples Nacional:
- Unificação de tributos em uma única guia (DAS);
- Redução da carga tributária para diversos setores;
- Menos burocracia para apuração de impostos;
- Acesso facilitado a crédito e programas governamentais.
Estar no regime é considerado estratégico para pequenos negócios, pois possibilita previsibilidade financeira e competitividade no mercado.
Por que essas empresas podem ser excluídas?
A exclusão é consequência de dívidas em aberto junto à Receita Estadual do RS. De acordo com o fisco, os contribuintes foram formalmente notificados e receberam o Termo de Exclusão do Simples Nacional.
Motivos mais comuns para a exclusão:
- Débitos tributários não pagos;
- Falta de parcelamento dentro do prazo;
- Descumprimento das regras do regime.
Prazos para regularização em 2025
A Lei Complementar nº 216, de 28 de julho de 2025, ampliou os prazos para regularização. Agora, os contribuintes têm:
- 30 dias para apresentar defesa administrativa, contados da ciência do Termo de Exclusão;
- 90 dias para quitar ou parcelar as dívidas, também a partir da ciência da comunicação.
Se a empresa optar por regularizar, o processo é automático: basta pagar ou parcelar, sem necessidade de nova comunicação à Receita Estadual.
Consequências da exclusão
Caso os débitos não sejam pagos ou parcelados até novembro, o Termo de Exclusão se tornará definitivo, com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2026.
Principais impactos para as empresas:
- Aumento da carga tributária, ao migrar para o regime normal (Lucro Presumido ou Lucro Real);
- Perda de competitividade, já que os custos tributários crescem;
- Maior burocracia no cumprimento de obrigações fiscais;
- Risco de inadimplência e dificuldades financeiras.
Como verificar e regularizar os débitos
As empresas podem acessar suas pendências pelo Portal e-CAC ou pelo aplicativo Minha Empresa, ambos disponibilizados pela Receita Estadual.
Passo a passo para regularizar:
- Acessar o e-CAC ou aplicativo Minha Empresa;
- Consultar pendências listadas no sistema;
- Escolher forma de regularização: pagamento à vista ou parcelamento;
- Emitir guia ou solicitar parcelamento;
- Confirmar quitação automática do débito.
Fiscalização anual do Simples Nacional
A exclusão de empresas inadimplentes faz parte de uma ação anual da Receita Estadual do RS, em vigor desde 2011. O objetivo é:
- Estimular o cumprimento voluntário das obrigações;
- Prevenir a inadimplência crônica;
- Garantir equilíbrio na arrecadação tributária.
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Na edição anterior, em janeiro de 2025, cerca de 2,5 mil empresas foram excluídas por não regularizarem suas pendências em tempo hábil.
Impacto econômico e social
Especialistas alertam que a exclusão de milhares de empresas pode gerar efeitos negativos na economia gaúcha.
Possíveis consequências:
- Fechamento de postos de trabalho em pequenos negócios;
- Redução na arrecadação tributária indireta, já que empresas podem encerrar atividades;
- Desestímulo ao empreendedorismo, diante do aumento de custos.
Por outro lado, a medida reforça a importância da gestão fiscal responsável e da cultura de conformidade tributária.
O que os empresários devem fazer agora?

Para evitar perdas irreversíveis, os empresários devem:
- Consultar imediatamente o Termo de Exclusão;
- Verificar débitos exigíveis;
- Aderir ao parcelamento, se não for possível quitar à vista;
- Acompanhar prazos, especialmente os 90 dias previstos em lei.
A atenção a esses detalhes é essencial para garantir permanência no Simples Nacional em 2026.
Conclusão
A exclusão de até 8 mil empresas gaúchas do Simples Nacional evidencia a necessidade de organização fiscal e planejamento financeiro. Com prazos ampliados pela nova lei, os empresários têm uma última oportunidade de manter-se no regime.
O recado da Receita Estadual é claro: quem não se regularizar, será excluído. A decisão cabe agora a cada empreendedor que deseja preservar os benefícios do regime simplificado e garantir a sustentabilidade de seu negócio.
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