O Sindicato de Bancários de São Paulo cobrou explicações do banco Santander sobre a demissão de um funcionário que estaria com estabilidade no emprego. Além disso, o sindicato quer saber por que a instituição alterou a data da eleição para o Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).
Sindicato faz dura cobrança ao Santander; entenda a situação
Sindicato dos Bancários espera respostas do Santander sobre situação de funcionário que fazia parte de comissão importante no banco. Entenda!
A CIPA é um grupo de funcionários da empresa que participam de uma eleição para fiscalizar as condições de trabalho e cobrar mudanças e melhorias. De acordo com as regras, quem participa desse grupo não pode ser demitido enquanto durar o seu mandato.
Entretanto, foi exatamente isso que o Santander fez de acordo com o Sindicato dos Bancários. O funcionário que perdeu o emprego ainda tinha 15 dias de estabilidade, portanto o banco não poderia demiti-lo.
Sindicato teme que Santander abra precedentes
A norma regulamentadora n° 5 diz que o funcionário que faz parte da CIPA tem estabilidade desde o momento que se candidatou para a eleição até 1 ano depois do fim do seu mandato. Da mesma forma, a CLT garante que os trabalhadores eleitos não percam o emprego.
Mesmo com as regras, o Santander teria mandado embora um funcionário em estabilidade. Assim, o Sindicato dos Bancários tem receio que outros trabalhadores na mesma condição corram o risco de perder suas colocações.
Como os funcionários eleitos para a CIPA precisam cobrar o banco sobre as condições de trabalho, a organização acha que a demissão que o Santander fez pode afastar pessoas interessadas em participar das eleições.
Eleição da CIPA será em maio
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Além de mandar embora um funcionário que atuava na CIPA, o Santander também alterou a data da eleição de um novo grupo. Ela estava marcada para acontecer em março deste ano, mas o banco a adiou para o mês de maio.
Até agora, o Sindicato dos Bancários não recebeu nenhuma resposta satisfatória da instituição financeira em relação às indagações feitas sobre a demissão e a nova eleição.
Imagem: Alf Ribeiro/shutterstock.com
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