Nesta terça-feira (14), acontecerá um protesto do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, às 11h, contra a autonomia do Banco Central. Além disso, os protestantes também reivindicarão a redução dos juros e a saída de Roberto Campos Neto da presidência do órgão regulador.
Sindicatos marcam protestos contra autonomia do Banco Central
Os protestantes reivindicam a redução dos juros e a saída de Roberto Campos Neto da presidência do Banco Central. Veja mais!
Dessa forma, o protesto tem apoio de membros dos partidos políticos de esquerda, PT, PSOL e PCdoB. Também participarão do ato a Central Única do Trabalhadores (CUT), o Movimento Sem Terra (MST), a Força Sindical e os movimentos Brasil Popular e Povo Sem Medo.
Convocação dos sindicatos
A nota de convocação do movimentos declarou a seguinte mensagem:
“O Brasil possui, há décadas, a mais alta de juros do planeta. Com a promessa de reduzir a Selic (taxa básica) e controlar a inflação, com a chamada “autonomia” do Banco Central, implementada pelo então Ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, a cartilha neoliberal prometia juros mais baixos. No entanto, na prática, o BC, controlado hoje pelo sistema financeiro, eleva ainda mais a Selic e não ajuda a controlar a inflação”.
Além disso, a nota afirma que a autonomia do Banco Central é uma “farsa” e ressalta que os juros “travam o crescimento, aumentam o desemprego, a fome e enchem os bolsos dos rentistas”.
Ademais, a nota teceu críticas a Campos Neto pelo seu “comprometimento com Jair Bolsonaro” e com o capital financeiro, alegando que ele estaria trabalhando contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Banco Central na mira do governo
Após a primeira reunião do ano do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que manteve a taxa de juros em 13,45%, o presidente Lula têm reiterado críticas à autoridade monetária e à autonomia que a instituição possui.
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Ademais, o mandatário também têm feito críticas a Campos Neto, alegando “não haver justificativa” para manter a taxa básica de juros (Selic) tão elevada.
Dessa forma, na última quinta-feira (9), um grupo de economistas publicou uma carta aberta cobrando “razoabilidade” do Banco Central, com o intuito de que os juros sejam reduzidos.
Imagem: Jo Galvao / Shutterstock.com
