A Marisa é uma rede de lojas de roupas com mais de 70 anos de história no mercado brasileiro. Com mais de 400 unidades espalhadas por todo o país, a empresa é reconhecida por oferecer uma ampla variedade de produtos. O início deste ano, contudo, não tem sido muito positivo para a companhia.
Situação da Marisa preocupa mercado: o que aconteceu com a varejista?
A Marisa está entre as grandes empresas que começaram o ano com dificuldades financeiras. Entenda a realidade da varejista!
Em meio a um quadro de endividamento, a rede anunciou a saída de seu presidente-executivo, Adalberto Pereira Santos, e a contratação de uma assessoria para a renegociação de dívidas. No mais, as mudanças visam enfrentar os desafios financeiros da empresa.
No segundo trimestre de 2022, a Marisa registrou uma dívida de R$ 603,4 milhões e um prejuízo financeiro de R$ 27,8 milhões, atribuído, em parte, ao aumento das despesas da empresa.
Endividamento da Marisa gera incertezas sobre o futuro da rede de varejo
Na divulgação mais recente, a dívida da Marisa foi reduzida a R$ 566,1 milhões. No entanto, esse valor representa um aumento de 7,9%. Enquanto o prejuízo nas operações foi de R$ 97,5 milhões. A varejista, entretanto, justificou a situação com o aumento no nível de contingências trabalhistas e o impacto do aumento da taxa de juros nas despesas existentes.
Diante da situação, o presidente-executivo Adalberto Pereira Santos e o membro independente do conselho de administração, Marcelo Adriano Casarin, renunciaram aos seus cargos. Enquanto o vice-presidente comercial, Alberto Kohn de Penhas, assumiu como presidente executivo interinamente.
Além disso, a empresa realizou a contratação da assessoria BR Partners para auxílios na renegociação das dívidas e a Galeazzi Associados para suporte no aperfeiçoamento da estrutura de custos.
Situação das grandes marcas brasileiras
Conforme os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há uma desaceleração na economia. O PIB (Produto Interno Bruto) de 2022 atingiu 2,9%, inferior aos 5% registrados em 2021.
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Apesar disso, a previsão do mercado é que o PIB de 2023 fique em torno de 1%, enquanto o Boletim Focus do Banco Central de 24 de fevereiro prevê um crescimento de apenas 0,8% no ano.
Além disso, os pedidos de falência e recuperação judicial cresceram significativamente no início deste ano. Ao todo, 72 empresas solicitaram falência em janeiro, representando um aumento de 80% em relação a dois anos atrás, quando foram registrados 40 pedidos.
Imagem: Leandro Marques/ Shutterstock
