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Sleeping Giants: iniciativa ataca o bolso de sites que propagam notícias falsas

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Quem atua na criação e propagação de notícias falsas, as famosas “fake news”, agora ganhou um inimigo de peso. O Sleeping Giants Brasil (em português “Gigantes Adormecidos”) é um coletivo de ativistas que atua pela internet para que sites que compartilham desinformação deixem de ser monetizados, ou seja, parem de receber dinheiro de publicidade.

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O objetivo do Sleeping Giants é, sobretudo, informar as empresas sobre onde estão aparecendo seus anúncios. Muitas organizações investem em publicidade online por meio de plataformas que espalham seus anúncios em diversos sites diferentes. Por isso, não há um controle direto sobre os locais da web em que aparecem as campanhas, fazendo com que algumas marcas patrocinem sites extremistas sem saber.

A ideia é que o coletivo passe a alertar essas empresas sobre o risco de expor suas marcas em portais duvidosos e começar a atingir, no bolso, os grupos que propagam informações distorcidas. A ação iniciou no dia 18 de maio de 2020 e já são mais de 340 mil seguidores no Twitter, além de 118 mil no Instagram.

Pelas redes sociais, os ativistas do movimento avisam as empresas anunciantes sobre a presença de anúncios em sites considerados extremistas, que divulgam informações falsas e utilizam um discurso de ódio. A partir disso, muitas instituições têm entrado nessas plataformas para bloquear esses sites, fazendo com que a receita desses portais mal-intencionados diminua de forma significativa.

Esse tipo de estratégia usada pelas empresas para espalhar os anúncios se chama mídia programática. Na prática, muitos desses sites são inseridos de forma automática, sem a vontade expressa das marcas de anunciarem nele. Os portais são selecionados de acordo com os dados de seu público, e seus donos recebem dinheiro conforme o número de visualizações dos anúncios.

A história do movimento Sleeping Giants

Por mais que tenha ganhado força no Brasil agora, essa ideia surgiu nos Estados Unidos em 2016, no auge das fake news durante as campanhas presidenciais. O criador norte-americano foi Matt Rivitz, que manteve sua identidade anônima enquanto pode, tendo seu nome revelado pelo site The Daily Caller. O projeto no hemisfério norte também teve a cocriação da publicitária Nandini Jammi.

No Brasil, a iniciativa partiu de um estudante que faz pesquisas sobre fake news, que, por enquanto, não teve sua identidade revelada. O primeiro site a sofrer as denúncias foi o Jornal da Cidade Online, que inclusive modificava fotos para criar colunistas falsos. O portal ganhou notoriedade nas eleições em 2018 no Brasil e, em abril, chegou a ter 34 milhões de acessos.

Diversas empresas e órgãos no Brasil já mudaram suas práticas de anúncios depois dos alertas do Sleeping Giants. Entre elas, estão o a Dell, o Telecine, o PicPay, Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso do Sul e o Submarino. Também já foram avisadas sobre os sites maliciosos a Samsung, TIM, Fast Shop, Caixa, Phillips, Claro, Mercado Livre, Loft, Folha de S. Paulo, Senac São Paulo, Nescafé, Domestika, Zoom e Americanas. 

O Banco do Brasil foi alertado pelo Sleeping Giants por ter anúncios ativos no Jornal da Cidade Online, então retirou as peças publicitárias e depois voltou a exibir. Isso aconteceu porque a decisão de tirar o anúncio gerou críticas por parte de Carlos Bolsonaro, fazendo o banco voltar atrás. Em seguida, porém, quando o Ministério Público Federal interveio, o anúncio foi retirado novamente.

O que você pode fazer

Se você, assim como os ativistas do coletivo, não concorda com a propagação de informações falsas e discursos extremistas, vale a pena ficar de olho nas publicações do Sleeping Giants.

As notícias falsas, além de influenciarem de forma equivocada em processos eleitorais, fazem aumentar a violência e a discriminação contra determinados grupos e podem representar perigos para a saúde. No momento em que vivemos, marcado pela pandemia do coronavírus, infelizmente há muitas informações falsas que falam sobre curas rápidas e até mentem sobre os riscos da covid-19, minimizando-os.

Uma opção é parar de seguir e acompanhar os conteúdos dos sites denunciados pelo projeto, procurando averiguar de que forma eles têm se comportado. Também é possível usar as redes sociais e os próprios canais de atendimento para cobrar uma posição das empresas anunciantes.

Sempre verifique a fonte das informações que você compartilha e, se por acaso algum de seus amigos divulgar fake news, procure alertá-los. Bons sites de checagem para você acompanhar são o Aos Fatos e a agência Lupa. Esses sites são inclusive usados como embasamento para os alertas do Sleeping Giants brasileiro.

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Imagem destacada: Divulgação / Sleeping Giants

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