Em uma época em que ouvir música no celular ainda era uma novidade, o Sony Ericsson W200i foi lançado no Brasil em 2007 como uma alternativa acessível e estilosa para o público jovem.
Quanto custaria o Sony Ericsson W200i atualmente com a inflação?
Lançado em 2007, o Sony Ericsson W200i conquistou jovens com design estiloso, som de qualidade e preço que hoje ultrapassa R$ 1.300.
Com a promessa de reunir funcionalidades básicas de telefonia e a experiência de um MP3 player da consagrada linha Walkman, o aparelho rapidamente se tornou um fenômeno de vendas e um símbolo de status entre adolescentes e jovens adultos da época.
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Custo-benefício atrativo e popularidade explosiva

O grande trunfo do W200i era o seu custo-benefício. Dependendo do contrato com operadoras, o celular podia ser encontrado por R$ 299, mas seu valor variava, podendo chegar a R$ 499 na versão desbloqueada. À época, isso representava quase 100% do salário mínimo vigente, que era de R$ 380 em 2007.
Mesmo assim, o modelo caiu no gosto do público. A possibilidade de carregar músicas em cartão de memória de até 1 GB, ouvir rádio FM e curtir som com fones de qualidade superior fazia do aparelho um diferencial. Isso o transformou no “MP3 com chip” de uma geração que ainda não sonhava com a chegada de smartphones acessíveis.
Quanto custaria hoje?
Com os índices oficiais de inflação considerados até 2025, o Sony Ericsson W200i não seria exatamente uma pechincha nos dias atuais:
- R$ 299 em 2007 equivalem a R$ 795,64 em 2025
- R$ 399 passariam para R$ 1.061,74
- R$ 499 alcançariam R$ 1.327,84
Esses valores mostram que, corrigido pela inflação, o W200i custaria hoje o mesmo que muitos smartphones de entrada e intermediários com 5G, câmeras avançadas, mais memória e conexão permanente com a internet.
Comparações com o mercado atual
- Com cerca de R$ 795, é possível comprar modelos como Galaxy A06 ou Moto G24.
- Na faixa dos R$ 1.061, surgem opções com 5G, como o Galaxy A16.
- Por R$ 1.327, o consumidor pode optar por modelos com mais recursos, como o Realme C75 ou o Galaxy A34, ambos com processadores potentes e telas maiores.
Ainda assim, em termos de proporção, o esforço financeiro permanece parecido: o salário mínimo atual de R$ 1.518 representa um cenário similar ao de 2007, quando era necessário comprometer praticamente todo o rendimento mensal para adquirir o celular.
Um celular simples com experiência marcante
Tela pequena, som surpreendente
O W200i tinha uma tela de 1,8 polegada com resolução modesta, além de câmera VGA que gravava vídeos e tirava fotos simples. Ainda assim, o aparelho surpreendia naquilo que prometia: a qualidade sonora. O fone estéreo original, aliado à tecnologia Walkman da Sony, oferecia uma experiência musical superior à da maioria dos concorrentes.
Armazenamento limitado, mas funcional

Com suporte a cartões Memory Stick Micro de até 1 GB, o W200i permitia ao usuário levar dezenas de músicas no bolso. Embora esse espaço pareça mínimo hoje, em 2007 era suficiente para montar playlists variadas com arquivos em MP3.
Infravermelho: o “Bluetooth” da época
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Outro marco do aparelho foi a popularização do infravermelho como meio de transferência de arquivos. Em um tempo em que o Bluetooth ainda era raro ou instável, os usuários encostavam seus celulares para enviar músicas e fotos — processo que podia demorar vários minutos para um único arquivo.
A prática virou moda entre estudantes, que usavam os intervalos da escola para trocar toques, imagens e canções. Era comum ver grupos de adolescentes “colando” seus celulares em silêncio durante longos minutos, enquanto a transferência acontecia.
A febre Walkman nos celulares
Linha consagrada pela Sony
A série Walkman da Sony, que começou nos anos 1980 com os icônicos tocadores de fita, ganhou uma nova vida nos celulares. O W200i foi um dos primeiros modelos acessíveis da linha, e ajudou a consolidar a ideia de que o celular podia ser um centro de entretenimento portátil.
Com controles dedicados para música, interface otimizada para o uso de faixas e o tradicional botão “Play” laranja da linha Walkman, o modelo tinha identidade visual marcante. Era um celular que se destacava não apenas pelo que oferecia, mas pelo que representava em estilo e funcionalidade.
O fim de uma era
Poucos anos depois, com a chegada dos smartphones com Android e iPhone, o W200i e seus similares perderam espaço. Aplicativos de streaming como Spotify e Deezer tornaram obsoleta a necessidade de armazenar música em cartões. A câmera evoluiu, o Bluetooth se tornou padrão e a internet móvel transformou a experiência do usuário.
Ainda assim, o W200i permanece vivo na memória de quem o usou. Foi o primeiro celular com foco em música para muitos, o primeiro “MP3 com chip”, e também o primeiro aparelho que tornou o jovem consumidor parte do universo digital.
Imagem: Zoom/Divulgação

