Os taxistas da cidade de São Paulo se preparam para mudanças importantes a partir de 11 de agosto, quando entra em vigor o reajuste das tarifas de táxi, conforme determina a Portaria SMT.GAB nº 41, publicada em 31 de julho. A nova regra traz aumentos nos valores da bandeirada, da tarifa quilométrica e da tarifa horária, afetando diretamente motoristas e passageiros.
Taxistas sofrerão ajustes com corridas; taxímetro também sofrerá impactos
Tarifa de táxi em São Paulo sobe em 11 de agosto. Saiba os novos valores, custo para ajuste do taxímetro e regras da portaria SMT.GAB nº 41.
De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo (SIMTETAXI-SP), o custo para que os taxistas atualizem seus taxímetros em oficinas credenciadas pela prefeitura varia entre R$ 270 à vista e R$ 290 parcelado no cartão de crédito. O valor corresponde ao serviço necessário para configurar o equipamento com os novos valores.
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O que muda com a nova tarifa

A portaria estabelece reajustes para todas as categorias de táxi, com destaque para os veículos convencionais. A partir da data de vigência, os taxistas só poderão operar com os valores atualizados após a aferição do taxímetro pelo Instituto de Pesos e Medidas de São Paulo (Ipem-SP).
Novos valores para táxis comuns
- Bandeirada: de R$ 6,00 para R$ 6,55
- Tarifa quilométrica: de R$ 4,25 para R$ 4,80
- Tarifa horária: de R$ 51,00 para R$ 55,50
O aumento segue uma atualização de custos operacionais e reajustes anuais autorizados pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT).
Tabelas para outras categorias
Além dos táxis comuns, a portaria também atualizou as tarifas para:
- Táxis executivos
- Táxis acessíveis
- Táxis de luxo
Cada categoria tem valores específicos, levando em conta o padrão do veículo e o nível de serviço oferecido.
Processo de ajuste e aferição
A verificação e aferição dos taxímetros é obrigatória e deve ser realizada nas oficinas credenciadas pela prefeitura. O processo ocorre em duas etapas:
1. Ajuste do equipamento
O taxímetro é reprogramado para registrar as novas tarifas. Esse serviço é feito por empresas autorizadas e acompanhadas pelo Ipem-SP, garantindo que não haja erros ou manipulações.
2. Aferição pelo Ipem-SP
Após o ajuste, técnicos do Ipem-SP conferem se o equipamento está calibrado corretamente de acordo com os valores definidos pela portaria. O processo é certificado por um selo e um documento oficial.
Custo do serviço
- À vista: R$ 270
- Parcelado no cartão: R$ 290
Esses valores foram informados pelo presidente do SIMTETAXI-SP, Antonio Matias Ceará, e representam a média praticada pelas oficinas.
Uso da tabela provisória
Até que todos os taxímetros sejam ajustados, os motoristas podem utilizar tabelas de preços provisórias, fornecidas pela prefeitura. Para retirar a tabela, o taxista deve apresentar:
- Alvará de Estacionamento
- Cadastro do Condutor
A tabela provisória deve ser fixada de forma visível no interior do veículo, permitindo que o passageiro saiba os valores corretos.
Impacto para os passageiros
O reajuste afeta diretamente o custo das corridas de táxi na capital paulista. A bandeirada, valor inicial cobrado no momento em que o passageiro entra no veículo, terá um acréscimo de R$ 0,55. Além disso, a cobrança por quilômetro rodado e por hora de espera também aumenta.
Exemplos de impacto
- Corrida de 5 km (sem tempo de espera):
- Antes: R$ 6,00 + (5 × R$ 4,25) = R$ 27,25
- Depois: R$ 6,55 + (5 × R$ 4,80) = R$ 30,55
- Corrida de 10 km com 15 minutos de espera:
- Antes: R$ 6,00 + (10 × R$ 4,25) + (0,25 × R$ 51,00) = R$ 52,75
- Depois: R$ 6,55 + (10 × R$ 4,80) + (0,25 × R$ 55,50) = R$ 58,43
Justificativa para o reajuste
Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito, o aumento visa compensar a alta nos custos operacionais, como combustível, manutenção, seguro e renovação da frota.
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O presidente do SIMTETAXI-SP, Antonio Matias Ceará, ressaltou que o reajuste é necessário para manter a viabilidade econômica do serviço:
“O taxista tem despesas fixas e variáveis que aumentaram consideravelmente nos últimos anos. A atualização das tarifas é essencial para que possamos continuar oferecendo um serviço de qualidade.”
Comparativo com outros transportes
Mesmo com o reajuste, o táxi continua sendo uma opção segura e regulamentada, especialmente para corridas de aeroporto, viagens noturnas e transporte de bagagens volumosas. Porém, enfrenta concorrência direta com aplicativos de transporte individual, que muitas vezes oferecem tarifas dinâmicas e promoções.
Em alguns casos, o preço final de uma corrida de táxi pode se aproximar ou até ser inferior ao de plataformas digitais, especialmente em horários de pico ou dias chuvosos, quando as tarifas dinâmicas dos aplicativos disparam.
Cronograma e prazos para adaptação
A partir de 11 de agosto, todos os taxistas deverão operar com taxímetro ajustado ou com a tabela provisória. A expectativa é que o processo de atualização dos equipamentos seja concluído em poucas semanas, mas a demanda nas oficinas credenciadas pode causar filas.
O Ipem-SP orienta que os motoristas agendem com antecedência o serviço de ajuste para evitar penalidades.
Penalidades para quem não se adequar
Taxistas que circularem com tarifas incorretas ou taxímetro desregulado estarão sujeitos a:
- Multa administrativa
- Suspensão do Alvará de Estacionamento
- Apreensão do veículo em casos de reincidência
A fiscalização será feita pela prefeitura e pelo Ipem-SP.
Reação dos passageiros

Enquanto os motoristas defendem o reajuste como necessário para cobrir custos, parte dos passageiros critica o aumento, especialmente em um cenário de inflação elevada. Nas redes sociais, usuários já manifestam preocupação com o encarecimento das corridas e a possibilidade de migrarem para outros meios de transporte.
Considerações finais
O reajuste da tarifa de táxi em São Paulo, válido a partir de 11 de agosto, representa um aumento significativo nos custos para passageiros, mas é considerado essencial pelos motoristas para manter a sustentabilidade do serviço. A mudança exige que todos os taxímetros sejam ajustados e aferidos pelo Ipem-SP, com custo médio de R$ 270 a R$ 290 para os profissionais.
Enquanto os novos valores não são implementados em todos os veículos, a tabela provisória garante que os passageiros tenham acesso às informações corretas. O desafio para o setor será equilibrar o impacto no bolso do cliente e a necessidade de manter a qualidade e segurança do serviço, em meio à forte concorrência com aplicativos.
