A lista de smartphones compatíveis com a internet via satélite da Starlink foi ampliada e já soma mais de 50 modelos. A tecnologia, chamada de direct-to-cell, permite que o celular se conecte diretamente aos satélites — sem antena externa, modem dedicado ou acessórios adicionais.
Starlink sem antena agora funciona em mais de 50 celulares
Starlink direct-to-cell já funciona sem antena em celulares compatíveis nos EUA. Veja como funciona e a lista atualizada.
O serviço foi desenvolvido em parceria com a T-Mobile, nos Estados Unidos, e está em fase beta. Usuários americanos já conseguem testar a novidade sem custo extra nos planos mais completos da operadora.
Embora as possibilidades ainda sejam limitadas, o avanço é relevante: trata-se do primeiro passo para levar conectividade móvel a regiões sem cobertura celular tradicional.
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O que já é possível fazer com a conexão via satélite
No estágio atual, a conexão móvel via Starlink é focada em comunicações essenciais. As funcionalidades disponíveis incluem:
- envio e recebimento de mensagens de texto;
- compartilhamento de localização;
- mensagens para serviços de emergência, incluindo chamadas ao 911;
- envio de imagens via mensagem em alguns modelos Android.
Segundo a T-Mobile, o plano é ampliar gradualmente as capacidades do serviço para incluir chamadas de voz e acesso a dados móveis via satélite nos próximos meses.
Tecnologia voltada a áreas sem sinal tradicional
Diferentemente do 4G ou 5G, o direct-to-cell não foi pensado para competir com redes urbanas. O foco são áreas remotas, rurais ou de difícil acesso, onde não há cobertura celular ou roaming disponível.
Na prática, a tecnologia funciona como uma camada de segurança: quando o celular perde completamente o sinal terrestre, ele busca automaticamente os satélites Starlink para manter comunicações básicas ativas.
Como funciona a conexão no dia a dia
Quando o usuário entra em uma área sem cobertura convencional, o smartphone se conecta automaticamente à rede via satélite. No visor do aparelho, a rede aparece como “T-Mobile SpaceX” ou “T-Sat+Starlink”.
Nos iPhones, surgem as barras de sinal acompanhadas da palavra “SAT”. Em celulares Android, um ícone de satélite aparece ao lado do nome da rede.
Para melhor desempenho, a recomendação é usar o serviço em áreas externas e com visão clara do céu. Obstáculos como prédios altos, relevo montanhoso, aeronaves e até embarcações podem interferir na qualidade do sinal.
Lista atualizada de celulares compatíveis em 2026
A compatibilidade depende de hardware e software específicos. A lista atual inclui modelos das principais fabricantes globais, como Apple, Google, Motorola e Samsung.
Apple iPhone
- iPhone 14, 14 Plus, 14 Pro, 14 Pro Max
- iPhone 15, 15 Plus, 15 Pro, 15 Pro Max
- iPhone 16, 16e, 16 Plus, 16 Pro, 16 Pro Max
- iPhone 17, 17 Pro, 17 Pro Max
- iPhone Air
Google Pixel
- Pixel 9, 9a, 9 Pro, 9 Pro XL, 9 Pro Fold
- Pixel 10, 10 Pro, 10 Pro XL, 10 Pro Fold
Motorola
- moto g 5G 2026
- moto g play 2026
- moto edge 2025
- moto g 5G 2025
- moto g 2024
- moto g power 5G 2025
- moto razr 2024
- moto razr+ 2024
- moto razr 2025
- moto razr+ 2025
- moto razr ultra 2025
- moto edge 2024
- moto edge 2022
- moto g stylus 2024
Samsung Galaxy
- Galaxy A14
- Galaxy A15 5G
- Galaxy A16 5G
- Galaxy A17 5G
- Galaxy A25 SE
- Galaxy A35
- Galaxy A36 SE
- Galaxy A36 5G
- Galaxy A53
- Galaxy A54
- Galaxy A56
- Galaxy S21 (FE, Plus e Ultra)
- Galaxy S22 (FE, Plus e Ultra)
- Galaxy S23 (FE, Plus e Ultra)
- Galaxy S24 (FE, Plus e Ultra)
- Galaxy S25 (FE, Edge, Plus e Ultra)
- Galaxy Z Flip3, Z Fold3
- Galaxy Z Flip4, Z Fold4
- Galaxy Z Flip5, Z Fold5
- Galaxy Z Flip6, Z Fold6
- Galaxy Z Flip7, Z Fold7
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Aparelhos da T-Mobile
- T-Mobile REVL 7 5G
- T-Mobile REVL 7 Pro 5G
- T-Mobile REVL 8 5G
- T-Mobile REVL 8 Pro 5G
Onde o serviço está disponível hoje
Atualmente, o T-Satellite funciona apenas nos Estados Unidos, além de Porto Rico, Havaí e algumas regiões do sul do Alasca. A parceria envolve diretamente a SpaceX, responsável pelos satélites Starlink.
A T-Mobile afirma estar em negociação com operadoras internacionais e parceiros de roaming para levar a tecnologia a usuários que viajam ao exterior, mas ainda sem prazos definidos.
Quando a internet Starlink sem antena chega ao Brasil
No Brasil, ainda não há previsão oficial para o lançamento da tecnologia. A chegada depende de acordos com operadoras locais, além de autorizações regulatórias da Anatel, que supervisiona serviços de telecomunicações e uso do espectro no país.
Especialistas avaliam que o modelo tem grande potencial para regiões remotas, como áreas rurais, fronteiras, estradas isoladas e comunidades afastadas de centros urbanos — mas o cronograma dependerá de negociações comerciais e de regras específicas para uso de satélites em redes móveis.
O que muda para o consumidor no futuro
Mesmo em fase inicial, a conexão direta do celular ao satélite representa uma mudança estrutural na forma como a internet móvel pode funcionar. A tendência é que, com a evolução do serviço, o usuário não precise mais se preocupar em “ficar sem sinal” em situações críticas.
Para o consumidor brasileiro, o avanço sinaliza um futuro em que a conectividade poderá ser mais resiliente, especialmente em emergências, viagens longas e regiões sem infraestrutura de telecomunicações.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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