A Starlink, empresa de internet via satélite controlada pelo bilionário Elon Musk, prepara uma nova ofensiva no mercado brasileiro de telecomunicações. A companhia protocolou junto à Agência Nacional de Telecomunicações um pedido para operar internet via satélite diretamente em celulares a partir de 2027.
Starlink mira serviço de celular via satélite no mercado brasileiro
Starlink quer oferecer internet via satélite direto no celular no Brasil em 2027. Entenda como funcionará o serviço D2D.
O movimento reforça a importância estratégica do Brasil para a Starlink. O País já representa o segundo maior mercado da companhia no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de clientes ativos.
O que é a tecnologia?
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| Estrutura tradicional | Função |
|---|---|
| Torres de telefonia | Distribuem sinal móvel |
| Antenas terrestres | Ampliam cobertura |
| Fibra óptica | Transporta dados |
| Roteadores | Distribuem internet local |
Como funcionará?
A Starlink pretende usar satélites de nova geração capazes de transmitir sinal diretamente para smartphones compatíveis com a frequência de 2 GHz, conhecida como banda S.
Atualmente, poucos aparelhos possuem compatibilidade completa com essa tecnologia. Por isso, a empresa iniciou conversas com fabricantes como Apple, Samsung e Motorola para ampliar o número de celulares aptos a operar nesse padrão.
Entre as possibilidades previstas para o serviço estão:
- envio de mensagens em áreas sem sinal;
- chamadas emergenciais;
- acesso básico à internet;
- comunicação em situações de desastre;
- conectividade em regiões remotas.
Nos primeiros anos, especialistas avaliam que a velocidade deverá ser menor do que a oferecida pelas redes 4G e 5G tradicionais. Ainda assim, o diferencial estará na cobertura praticamente global.
Anatel será decisiva para aprovação do serviço
A operação da Starlink depende de autorização regulatória da Agência Nacional de Telecomunicações.
A empresa pediu autorização para utilizar a banda S no Brasil após adquirir, em 2025, a Echostar, companhia que detinha direitos sobre parte dessa frequência no País.
A autorização envolve questões técnicas e concorrenciais, principalmente porque a agência reguladora já aprovou recentemente a operação da empresa americana AST SpaceMobile no Brasil para serviços semelhantes.
O cenário cria uma disputa estratégica pelo uso da banda S, considerada essencial para a expansão da conectividade via satélite em dispositivos móveis.
Operadoras brasileiras podem virar parceiras da Starlink
Diferentemente do que muitos imaginam, a Starlink não pretende substituir completamente as operadoras móveis tradicionais.
A empresa negocia acordos comerciais com gigantes do setor no Brasil, incluindo:
A estratégia seria usar o D2D como complemento da rede móvel tradicional. Em áreas urbanas, os usuários continuariam utilizando normalmente as redes 4G e 5G. Já em locais sem cobertura, o celular migraria automaticamente para conexão via satélite.
Esse modelo já vem sendo estudado em países como Estados Unidos, Canadá, Japão e Chile.
Brasil virou prioridade
O crescimento acelerado da Starlink no Brasil está ligado principalmente às dificuldades históricas de conectividade em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.
Atualmente, milhões de brasileiros ainda convivem com:
- sinal instável de telefonia;
- baixa velocidade de internet;
- ausência de cobertura móvel;
- dificuldade de acesso à fibra óptica.
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A expansão da internet via satélite ganhou força principalmente em áreas rurais, agronegócio, mineração, transporte rodoviário e comunidades amazônicas.
Além disso, órgãos públicos passaram a enxergar a tecnologia como solução estratégica para educação, saúde e segurança em regiões isoladas.
Quando o serviço poderá chegar?
| Etapa | Situação |
|---|---|
| Aprovação regulatória | Em análise |
| Liberação da banda S | Pendente |
| Lançamento de novos satélites | Previsto para 2026 |
| Parcerias com operadoras | Em negociação |
| Expansão de celulares compatíveis | Em desenvolvimento |
O que muda?
A internet via satélite diretamente no celular poderá alterar a forma como brasileiros utilizam redes móveis nos próximos anos.
Entre os impactos esperados estão:
- maior cobertura nacional;
- internet em locais isolados;
- redução de áreas sem sinal;
- novas opções de conectividade;
- reforço em situações de emergência.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que o serviço não deve substituir imediatamente as redes móveis convencionais. A tendência é de convivência entre tecnologias terrestres e satelitais.
O avanço do D2D também pode acelerar investimentos das operadoras tradicionais em cobertura e inovação, ampliando a competição no setor brasileiro de telecomunicações.
Considerações finais
A aposta da Starlink no serviço de celular via satélite mostra que o Brasil se tornou peça importante na estratégia global da empresa de Elon Musk. Com mais de 1 milhão de clientes e forte demanda por conectividade em áreas remotas, o País reúne condições favoráveis para expansão do D2D.
O mercado de telecomunicações acompanha de perto os próximos passos da Starlink, que poderá inaugurar uma nova era da internet móvel no território brasileiro.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
