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Starlink mira serviço de celular via satélite no mercado brasileiro

Starlink quer oferecer internet via satélite direto no celular no Brasil em 2027. Entenda como funcionará o serviço D2D.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
starlink

A Starlink, empresa de internet via satélite controlada pelo bilionário Elon Musk, prepara uma nova ofensiva no mercado brasileiro de telecomunicações. A companhia protocolou junto à Agência Nacional de Telecomunicações um pedido para operar internet via satélite diretamente em celulares a partir de 2027.

O movimento reforça a importância estratégica do Brasil para a Starlink. O País já representa o segundo maior mercado da companhia no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de clientes ativos.

O que é a tecnologia?

Leia mais: Starlink direto no celular avança em 17 países; veja situação do Brasil

Estrutura tradicionalFunção
Torres de telefoniaDistribuem sinal móvel
Antenas terrestresAmpliam cobertura
Fibra ópticaTransporta dados
RoteadoresDistribuem internet local

Como funcionará?

A Starlink pretende usar satélites de nova geração capazes de transmitir sinal diretamente para smartphones compatíveis com a frequência de 2 GHz, conhecida como banda S.

Atualmente, poucos aparelhos possuem compatibilidade completa com essa tecnologia. Por isso, a empresa iniciou conversas com fabricantes como Apple, Samsung e Motorola para ampliar o número de celulares aptos a operar nesse padrão.

Entre as possibilidades previstas para o serviço estão:

  • envio de mensagens em áreas sem sinal;
  • chamadas emergenciais;
  • acesso básico à internet;
  • comunicação em situações de desastre;
  • conectividade em regiões remotas.

Nos primeiros anos, especialistas avaliam que a velocidade deverá ser menor do que a oferecida pelas redes 4G e 5G tradicionais. Ainda assim, o diferencial estará na cobertura praticamente global.

Anatel será decisiva para aprovação do serviço

A operação da Starlink depende de autorização regulatória da Agência Nacional de Telecomunicações.

A empresa pediu autorização para utilizar a banda S no Brasil após adquirir, em 2025, a Echostar, companhia que detinha direitos sobre parte dessa frequência no País.

A autorização envolve questões técnicas e concorrenciais, principalmente porque a agência reguladora já aprovou recentemente a operação da empresa americana AST SpaceMobile no Brasil para serviços semelhantes.

O cenário cria uma disputa estratégica pelo uso da banda S, considerada essencial para a expansão da conectividade via satélite em dispositivos móveis.

Operadoras brasileiras podem virar parceiras da Starlink

Diferentemente do que muitos imaginam, a Starlink não pretende substituir completamente as operadoras móveis tradicionais.

A empresa negocia acordos comerciais com gigantes do setor no Brasil, incluindo:

OperadoraPossível papel
VivoVenda de planos D2D
ClaroIntegração de cobertura
TIMParceria comercial

A estratégia seria usar o D2D como complemento da rede móvel tradicional. Em áreas urbanas, os usuários continuariam utilizando normalmente as redes 4G e 5G. Já em locais sem cobertura, o celular migraria automaticamente para conexão via satélite.

Esse modelo já vem sendo estudado em países como Estados Unidos, Canadá, Japão e Chile.

Brasil virou prioridade

O crescimento acelerado da Starlink no Brasil está ligado principalmente às dificuldades históricas de conectividade em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.

Atualmente, milhões de brasileiros ainda convivem com:

  • sinal instável de telefonia;
  • baixa velocidade de internet;
  • ausência de cobertura móvel;
  • dificuldade de acesso à fibra óptica.

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A expansão da internet via satélite ganhou força principalmente em áreas rurais, agronegócio, mineração, transporte rodoviário e comunidades amazônicas.

Além disso, órgãos públicos passaram a enxergar a tecnologia como solução estratégica para educação, saúde e segurança em regiões isoladas.

Quando o serviço poderá chegar?

EtapaSituação
Aprovação regulatóriaEm análise
Liberação da banda SPendente
Lançamento de novos satélitesPrevisto para 2026
Parcerias com operadorasEm negociação
Expansão de celulares compatíveisEm desenvolvimento

O que muda?

A internet via satélite diretamente no celular poderá alterar a forma como brasileiros utilizam redes móveis nos próximos anos.

Entre os impactos esperados estão:

  • maior cobertura nacional;
  • internet em locais isolados;
  • redução de áreas sem sinal;
  • novas opções de conectividade;
  • reforço em situações de emergência.

Ao mesmo tempo, especialistas alertam que o serviço não deve substituir imediatamente as redes móveis convencionais. A tendência é de convivência entre tecnologias terrestres e satelitais.

O avanço do D2D também pode acelerar investimentos das operadoras tradicionais em cobertura e inovação, ampliando a competição no setor brasileiro de telecomunicações.

Considerações finais

A aposta da Starlink no serviço de celular via satélite mostra que o Brasil se tornou peça importante na estratégia global da empresa de Elon Musk. Com mais de 1 milhão de clientes e forte demanda por conectividade em áreas remotas, o País reúne condições favoráveis para expansão do D2D.

O mercado de telecomunicações acompanha de perto os próximos passos da Starlink, que poderá inaugurar uma nova era da internet móvel no território brasileiro.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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